quinta-feira, 3 de novembro de 2022

ANSIEDADE


Ansiedade. Palavra que assusta, intimida e acaba com nossa paz.

A - antecipação dolorosa de qualquer coisa, seja ela boa ou não.

N - negação - negar que é ansioso, que sente pânico de algumas situações, que tem medo.

S - sufoco - tudo parece mais angustiante do que realmente é.

I - insegurança - o medo bate de repente, a imaginação corre na frente de cada situação que surge somente no nosso pensamento.

E - expectativa de que tudo vai passar, que vai se acalmar, tudo volta ao normal.

D - desespero - o ar não vem, a respiração tranca no meio do caminho, o peito dói.

A - ajuda - é o passo mais importante. Pedir ajuda de um profissional que tenha empatia pelo seu problema.

D - dúvida - começamos a questionar nossa sanidade, querendo saber o que provoca toda essa dor, essa loucura insana que se apossa de nós.

E - esperança - de melhorar, de deixar a medicação de lado e tentar ter uma vida mais leve e sem sobressaltos.

Minha definição de ansiedade é essa: ar trancado, dor no peito, bocejar para forçar a respiração, medo de morrer, medo da solidão e, o pior de tudo, é não saber quando isso vai acontecer, o que vai causar, onde será o estopim. Sem as respostas, fica tudo mais difícil e doloroso, pois, na verdade, estamos em luta com um fantasma, algo que não podemos tocar ou controlar e, com certeza, isso nos deixa 100% mais ansiosos, pois, do nada somos nocauteados por coisas que nem nós mesmos sabemos.


terça-feira, 1 de novembro de 2022

TENTANDO "SER" IDOSA

 




      Quando era mais jovem e ouvia falar que “é bom envelhecer”, sempre imaginei que, chegando a tal “melhor idade”, faria as mesmas coisas que minha avó e minha mãe costumavam fazer: cuidar dos maridos, da casa, dos filhos e, como distração, se atracavam nas agulhas de crochê e tricô, enchendo os netos de roupas quentinhas, todas trabalhadas nos mais incríveis detalhes e, para não deixar nada para trás, a casa era toda enfeitada com lindos trilhos de crochê e conjuntos que coloriam tudo.


     Posso dizer que minha mãe era, para a época um pouco fora do padrão, não porque não fizesse tudo o que coloquei aqui, mas, porque trabalhava fora, ajudava nas despesas da casa, nos orientava da melhor maneira que podia, parecia estar sempre um passo a frente das mulheres da idade dela. Não era perfeita, mas, era o exemplo de mulher que eu queria ser quando crescesse e tomasse consciência que, para tudo que desejamos fazer, existe um obstáculo a ser ultrapassado. Era guerreira, ilimitada, plena e, com certeza, uns 50% de tudo isso foi deixado no nosso DNA – meu e de minha irma.


    Mas, hoje, não me sinto dentro do grupo das senhoras de 50-60 anos. Não sou jovem o suficiente para enlouquecer ou madura demais para me sentir idosa. Ás vezes, fico pensando se as senhoras da minha idade também passam por isso, por dúvidas, por receio de serem julgadas, por medo de não fazer valer a verdadeira idade. O pior, é sentirmos que temos limitações, tipo, não posso correr muito porque cansa, fico mais ofegante que o normal; se subir em uma escada a tontura vem e haja habilidade para não despencar no chão; se rir demais o xixi desce sem dar tempo de chegar ao banheiro; as dores ficam mais comuns e quase diárias; os olhos já não ajudam na leitura, na distância, perto demais...e, mesmo dentro de todo esse panorama descrito por mim, ainda não me sinto pronta para ser “idosa”, para deixar o cabelinho todo branco, colocar um avental e ir para o fogão fazer gordices para o povo.


