terça-feira, 21 de junho de 2011

Coisas para fazer antes que o mundo acabe...

Estava lendo um artigo e algumas pessoas falavam em suas listas de desejos para fazer antes dos 25, 30, 50 ou antes de morrer. Achei engraçado alguns desejos, outros realizáveis e, a maioria, quase que impossível de se concretizar; resolvi, então, ver como seria uma lista minha, tendo como objetivo realizá-la antes de acabar o mundo. Aceito sugestões...

01- Ir a um Cassino
02- Pintar o cabelo de loiro
03- Falar Baleiês com o chefe
04- Sair de destaque em uma escola de samba
05- Nadar nua
06- Colocar a bunda para fora num carro em movimento
07- Passar Natal e Ano Novo em NY
08- Cantar num Karaokê
09- Entrar em um banheiro masculino
10- Fazer xixi de pé
11- Ligar de madrugada para o chefe e passar um trote
12- Ter mais um cachorro
13- Transar em um local público
14- Lançar um livro
15- Autografar o livro na Feira do Livro
16- Passa uma semana em um convento (para ver se controlo a ansiedade)
17- Ir a um show de strippers
18- Entrar no Gruta Azul (e sair, de preferência)
19- Andar de Kart
20- Jogar uma partida de tênis
21- Tirar fotos naquelas cabines fotográficas automáticas
22- Fazer um Book sensual
23- Passar férias em Trancoso, Porto Seguro, Bonito e Minas Gerais
24- Visitar SP e curtir as noites de shows, musicais, filmes e restaurantes
25- Fazer mais uma tatuagem
26- Ir a um baile da terceira idade, de mini-saia
27- Comprar um NoteBook e domá-lo totalmente
28- Fazer uma depilação com cera quente
29- Ver 04 filmes diferentes no cinema, num mesmo dia
30- Aprender italiano
31- Conhecer Itália, Portugal e Espanha
32- Comprar um Christian Louboutin
33- Usar um vestido tomara que caia, vermelho e curto
34- Aprender libras
35- Perder o medo de usar a panela de pressão
36- Aprender a fazer churrasco
37- Visitar um pub inglês
38- Ver a troca de guarda da Rainha
39- Ganhar na Loteria
40- Me aposentar (com muita saúde, espero)
41- Fazer polledance (é assim?)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Retornando ao Blog...

Me  ausentei do meu próprio blog....pode isso? Ando correndo tanto que, no atual momento, minha companheira mais constante é a cama e não a escrita.  Hoje, depois de vários dias cansativos, atribulados e estafantes, consegui sentar para escrever; mas, sinceramente, não é para fofocar, é mais para desabafar mesmo....Ando me sentindo meio excluída, meio de lado; parece que todos têm seus grupos, suas pessoas mais chegadas, seu ombro amigo para chorar e, eu, pareço ser a pessoa que consigo resolver meus próprios problemas, minhas próprias necessidades. As coisas não andam legais no trabalho: há uma falta de perspectivas; o “produto final” para todo o trabalho que colocam em nossas mãos parece que não vai aparecer; o que eu vejo, são pessoas que não se preocupam com o potencial de mão-de-obra que tem à disposição, mas, apenas pessoas que querem seus desejos atendidos, como se fossem crianças mimadas que, batendo os pés serão pronta e rapidamente satisfeitas. Qual o meu papel nisso tudo? Atender pedidos idiotas de mudança de ramais, de confecção de chaves, carimbos, etc...? No que tudo isso vai contribuir para o desenvolvimento do País, Estado, da minha Cidade? Outro dia me apresentaram um possível-futuro candidato e pediram meu voto...o que disse foi que não voto mais, meus votos futuros serão nulos; chega de enganação; de votar e dar emprego para incompetentes ou cabeças de vento; chega de pensar que o próximo governo vai fazer tudo diferente, mais transparente....isso não existe. Será que serei usada e descartada? Isso passa pela minha cabeça, pois, a cada dia uma nova “carinha” aparece e, corre daqui para arrumar mesa e cadeira, corre de lá para arrumar telefone...fica difícil ficar light em um ambiente onde a maioria desconfia da própria sombra. E, ando sentindo falta de um carinho de mãe, de uma palavra que me faça esquecer os problemas, de um abraço que me diga que não estou sozinha; percebi que, na verdade, somos eu e meu pai e, cada um com sua vida, amigos e compromissos. Nunca fomos de ficar de papo, contar como foi o dia, o que preocupa um ou o outro; tinha isso com minha mãe e, hoje, faria qualquer coisa para que ela estivesse aqui e, com o olhar detectasse que estou me sentindo um caco e me perguntasse como foi o meu dia, como resolvi isso ou aquilo e, mesmo que não visse minhas lágrimas, as secaria com uma conversa simples e divertida, acompanhada de uma xícara de chá e biscoitinhos. Bem, minha mãe não está mais aqui, então, tenho que resolver meus medos de cabeça erguida, minhas dores com um sorriso no rosto e minhas ansiedades com bom humor e dignidade, esperando sempre encontrar no caminho pessoas que sejam sensíveis e consigam entender como me sinto, mesmo não preenchendo o vazio do meu coração.

