Hoje acordei muito elétrica...elétrica, não....DISPERSIVA...Não dormi mal, mas, tive pesadelos, sonhos estranhos, tudo por causa dos seriados que assisti ontem: um mostrava pedaços de corpos espalhados pela cidade; outro, um cadáver servindo de morada para uma cobra.... eca!!! Mas, não fiquei pensando naquilo, apenas assisti, deitei e dormi. E, acordei a milhão. Ia para o trabalho me sentindo o próprio Mel Gibson, no filme “Do que as mulheres gostam”, ouvindo várias conversas ao mesmo tempo, o rádio da lotação e mais ainda, meus próprios pensamentos – meu filme seria “O que meus neurônios ouvem”....Não consigo me concentrar em nada, me sinto agitada, como se mil faíscas saíssem do meu cérebro, rojões explodissem seus fogos coloridos a cada novo som que surge – e nem é Ano Novo. Não gosto de ficar assim, me incomoda, parece que tem algo que vai surgir de repente e me tirar o sossego. Sei que não devo parecer pessimista, não posso deixar que isso atrapalhe o meu dia e me deixe mais “acesa” ainda. Vai passar, tenho certeza; isso deve ser só uma reação a noite agitada de sono, dos problemas que me fazem lembrar que sou tão mortal e normal quanto qualquer um e de sentir vontade de mandar tudo às favas e não poder. Mas, a palavra de ordem de hoje e para o final de semana é: SERENIDADE! É isso.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
Palavras do Coração
Li um livro que fala sobre uma relação virtual. É um começo meio estranho, porque o encontro se dá por uma troca errada de endereço de email e, assim, a estória começa a se desenrolar. Os textos trocados começam tímidos, mas, instigando um ao outro a se desvendar; depois, começa a ficar mais solto, com mais provocações e, por fim, começam a se descobrir e o tom fica muito mais pessoal do que deveria. Recomendo “@mor” (Daniel Glattauer) – é o primeiro livro desse cara lançado no Brasil – vale a pena. Mas, o que queria falar é sobre as coisas que conseguimos colocar no papel e, ao vivo, é difícil de expressar, de dar o tom certo às palavras. Muito já escrevi para alguns “possíveis” amores e, sinceramente, me entreguei a tudo o que escrevi, me revelei total e desmesuradamente, sem vergonha nenhuma de ser eu mesma naquelas linhas que, por muitas vezes, se foram lidas não alcançaram o total entendimento. Todas as vezes em que me apaixonei, aquela pessoa parecia ser a certa, parecia ser a pessoa merecedora das minhas mais apaixonantes palavras, do mais precioso tempo que passava liberando meus sentimentos e colocando-os em forma de frases completas, repletas de paixão, de mensagens subliminares e de desejos que não teria coragem de revelar a mais ninguém que não fosse aquela pessoa alvo da minha fome louca de ter um amor. E, com o passar do tempo, o amadurecimento chega, os tropeços dados vão se acumulando e deixando nosso coração um pouco mais receoso de se entregar, de voltar a juntar as palavras para desenhá-las em lindas mensagens de amor. Todos os romances que não vingaram, mesmo com as mais belas coisas que escrevia, me vieram a lembrança quando li o livro que citei e, fiquei me perguntando: porque não tirei cópia de tudo, quem sabe hoje eu não teria uma bagagem de textos legais, lindos, apaixonados e sinceros para transformar em um livro? Mas, tudo o que escrevemos, depois de colocado no papel, lido, relido, revisado várias vezes para não deixar nenhuma dúvida ao outro de que o que escrevemos é fruto de nosso mais puro sentimento, fica ali, naquele tempo, naquele momento e para aquela pessoa. Então, mesmo que estejam gravadas em uma folha de papel como uma carta apaixonada ou em um pequeno bilhete de saudades, essas palavras foram jogadas ao vento, porque, nada disso mais volta. Nenhum sentimento pode ser igual. Nenhuma relação vai recomeçar de onde a outra terminou. Nós não podemos mais voltar de