    O século XXI está aí para que possamos sentir o doce da vida e não o peso da idade. Somos seres únicos e prontos para viver. Somos luz e energia. Somos pura teimosia, pois, mesmo os limites batendo na nossa porta, continuamos a fazer o que sempre fizemos, com um pouco mais de lerdeza, mas, com muito mais vontade de quebrar barreiras.


    Às vezes, bate o medo. Medo de tudo acabar e não ter mais tempo de fazer as coisas que gosto, de curtir mais meus amigos, de estar ao lado da minha família, de levar meu Forks para passear – ele também já tá na faixa idosa. Mas, se permitir que todos esses pensamentos me apavorem, o tempo fica menor e a dose da Sertralina aumenta. Então, vamos levando a vida e deixando ela nos levar, porque ela é bonita, é bonita e é bonita.

sexta-feira, 28 de outubro de 2022




Hoje, não sei o motivo, me descobri órfã. Perdi meus pais: minha mãe há 19 anos, quando ela tinha somente 59 e, com certeza, tinha ainda muita vida pela frente; meu pai se foi há 05 anos atrás, com 84 anos e, mesmo já tendo vivido muitas coisas boas ou não, acho que dava para ir um pouco além dos 84. 

Percebi que não fiquei órfã apenas da presença física, mas, fiquei órfã do abraço apertado, da gargalhada contagiante, do olhar de ternura, do conselho certeiro, da bronca, do deboche, de muitos momentos que, agora, existem apenas nas minhas lembranças e, juro, tento manter tudo vivo dentro do meu coração. Não posso - e nem quero, esquecer tudo o que sempre nos uniu, tudo que meus pais deixaram como herança para que pudéssemos seguir nossos caminhos andando sobre os seus passos.

Eles eram tão diferentes e tão iguais que, as diferenças de um acabava completando o outro e, assim, seguiram juntos por mais de 40 anos, numa relação cheia de altos e baixos, de superações, de companheirismo.

Sinto uma falta enorme deles. Faz falta chegar em casa e saborear um chazinho com bolachas, contando meu dia e acompanhando o vai e vem das agulhas de crochê nas mãos prendadas da minha mãe, me sentir aconchegada e em casa. Faz falta ver meu pai todo faceiro, enfeitado e perfumado para o baile de domingo e eu dando conselhos: avisar quando chegasse lá e quando estivesse saindo, para esperar com a luz da rua acesa e, enquanto não chegasse, eu não dormia.

Eles eram minha base, eram a certeza de que eu, mais adulta, iria compensá-los por tudo o que nos proporcionaram, dar conforto e tranquilidade. Só que a vida não nos dá um manual de como proceder, de quando vamos nos separar de quem amamos, não nos avisa quando nos dará uma rasteira e, só nos resta aceitar suas regras, tentar andar nessas linhas loucas e irregulares que ela coloca em nossos caminhos.

E, sem instruções, ela nos tira, mas, acho que com dó de nosso sofrimento, tenta amenizar nossa dor e envia anjos que, por incrível que pareça, não deixamos de sofrer, mas, o sofrimento acaba amenizado pelo sorriso encantador da infância que começa a surgir na família, acendendo novamente a esperança de momentos de muito amor e ótimas lembranças.

Que meus pais recebam sempre nosso amor no plano em que se encontram.