domingo, 8 de maio de 2011

Dia das Mães

Dia das Mães. Um dia especial para toda mãe - mesmo que a maioria sinta que seu dia é todo santo dia em que acorda, arruma o filho para a escola com sua merenda dentro da mochila, ao lado de seus livros cuidadosamente vasculhados na noite anterior para ver se não ficou pela metade o dever de casa solicitado pela “profe”;  deixa o filho na escola, vai para o trabalho, faz suas tarefas profissionais, retorna para casa e, aí, recomeça tudo de novo: preparar o jantar, banho no filho, ajeitar a casa,  preparar tudo para o dia seguinte. Enfim, são várias tarefas para uma única mulher que se transforma em muitas e, mesmo abaixo de mau tempo, consegue realizar tudo a que se propôs com maestria. Hoje, é comemorado mais um Dia das Mães. Dia do filho distante trazer seu abraço; do filho próximo se grudar mais ainda; do filho ocupado encontrar um tempo para um chamego; do que tem tempo, gastar um pouco dele com uma visita, mesmo que rápida. É dia, também, de deixar a saudade falar mais alto e lembrar daquela que já foi, que não se encontra mais ao nosso lado e que faz muita falta nesse e, claro, em muitos outros momentos de nossa vida. Nesta datas especiais, tudo fica mais palpável; as dores tomam formato de lágrimas, de reclusão, de isolamento, enfim, acabam tomando conta de nossa vontade e nos fazem lembrar de muitas coisas que gostaríamos de deixar para trás, de esquecer. A saudade é grande e sempre será forte e presente. Mas, devemos  lembrar  que mãe é, e sempre será, uma só; será aquela que nos ensinou a ser fortes, a  enfrentar nossos medos, secar nossas lágrimas e olhar para frente, tentando levar no coração o que ela nos passou e, fazer desse ensinamento, o caminho para amenizar essa saudade dolorida que, certamente, com o passar do tempo vai diminuir. Mesmo que em doses homeopáticas. Feliz Dias das Mães.

domingo, 1 de maio de 2011

Regras Reais

Casamento Real. A notícia da semana. Esqueçam as falcatruas da política, deslizamentos, guerra do tráfico, mortes nas estradas, alagamentos, furacões, enfim, qualquer tragédia passou a ser insignificante diante desse belo e atual conto de fadas. Achei legal as pessoas ficarem na expectativa pela passagem do cortejo, na curiosidade pelo vestido da noiva, como seria a festa, quem seriam os convidados; mas, no final, todos queriam a mesma coisa: estar presente nesse belo conto de fadas. As solteiras desejando encontrar seu Príncipe, mesmo não sendo o original, mas, que seja aquele que lhe tire o ar e lhe trate como uma Princesa; algumas casadas, sonhando em tornar o marido o Príncipe com quem casaram, outras, desesperadas para que este não vire sapo. Os homens, solteiros ou casados, achando tudo o maior circo e a oportunidade para mostrar a suas companheiras que, mesmo sem tanta pompa, a relação de cada um com sua escolhida, ainda é a melhor. Bem, cada um sabe de sua vida, de seus relacionamentos e deve ser feliz a sua maneira; mas, fiquei lendo em algumas revistas/jornais que, a partir do momento em que disse “SIM”, a Princesa começou a perder um pouco de sua liberdade, não podendo fazer coisas banais como comer frutos do mar ou chorar em público. Please, porque não arrebanhar mais fãs derramando lágrimas e lágrimas de prazer, alegria, tristeza, raiva, ódio? Imagina, ela chorando em frente aos súditos porque a Rainha a proibiu de usar aquela bolsa maravilhosa que ela comprou numa barbada, quando era solteira? Ou, porque queria comer um prataço de camarão e ninguém permitiu? E, a sobremesa, que estava de salivar, foi retirada quando a Rainha resolveu que o jantar havia terminado? Todos os súditos cairiam de amor por ela e a elevariam ao patamar de Rainha do Plebeus. Será que dá para conviver com tantas regras, etiquetas e proibições nesses nossos dias, onde tudo se pode e tudo é possível? Nossa liberdade e espaço são muito importantes para que nos inibam e nos anulem, mesmo que isso nos leve a um reinado. E, mesmo nessa profusão de coisas loucas dos nossos dias, não somos rainhas de nós mesmas? De nosso tempo, de nossos desejos e sonhos? Falta o Príncipe...ok, falta...mas, para encontrar um original, só indo para a Europa e, isso não torna possível que se encontre um na primeira esquina e, claro, que ele caía a nossos pés apaixonado; então, fiquemos com nossos nativos. Apesar de tudo, achei interessante toda essa euforia em torno desse casamento; mostra que o romantismo ainda existe e que, ainda, é possível casar por amor e desejar ser feliz. Seja lá fora ou aqui, em nossa amada Pátria.    