onde paramos, porque o tempo nos muda, o tempo nos mostra que depois de tanta paixão desmedida, o que buscamos, agora, é a cumplicidade, a calma, o entendimento e a companhia de uma nova paixão e, dessa vez, desejando que a maturidade nos faça falar e não escrever todas as palavras que habitam em nosso ser. Essas palavras, mesmo que o vento as leve, ficarão guardadas dentro do coração de quem as receber e, que o nosso aceite que toda paixão começa com pequenas palavras que, transformadas em grandes mensagens, nos revelam totalmente, desnudam nossa alma e nos deixam mais fortes para ir em busca da felicidade.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
As cores e o coração
“A cor que está aqui fora é a cor que deve estar dentro do coração” - ouvi essa frase em uma novela que está repetindo e fiquei com ela na cabeça, tentando decifrar o significado. Se estou de preto significa que meu coração está escuro? Meus sentimentos estão nebulosos? E, se estiver vestindo verde? Meu coração está quase amadurecido para um relacionamento, quase se abrindo para receber sentimentos mais doces e puros? Rosa? O que significaria se eu me vestisse de rosa da cabeça aos pés - estou pronta para um caso amoroso, recheado de encontros suaves e com perspectiva de sexo após o 10º encontro? E vermelho? Pronta para dias e noites de sexo selvagem, regado com muita lingerie e espumante?? Depois de escrever e ler o que coloquei aqui, não posso concordar que as cores sejam o espelho do que vai em nossa alma, do que habita em nosso coração. Cores são cores. Para mim, elas são o complemento do meu vestir, da vontade de usar tal cor naquele dia, independente do meu estado de espírito. Posso estar de preto - que é a minha cor preferida, e estar me sentindo nas nuvens, me sentindo feliz; é uma cor não tão básica, pois, ela pode te fazer sentir bem em uma peça antiga e surrada, ou, te deixar gloriosa em uma roupa de festa. Então, não consigo concordar com a coisa de que sua cor externa é a tradução do que está sentindo internamente, no seu mais íntimo momento. As cores ajudam a alegrar o dia, estão presentes nas flores, nos prédios distribuídos pela cidade e, certamente, enchem nossos olhos no meio do caos urbano cimentado em que tudo se transformou, mas, não traduzem nosso estado de espírito. Se estiver errada, aceito críticas.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Armadilha no Banheiro
Moro com meu pai. E, sinceramente, isso não me incomoda em nada: nos entendemos, nos aturamos e a vida segue em frente. Mas, morar com um homem, independente da idade ou da relação que se tenha com ele, não é muito fácil, pois, todos sem exceção, jogam a toalha molhada na cama, deixam a pia cheia de pasta de dente, não baixam a tampa do vaso sanitário. E, acordar de madrugada, sonolenta, louca para fazer xixi, é algo que acontece com freqüência e, a primeira coisa a ser feita é abrir os olhos e ter certeza de que não era um sonho – certamente, aquela pressão na bexiga é a maior prova de que não estamos mais dormindo. Acordar, pular correndo da cama e ir guiando os passos no escuro, tentando não atropelar o cachorro, não bater em nada no meio do caminho e chegar ao banheiro sem molhar as calças. Vitória: o banheiro está livre e as calças ainda secas. Mas, quando resolvemos sentar para aliviar a nossa amada bexiguinha, uma surpresa – o vaso está com as duas partes que o cobrem levantadas, como uma armadilha pronta para fechar em torno do nosso corpo, fazendo nossa bunda tocar na água que tem no fundo do sanitário e sentir aquele gelado desconfortável que, com o choque, acaba nos acordando de vez. E, nesse momento, descobrimos que morar com um homem, seja ele seu pai, seu avô, seu irmão, marido, noivo, namorado, ou qualquer outra situação, é igual em qualquer parte do mundo e, quem pagará o pato por isso, sempre seremos nós e nossa mania de achar que um dia eles mudarão as atitudes e serão um pouco mais cuidadosos, ordeiros e terão consciência de que, quem mija em pé são eles e não nós, que precisamos sentar para sentir que somos as donas da casa e do trono.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