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

A LUA ME INSPIROU

 O ano é 2022 e, depois de quase 03 anos sem colocar nada no papel, hoje, olhando para o céu percebi que a lua sorria e, juro, me deu uma vontade de sentar em frente ao computador e escrever...sobre qualquer coisa, sobre a vida, sobre tudo e nada. Bem, depois desse descanso que dei ao teclado, volto querendo rebentar a boca do balão e, olha que odeio balão (cheiro, barulho, formato). Muitas coisas aconteceram nesse tempo ausente, mas, não perdendo o bom humor e a positividade, nunca, volto para contar alguns "causos" e algumas bobagens. Adianto que, a idade chegou e me deixou um tanto quanto esquecida de datas, momentos e alguns pontos das coisas que vou falar. Voltando à lua...já perceberam quão bela ela é em suas formas e, mesmo que não se perceba, ela nos inspira, atiça nossa imaginação e enche nossa mente de curiosidades? Sempre penso: como São Jorge se esconde lá dentro com seu cavalo e aquela baita lança que abate dragões? Aliás, onde ficam esses dragões? De onde surgem? Do que se alimentam? E, quando observamos melhor, as formas que nela se instalam são tão curiosas, diferentes e, digamos, assustadoras, mas, não menos belas. Na verdade, não tenho muito assunto para esse "reescrever", mas, estou tentando recomeçar, me reconectar com as letras e colocar para fora todo esse palavreado enclausurado dentro de mim há tanto tempo. Passamos pelo COVID, pelas loucas decisões do Presidente da Rússia em atacar a Ucrânia, pelo futebol brasileiro cheio de altos e baixos, pelas perdas de grandes personalidades, pelas previsões furadas e sem noção de algumas falsas videntes. Enfim, um ano sem esse tipo de situação não seria um ano normal. Ah, e tem, ainda, as eleições presidenciais, onde os simpatizantes de partidos brigam por qualquer "a" que o outro diga; tem os malucos que ficam se ofendendo como se o cara que ganhar vá, após a vitória, apertar sua mão e agradecer pelos xingamentos proferidos aos eleitores da oposição.  O mundo está maluco, as pessoas estão perdidas; às vezes, parece não termos para onde correr, onde expor nossa opinião sem sermos julgados, crucificados ou, no momento atual, cancelados. Mas, tudo faz parte da engrenagem desses lugares doidos onde nos instalamos e, claro, temos que aprender a nos encaixar, mas, sem perder nossa visão imparcial de tudo o que nos rodeia e que, futuramente, de alguma maneira, possa nos ajudar a descobrir porque estamos aqui e como sobreviver nessa selva louca e insegura chamada mundo.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Junho. O ano está na sua metade e, como sempre, nem percebemos - tudo passa muito rápido, acontece muito intensamente, assusta, em alguns momentos. A vida parece estar perdendo um pouco seu sentido diante de tanta confusão criada pela ganância, vontade de ser mais, de ter mais e de se encaixar em algum lugar no mundo. Está tão fácil enredar o outro, criar situações embaraçosas em prol de um alpinismo social que, mesmo que a suposta vítima tenha razão, acaba jogando toda a verdade dentro de um mar de dúvidas bobas e interessantes de se correr atrás. Tem um ditado que diz: "quando um não quer, dois não brigam", mas, quando um quer demais tirar proveito de algo e o outro se apercebe disso, as coisas descambam de vez e o circo se arma. A tecnologia é um triunfo nesse nosso mundo onde, mesmo em 2019, ainda existam lugares sem o básico para a sobrevivência de seus ocupantes, mas, ao mesmo tempo, é uma arma poderosa para quem souber usar essa ferramenta. Em um show, a necessidade de filmar é maior da que de assistir ao vivo, sentir a vibração, pois, precisa expor, mostrar para o mundo que você está ali, que tem poder e que pode usufruir desses momentos; vai jantar, o prato sempre é a melhor foto, ao lado daquela sobremesa maravilhosa. O real parece ter dado lugar ao virtual; estamos entrando em um estado de reclusão, de solidão e de medo de sair de trás dos teclados para que a vida nos estapeie e nos faça acordar para o que de melhor existe: o sol lá fora, a vida pulsante pedindo passagem, o ar - mesmo poluído e que, mesmo assim, nos faz sentir viva. Mas, com certeza, não estamos sós, pois, nossa vida é regulada, é vigiada o tempo todo. Quando essa fase passar, teremos a chance de, novamente, olhar no olho, pegar na mão e sentir as tais borboletas no estômago.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

2019. FEVEREIRO. Segundo mês do ano e, juro, já parece que estou há 360 dias nele. Isso se chama "necessidade de férias"....URGENTE. O ano passado foi difícil, pesado, cansativo ao extremo, mas, conseguimos sobreviver e chegarmos até aqui.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019