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Eu + Chocolate = Felicidade

13 dias em casa. Descanso. Sem horários. Comida na hora, novinha. Muita internet. Muitos seriados. Enfim, uns poucos, mas, gostosos dias de férias. Gosto de me sentir sem pressão, sem alguém me cobrando coisas e, na maioria das vezes, eu mesma me cobro muito. Adoro estar quieta no meu canto, cuidando das minhas coisas. Mas, esses poucos dias, me trouxeram bons momentos com minha família e meus amigos, principalmente, na Páscoa. Eu, na verdade, não sou muito dessas comemorações; acho que o certo seria cada um olhar para dentro de si e descobrir a força de Deus em seus corações, tentar achar a luz desse caminho tão árduo que alguns trilham e buscar o conforto e o aconchego em família.  Só que todos esses momentos viraram comércio, onde o abraço é trocado por um ovo de chocolate; um beijo pode virar uma caixa de bombons e um simples aperto de mão, pode ser retribuído com um bolo feito especialmente para essa data. E, como ninguém é perfeito, entrei na onda dessa loucura adocicada que nos faz arregalar os olhos e regalar o estômago com tantas variedades de sabores e formas diferentes de embalagens.  Gente, como é bom comer  chocolate; como é prazeroso colocar aquele pedaço quadradinho dentro da boca e sentir que somos arremessados a um lugar desconhecido, repleto de arrepios e formigamentos pelo corpo e, enquanto vai derretendo, envolvendo nossa língua, enchendo nossos dentes com uma onda marrom, nosso cérebro parece ter encontrado o nirvana, pois, emite ondas de felicidade nunca experimentada antes. Juro que fico perdida no meio de tantas opções, tanto colorido e recheios suculentos; mas, acabo sempre indo direto para o chocolate ao leite – para mim, é o melhor, o mais completo, o que me dá mais prazer e menos culpa por saber que, em pouco tempo, ele vai se concentrar todinho na minha cintura (que quase já não existe mais). Amo chocolate e, chegando o inverno, ele torna-se o meu amigo mais íntimo, o companheiro mais presente na minha casa; acho que, na verdade, acaba virando uma extensão de mim mesma, me fazendo esquecer o que me incomoda, o que me deixa triste e o que possa me fazer falta. Que venha o inverno, recheado de barras de chocolate.  