A dor de viver
O final de semana poderia ter sido melhor, mais alegre, mais descontraído, mas, não foi. Andei me sentindo oprimida, com um aperto no peito, falta de ar, uma sensação de perda, um sentimento de saudade, enfim, um verdadeiro poço de falta de amor. Quando pessoas próximas a nós ficam debilitadas, nossa tendência é minimizar os estragos causados por uma doença que, aos poucos, vai minando a vontade de viver, vai tirando o pouco de saúde que ainda possa restar. E, ficamos analisando o porquê disso, o porquê daquilo, sem chegar a lugar nenhum, mas, tentando com essas ponderações diminuir algum estrago que já foi causado. Acho que ficar doente não é simplesmente adquirir alguma moléstia, passar mal e a doença se estabelecer; acho que é mais que isso e, para mim, além dos sintomas médicos da doença em si, tem todos os outros que não enxergamos, que mascaramos para não assumir que metade desse suposto mal é criado por nós mesmos. Parentes distantes geograficamente, filhos ausentes, relação desgastada, tudo ajuda a piorar ainda mais o quadro de alguém que pareceu nunca precisar de ninguém, de alguém acostumado a ser servido, a ter uma vida onde o simples fato de existir já era uma grandeza. Quando as pessoas falam que tristeza mata, alguns torcem o nariz e dizem que isso é besteira; mas, tristeza corrói nossa alma, rebenta nosso coração, endurece nosso olhar e nos faz adoecer aos poucos, baixando nossas defesas e nos deixando a mercê de qualquer parasita, esperando ansioso para adentrar nosso corpo e acabar como nossa saúde já não tão saudável. Para tudo tem jeito nessa vida, para tudo se acha uma luz no final do túnel; mas, para um corpo doente, muitas vezes, não há solução, pois estamos metade nas mãos dos médicos e a outra metade em nossas próprias mãos e pensamentos. Mas, ainda nos resta a fé, a força na oração e isso ninguém pode tirar de nós, de nossa alma, por mais adoentada que esteja. E, na minha singela maneira de orar, peço que Deus sempre faça o melhor por quem está precisando de suas mãos sagradas, tirando a dor de viver a quem não vê mais sentido na vida. Amém!
sábado, 19 de maio de 2012
Momentos
Os “poéticos” adoram dizer que a vida é feita de momentos e, concordo com eles; realmente, temos vários momentos durante o dia que, num futuro espero não muito próximo, passarão a ser apenas lembranças e, quem sabe, o nosso passaporte para o céu ou o inferno....rsrsrsrs. E, nosso primeiro momento, podemos dizer que é bom por um lado, mas, ruim por outro: o lado bom é que abrindo os olhos, sabemos que ainda estamos vivos; o ruim, é que é o instante em que deixamos de sonhar e acordamos para a realidade. Depois vem o momento de encarar o dia de trabalho, enfrentando trânsito maluco, superlotação no transporte coletivo, entrar num local de trabalho que já não agrada mais e nos faz sentir que é o lugar onde, apenas, devemos cumprir nossas obrigações e rezar para o dia passar logo e poder voltar correndo para casa, sem remorso nenhum....O próximo momento, apesar de repetir os passos da manhã (trânsito maluco, transporte lotado, mas, graças a Deus, sem a parte do trabalho ...), é menos estressante porque estamos voltando para o aconchego do lar, para o nosso cantinho seguro e gostoso, onde soltamos a imaginação e podemos viver situações legais e momentos inesquecíveis. Esse momento, é o de relaxar, preparar coisas, ajeitar a casa, fazer um lanche, assistir TV, navegar na web....mesmo que o desenrolar das coisas apareçam aqui