2017. MARÇO. Fomos para Natal-RN - gente, que lugar lindo. De sonho mesmo. Claro que falo da parte turística, onde tudo é perfeito, limpo e, com solução para todas as nossas dúvidas. Andei de buggy, sem emoção, mas, meu útero não entendeu isso e quase saiu do meu corpo na primeira descida mais louca; fiz mergulho - se é que dá para chamar aquilo de mergulho: enfiar a cara dentro da água, mas, continuar agarrada no barco...lembrando dá vontade de rir, mas, o pânico foi maior, acreditem; dirigi um triciclo elétrico - sei lá como chamam aquilo, me senti toda besta, me achando toda.

2017.

PORTO SEGURO - BA







2016: PORTO SEGURO. Aliás, de seguro, não tem nada...só loucura, loucura, loucura. Um lugar para se soltar, sentir a liberdade de ser quem somos, sem julgamentos, sem vergonha (até porque, o que acontece por lá, DEVE ficar lá). Passamos 07 dias de esbaldamento total, praia, sol, cerveja, música, gargalhadas, compras, almoços deleitosos, mais gargalhadas, mais cerveja, enfim...momentos de ficar na memória e no coração. Curtimos o mar como nunca e, foi bom demais, foi "espetaculoso". Conhecemos Trancoso - lugar lindo, paradisíaco, que vale a pena passar um dia inteiro largado naquelas águas calmas, limpas e quentes e, fomos, também, a Arraial - outro lugar mais que demais. Estou sendo breve porque são 3 anos que me separam desses momentos, então, não tem como detalhar coisas que precisariam ser esmiuçadas de minha mente. Aliás, os próximos textos serão mais sucintos. Dica: conheçam Porto Seguro, soltem seus sonhos, realizem seus desejos. Tudo vale quando satisfazemos a nós mesmos.

RETORNANDO AOS TEXTOS....COM MAIS VONTADE


Não sou Roberto Carlos, mas, VOLTEI, AGORA PRÁ FICAR.....resolvi reescrever meus dias, meus momentos, minhas lembranças desde que parei de postar textos no Blog. Muita coisa aconteceu de 2015 para cá e, bota acontecimentos nisso. Bem nesses quase 04 anos afastada,  ganhei 02 hóspedes permanentes, perdi meu pai, doei um gato, reformei minha casa, viajei muito, fui surpreendida com um par de sobrinhas gêmeas. Tá bom para um recomeço? Bem, vamos lá. Vou começar do começo. Não prometo lembrar de tuuudooo, mas, farei o possível.

2015. Tenho uma amiga muito, muito especial e que, no final de 2014 – após termos combinado viajar para Maceió/AL, descobriu que estava com câncer – doença filha da puta que chega de mansinho e arrasa quarteirão, detona com os nervos, põe em dúvida nossa fé. Mas, ela é porreta e não quis desistir da viagem. Foi a melhor decisão. Embarcamos na expectativa de passarmos dias maravilhosos e, ACERTAMOS. Muitos passeios, gargalhadas, momentos de relax sem pensar no amanhã, pois, ele estava na espreita, aguardando nossa volta e um tratamento porrada para minha amiga-irmã. Rodamos, bebemos, chutamos o pau da barraca. Resultado: eu, no primeiro dia, com diarreia depois de ter comido um hambúrguer de frango – escolhido por ser mais “leve” e, claro, esqueci que não vem só frango, vem muitas misturas e, o outro ser que me acompanhava, no dia do retorno, encheu o bucho de “chiclete de camarão” – delicioso por sinal, mas, atolado no queijo – pense em tudo que é tipo de queijo e imagine isso sendo depositado no nosso intestino...hummmm.....bem, os banheiros do aeroporto deram o recado e nenhum mal maior ocorreu. Voltamos para solo gaúcho e, retomamos nossa vida. Graças a Deus, hoje, ela está curada e já fizemos outras viagens com mais outros amigos. Próxima postagem: 2016 – PORTO SEGURO.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Feliz Aniversário Minha Mãe