terça-feira, 19 de abril de 2011

A Garota da Capa Vermelha

Adoro estórias infantis. Gosto daquele clima de inocência, de que tudo se pode conquistar e, claro, alcançar, apenas sonhando. A Branca de Neve, branquinha como a neve, sem nunca ter chegado na beira do mar, queimado a sola dos pés na areia quente; cabelos negros, lisos, como uma gueixa e, naqueles tempos, nem mesmo sabiam que o Japão existia e, lábios vermelhos, como o vermelho de uma rosa ou uma deliciosa maçã...e, com uma maçã, acabou envenenada pela madrasta invejosa e temerosa de perder o posto da mais bela do reino, mesmo que isso significasse nunca ter o coração do Príncipe, a devoção de 07 anões ou, ter o acompanhamento de pássaros entoando cantos lindos de dar inveja a qualquer tenor internacionalmente conhecido.  Enfim, se formos analisar a estória de um ângulo adulto, veremos como a hipocrisia já se fazia presente nesse tempo e, claro, a maldade também. Ser bonita sempre incomodou,  a insegurança sempre existiu e o medo de envelhecer é mais que antigo; uma mulher mais velha quer se livrar de uma suposta concorrente, tentando matá-la; um caçador generoso lhe poupa a vida e ela foge para dentro da floresta, descobrindo uma casa pequena, com pequenos habitantes que, mais tarde, vieram a ser seus amigos, mesmo que, no tempo em que passou na casa deles, tenha lavado, cozinhado, costurado, enfim, tenha sido a linda empregada que todo homem quer.  Onde está a beleza dessa estória? Cadê o desenrolar apaixonante, envolvente? Claro que as crianças gostam de ler sobre isso – as meninas querem seu príncipe e, os meninos, querem ser o salvador da bela donzela e ganhar seu coração. Mas, nós adultos, não caímos mais nessa; a estória, mesmo fictícia, tem que ter seu mistério, seu suspense, sua parte engraçada, seu momento envolvente e, prender nossa atenção. Aí, chego ao filme “A Garota da Capa Vermelha”, uma reinvenção de Chapeuzinho Vermelho, sem a cestinha cheia de bolinhos para a vovó que mora no meio do nada, ou um lobo-bobo que come a  velhinha e fica a espreita da netinha, para abatê-la também e, num momento desastroso, acaba sendo morto pelo lenhador. O filme é uma versão adulta, com um certo suspense e aquela vontade de levantar no meio do filme e dizer quem é o seu suspeito, mesmo que existam 3 ou 4 deles;  a fotografia é meio triste, pois, traz um cenário no meio de uma floresta fechada, com um vilarejo repleto de casas de madeira e seus habitantes parecendo deitar e levantar com a mesma roupa. O que me chamou a atenção, na verdade, foi a autora ter conseguido tirar o foco infantil do conto e dar a ele um tom adulto, com a disputa pelo amor, a tentativa de enfrentar seus medos e enfrentar aquilo que não vemos, mas está ali, pronto para nos atacar. Não é assustador, não nos faz dar gargalhadas, mas, nos faz perceber que ainda tem gente que busca inovar e mexer com nosso imaginário, trazendo bons momentos a nossa vida. Gostei do filme e, para quem gosta do gênero sombrio, recomendo.        

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Quatro.Nove

4.9...nascida em 1962...sexo: feminino...brasileira, gaúcha, portoalegrense....4.9....com aparência de 3.8,  espírito de 2.5, atitudes de 4.0 e articulações de quase1 .0.0...rrsrsrs....Quando me dei conta que estava chegando aos 49 anos, tomei um susto, porque, percebi que estou por aqui há quase meio século e, o tempo é escasso, não perdoa, passa rápido. Comecei a lembrar dos meus 20 e poucos anos: o sono era abatido diante de qualquer convite para a balada durante a semana; passar a noite dançando, bebendo, me divertindo não era empecilho nenhum para o dia seguinte que, no furor da minha juventude, pedia apenas uma passada rápida em casa, um banho, uma troca de roupa, um café na corrida e, de volta a mais um dia trabalho, sem sentir o mínimo de cansaço. Aos 30 e poucos, descobri a  internet e todo o encantamento que ela pode trazer a uma pessoa que está sozinha; conheci pessoas novas, diferentes de mim e umas das outras; descobri um jeito novo de paquerar, de me mostrar; aprendi a diferenciar pessoas confiáveis daquelas que não valiam um segundo encontro; fiquei amiga de alguns, nunca mais falei com outros; troquei nomes de uns, telefone  com outros, enfim, foi uma salada de encontros e desencontros que me fizeram muito bem.  Aos 40 e poucos, quase chegando aos 50, descobri que, mesmo não tendo a vivacidade dos 20, a disposição de novos conhecimentos dos 30, ainda estou bem viva e com maturidade para escolher o que é melhor para mim e, mesmo que erre na escolha, posso assumir minha culpa sem medo de ser julgada por esse ou aquele. Decido onde quero ir, sem ser levada pelo desejo do outro; decido se me depilo, se me levanto cedo ou a hora que bem entender, decido o que comer, o que vestir, quanto beber.  Enfim, mesmo assustada ao chegar aos 4.9, me sinto feliz por ser a pessoa segura e verdadeira  que sou e por manter a essência  da mulher decidida que habita em mim, em paz com meu jeito de ser e com a solteirice que escolhi como companheira.  4.9...completados em 2011...sexo: muito tempo fora de combate...possibilidades: transar...50%, namorar....60%....casar....0%....morrer: quem sabe??? É isso: desabafo de uma quase “cinqüentinha”.