como tarefas domésticas básicas e necessárias, quando em nosso lar são tarefas domésticas básicas, sim, mas, feitas no nosso tempo, no tempo que nos dispusermos a realizá-las. Esse é o melhor momento do dia, pois finaliza nossa andança diária e nos traz o melhor momento da noite, pois é o início de termos tempo para nós mesmos, para pensar ou não, para ler ou não, para ligar para alguém ou não; enfim, é o momento em que se quisermos deitar e ficar quietinhos no escuro, sem falar nada, ninguém vai nos perturbar ou questionar nossa atitude. Claro, se chegarmos em casa chutando o que tiver pelo caminho, xingando tudo e todos, aí sim, alguém terá que nos questionar se nos enfiarmos no escuro dentro do quarto,pois, pode ser o início de uma grande depressão, o planejamento de um assassinato ou o passo a passo do próprio suicídio. Apesar dos momentos variados, de coisas diversas acontecerem em nossa vida, esses momentos – por menores que sejam, serão parte de nossa lembrança, farão parte do livro da vida (que alguns juram de pés juntos que temos) e, nessas humildes páginas, algumas coisas subentendidas entrelinhas, farão a diferença quando resolvermos abrir esse tal livro e procurar por momentos especiais. Bons momentos a todos....
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Combinação Sapato e Meia
Ótimo dia para todos que visitarem meu blog. Bem, já sabem que adoro ficar observando tudo o que me cerca, as pessoas que passam por mim e, claro, na minha cabeça ficam pipocando muitos comentários, muitas anotações mentais para depois colocar no papel. Na minha santa ignorância sobre moda - já peço desculpas se estiver errada, vi algo que me chamou a atenção hoje pela manhã: uma senhora na casa dos 50, 60 anos (posso estar errada na faixa etária, mas, pessoas muito claras, com a pele queimada excessivamente pela exposição ao sol, sempre parecem mais velhas do que realmente são), calçava um sapato chiquerésimo, todo tigresa, salto alto, de tirar o fôlego até mesmo de quem não se liga em sapatos e, completava o visual usando uma meia preta, linda, toda desenhada, imitando uma renda fina e delicada. Fiquei olhando o conjunto e me peguei com uma dúvida: era para olhar o sapato ou a meia? E, com aquele senso crítico que toda mulher possui, percebi que um acabava abafando o efeito que o outro pretendia produzir a olhos femininos famintos, exigentes e invejosos. Quando a senhora levantou para desembarcar, vi que usava uma gabardine preta acima do joelho e, por baixo, um vestido com o desenho parecido com o do sapato, porém com estampa maior. Realmente, a roupa estava legal, sem agredir nossa visão com um visual perua ou algo assim: o visual estava bem comportado e estruturado; mas, eu não conseguia engolir o sapato com a meia. Desci da lotação e fui caminhando para o trabalho, com isso na minha cabeça: aquele sapato pedia meia neutra, sem desenho, limpa de qualquer poluição visual; tinha que brilhar sozinho, fazendo com que nossas cabeças virassem e cravassem os olhos naquele troféu salpicado com manchas que imitavam um guepardo. Para mim, o sapato estava em evidência, e, quem o estivesse usando deveria ter aquele andar que só um bom salto consegue e poucas mulheres desenvolvem: sensual. Se fosse para evidenciar a meia, o sapato deveria ser outro, mais simples, menos “star” e nos deixando apenas com aquele olhar crítico, tipo: meia bonita, deve ter saído cara, pena que logo rasga. A meia, geralmente, é um complemento; o acabamento é o sapato. Mesmo correndo o risco de ter falado besteira, continuo firme na minha opinião: não se pode usar duas coisas bonitas e sexies num mesmo quadrado – não sabemos para qual olhar primeiro e, acho eu, o visual pesa um pouco. Mas, sinceramente, fiquei babando pelo sapato.....
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