               


                Hoje, 04 de setembro, minha mãe completa 71 anos....é.... "completa", porque, mesmo tendo desencarnado há quase 12 anos, ela ainda está viva no meu coração, sua alegria e vontade de viver ainda permanecem na minha saudade e, aquela gargalhada aberta, aconchegante, ainda ecoa nos meus ouvidos. A dor ameniza quando a saudade se fortalece. Com certeza, minha mãe está em paz e, espero que esteja orgulhosa da família que permaneceu nesse plano, unida, amadurecendo, levando a vida - mesmo que aos trancos, barrancos e alguns pequenos desencontros, mas, sempre pronta para abraçar uns aos outros. 

                Minha mãe era minha amiga, minha irmã de alma e, todos os dias, agradeço a Deus por ter me permitido ser filha dela, por ter me dado a bênção de aprender a ser forte, decidida e verdadeira como ela foi e nos ensinou a ser, em todos os momentos da nossa vida. Infelizmente, a única lição que tive que aprender sem ela foi perdê-la....mas, o barco tem que seguir em frente e, hoje, apesar da saudade imensa e, de não estar fisicamente ao nosso lado para comemorar essa data, quero desejar FELIZ VIDA...FELIZ TUDO DE BOM QUE ELA MERECE NO PLANO EM QUE SE ENCONTRA...

              Um dia, esse abraço será real e bem apertado..tão apertado quanto se encontra meu coração agora... Te amo hoje, sempre e por toda a eternidade, minha amada e saudosa mãe....

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Feliz Dia, Minha Rainha


Dia das Mães. Dia de comemorar. Dia de estar ao lado daquela que nos carregou em seu ventre por 09 meses, que embalou nosso sono, que cuidou de nossos machucados, que afagou nosso coração na primeira decepção amorosa - e, em todas as outras que vieram atrás, que sempre nos manteve conectada de alguma maneira sobrenatural, que tirou o livro das nossas mãos quando dormimos no meio da leitura, que nos cobriu porque o frio poderia prejudicar nossa saúde, que nos fez perceber que a vida não é feita de algodão doce e, muitos menos de nuvens de tranquilidade: a vida é dura e injusta, mas, maravilhosa de ser vivida, encarada, desnudada. Dia de agradecer a Deus por ter a bênção e alegria de ter tido uma mãe que me fez amadurecer, me fez perder o medo de encarar o novo, me fez aceitar ser quem e como sou. Uma mãe que me mostrou que estar doente não nos faz "coitados", ao contrário, nos torna mais fortes, mais guerreiros e determinados a lutar. Lutar pela vida. Lutar pelo amanhã. Lutar para estarmos ao lado de quem amamos e que nos estenda a mão. Minha mãe não está mais fisicamente aqui. Ela não perdeu a batalha para uma doença, ela não se deixou vencer; ela, apenas, sabia que era o momento de partir, de passar para o outro plano e levar toda a alegria e amadurecimento espiritual que tinha para outros seres tão iluminados quanto ela. Ela deixou saudades....hoje, amanhã, sempre...em todos os momentos de confraternização que temos. Ela era minha alma gêmea. Ela era minha amiga. Ela era a minha mãe que, de repente, virou minha filha, pois, dependia de mim para algumas tarefas básicas que não podia mais realizar. Ela era minha fortaleza. Minha base. Minha certeza de tudo. Meu exemplo de mulher, mãe, filha, avó, irmã, esposa, ser humano. Então, Senhor, onde minha mãe estiver, que esteja feliz, rodeada de seres do bem, plena de vida e luz. Que, nesse Dia das Mães, receba meu beijo, meu carinho, minha saudade e meu abraço....quem sabe, Tu permita que ela me abrace também, nem que seja por um segundo, pois, com certeza, será o segundo mais feliz da minha vida nesses últimos 11 anos de ausência....Feliz Dia das Mães à minha eterna Diva, Maria Gessy....

PS.: homenagem a minha mãe, que já partiu há 11 anos...e, que vive no meu coração...

sábado, 4 de abril de 2015

Agradecendo por me sentir especial

Bom dia! Bom dia de sol! Bom dia de energias renovadas! Bom dia de Vida! E, um Bom dia para agradecer todo o carinho, mensagens e abraços que recebi por telefone, face e pessoalmente. A gente acha que é uma pessoa legal, simples, verdadeira - daquelas que dá para o gasto e, no aniversário, esse "achismo" vira realidade através de lindas palavras e desejos de felicidades. Sinceramente, me sinto uma pessoa privilegiada por ter uma família que está sempre presente e por ter amigos que, em algum momento do dia, pararam para me fazer sentir especial; para avisar, através de palavras carinhosas "estamos aqui e não esquecemos de ti". Obrigada a cada um de vocês. Obrigada por cada palavra recebida e, com certeza, esse carinho todo me fará uma pessoa mais iluminada, melhor, mais feliz e que continuará à disposição de cada um que precisar de mim, do meu carinho, da minha palavra, da minha companhia. Um beijão no coração de vocês, pessoas especiais...que Deus continue iluminando seus caminhos e de suas família. Obrigada!!! Hummm...Não vou "dar nomes" porque é muita gente, ok??? Mas, quem participou da Campanha "Faça Uma Véinha de 53 Anos Feliz", sabe que está nesse texto....rsrsrsr...

Happy 53 anos de vida

Quando fiz 40 anos, achei que estava velha demais para algumas coisas...E, o tempo passou. Quando fiz 50 anos, descobri que havia muita vida, muita energia dentro de mim e ao meu redor, percebi que cada momento deve ser aproveitado, deve ser curtido, deve ficar gravado na nossa lembrança, mesmo que a memória já não nos ajude muito. E, claro, com os 50 vem todas aquelas coisas de cuidar da saúde, de ano em ano ou, de 06 em 06 meses...um segredo: quando se tem mais de 50 e está sozinha, esses exames são os únicos momentos onde você é tocada e, infelizmente, sem uma conotação sexual e que dê prazer...depois dos 50, podemos fazer piada das nossos próprios infortúnios e, adoro isso. Mas, percebi que a idade está na cabeça de cada um, na atitude, na forma de ver sua própria vida e, vou ser sincera, na minha cabeça, tenho bem menos de 40, mesmo que o julgamento seja com o pensamento de uma senhora de 50....dá para entender??? Hoje, com 53 anos, me sinto plena, feliz, dona do meu nariz e das minhas decisões. Sinto que a vida aflora de meus poros, a cada dia, mais e mais e, me faz perceber coisas e pessoas diferentes; me permite mudar de atitude e pensamento, sem culpas, sem cobranças; me permite ficar quieta no meu canto ou gargalhar das minhas próprias bobagens. Gosto do novo, da música que está na mídia, da voz que me encanta; meus gostos são variados, mas, não abro mão do clássico. Amo ler e sempre acho tempo para abrir um livro que me encante. Adoro TV e não perco meus seriados, filmes que me prendam a atenção, programas que me façam rir e sentir leve. Estou sempre tentando acompanhar as novidades, o que aparece de interessante no mundo e, isso, para mim, é deixar a vida fluir, fazer seu trabalho. Não tenho medo de encarar o desafio de atravessar o rio escorregadio, subir o barranco embarrado, sentar na grama, provar o novo, desde que com as pessoas certas...a vida é isso: desafios. Espero que eu tenha mais tempo para viver...simplesmente isso: viver. Hoje, agradeço por ter uma família que amo muito: meu pai com 82 anos, saudável, feliz, vivendo; minha irmã, cunhado-irmão e sobrinhos-filhos; tios, primas e primos que me fazem sentir especial a cada encontro, reencontro e papo furado...rsrsr....Essa sou eu, hoje, completando 53 anos de pura aceitação e tentando, a cada dia, entender qual minha missão nesse plano e nessa encarnação. Feliz Aniversário para mim...
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terça-feira, 31 de março de 2015

Doce azedume matinal

Se a lotação está com a capacidade de "sentantes" esgotada, não tem que colocar mais ninguém e, claro, de pé. Desculpe, mas, quando isso acontece, toda minha boa educação some, como num passe de mágica. Se a pessoa entra e fica de pé, bem próxima a mim, não cedo meu lugar: o motorista não tem que ir parando e colocando extras para dentro da lotação e, se ele para e avisa que não tem lugar - o que não deveria fazer, pois, se lotou, continua até descer todo mundo - e, mesmo assim, a criatura sobe, se sujeitando a ir de pé até o final da linha, o problema é dela que se arriscou. Porque vou abdicar do meu conforto, pagando caro por isso, só para ser politicamente correta? Não...não levantei azeda, mas têm algumas coisas que me incomodam e, isso de ficar enfiando gente a torto e direito, sem segurança nenhuma, me deixa louca: com quem faz e com quem se sujeita a isso. Mas, essas coisinhas pequenas, perto de toda uma vida, não significam nada; só que, quando essa mesma vida nos dá algo para pensar, nos prega peças (enormes, quando ainda não sabemos o teor desse enredo), nos deixa mais alertas para tudo o que nos rodeia, para quem anda ao nosso lado. Todo gesto, por menor e mais insignificante que seja, sempre acaba tendo uma conseqüência, sempre nos dá aquela cutucadinha básica - igual aquela do face: você não sente, mas, sabe que levou uma cutucada, para acordar, para se manifestar, para realizar a vida! No meu parco conhecimento, acho que fomos criados para gerar gentilezas, ter boa educação, respeitar nossa intuição e aceitar nossas limitações, mas, quando a vida chega num roldão louco e nos dá uma voadora, ficamos imaginando o porque de tantas coisas. Não achamos respostas, nenhuma que nos satisfaça ou sustente o lema "gentileza gera gentileza", "educação gera reconhecimento" e, tudo isso junto, deveria gerar saúde emocional e física. Mas, regras foram feitas para que as exceções surgissem e, por mais que tentemos exercitar nossa cidadania de forma correta e, de acordo com a nossa  não tão pura consciência, as coisas saem dos eixos, nos fragilizam, nos mostram que querer não é simplesmente poder. Juro que tento exercitar meu lado bom, meu lado zen de ver as coisas e sentir as pessoas, mas, tem uma hora que cansa ser bonzinho - mesmo que fingindo(rsrsrsr), porque, mesmo assim, a natureza não perdoa. A vida dá uma sambada na nossa cara e mostra que ninguém é feliz o tempo todo, o dia inteiro; ela faz a "bandida" e nos avisa: ACORDA! Respira, relaxa e toca o barco, porque, um lugar a mais ou a menos na lotação, não vai tirar ou trazer tua saúde de volta, não vai te fazer mais ou menos feliz, afinal, tu está fazendo tua viagem bem sentadinha, então, deixa o azedume (que, repito, não me pertence) de lado, abre bem os olhos e deixa a natureza agir dentro de toda sua sabedoria e perspicácia. Seja feliz!

sexta-feira, 27 de março de 2015

A Idade chega - o Tempo ensina




O que se aprende com a idade, com o passar do tempo? Não tentar ser mais rápida que o próprio tempo.  Na verdade, minha única pressa, depois dos 40, é chegar em tempo ao banheiro...juro! Mas, depois de uma certa idade, todas as nossas correrias que pareciam tão necessárias na  juventude, ficam em último plano.  Para que correr tanto quando a pressa das coisas não depende somente da  nossa própria pressa, quando nossa ansiedade em resolver as coisas não ajuda em nada? Descobri que, com o passar dos anos, nossa única pressa deve ser viver...viver cada minuto - pois não sabemos se o próximo será melhor;  cada momento - eles constroem nossas melhores lembranças;  cada palavra - elas nos fazem refletir e entender certas coisas, mesmo que, algumas vezes, tardiamente;  cada balançar de quadris, de braços, cabelos, pernas - porque, com o tempo, todo esse balanço fica mais devagar e, por vezes, dolorido.  Enfim, o passar do tempo traz experiências, dores,  amarguras,  amores, alegrias e algumas precauções; mas, quando temos toda uma bagagem, em algum momento, ela deve ser aberta e tudo o que está lá dentro deve ser classificado. Com tudo o que vem ali dentro, podemos fazer escolhas. Podemos escolher aquilo que nos fez bem e ajudou a crescer e, claro, deixar ali, pois nosso caminho ficará mais leve  e, infelizmente, com um pouco de sabedoria, podemos retirar aquilo que nos fez mal, que nos prejudicou psicológica ou fisicamente. Estar mais "velho" não significa ser deixado de lado, ser excluído da convivência com a juventude...pelo contrário, estar mais velho nos permite estar ao lado da juventude e experimentar coisas novas, testar nossos limites e, se esses mesmos jovens aceitarem, podemos passar aquilo que aprendemos e que, de alguma forma, nos faz dar valor a juventude que um dia tivemos sem desmerecer toda a carga que nos faz os "velhos-jovens" de hoje.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Be Happy


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Preciso sentir outros ares, navegar por outros mares, conhecer novos amores...a vida é rápida, meio insana, onde a única regra é viver, ser feliz e, com certeza, nos fazer enlouquecer um pouco a cada dia, nessa busca doida pela tal felicidade. Uns buscam o par ideal para construir a sonhada família de um certo comercial de margarina; outros colocam a casa nas costas e vão embora, tentar achar a felicidade em dólares ou euros, estudar e sentir saudades do País, bem longe, em terras estrangeiras; uns outros tantos, vivem o que a vida traz e são felizes assim, trabalham, casam e têm filhos, não casam e têm filhos, casam e não têm filhos, não casam e não têm filhos, mas, aceitam o que essa permanência nesse plano terreno lhes traz de vivências e experiências. E, apesar de ter todo esse leque de escolhas, não ficam se lamentando por não ter isso ou aquilo, por não estar com esse ou aquele...levantam a cabeça e vão à luta, descobrem novos horizontes, criam novas lembranças, se renovam, inovam no jeito de viver cada novo dia, cada novo momento. E eu? No momento, o único "momento margarina" que tenho é com um pãozinho quentinho no café da manhã; não me arriscaria por terras estrangeiras para recomeçar - já tenho tudo, todas a minhas certezas e raízes estão aqui e, não casei, não tive filhos...mas, de verdade, aceito tudo o que a vida continua me proporcionando, pois, a felicidade está dentro de cada um de nós, junto daquilo que nos satisfaz e nos deixa seguros e, principalmente, junto de quem nos ama e amamos, também. E, sou feliz por desejar adentrar por novos caminhos, viajar, sentir a liberdade lambendo meu rosto, desarrumando meus crespos e me fazendo sentir que sou dona do meu destino, da minha vida, dos meus momentos que ainda serão desenhados e, aplaudo, de verdade, quem é feliz com suas escolhas e seu jeito de viver. Ser feliz é, sentir no fundo da alma, o bater de asas das borboletas que passaram por seus corações. Ótima quinta a todos nós....Be Happy!!!!!!

quarta-feira, 11 de março de 2015

Salto Alto e Falta de Equilíbrio


Resultado de imagem para salto altoHoje, quero falar sobre "salto alto" - e, não tem nada a ver com o filme do Almodóvar (que gosto muito, aliás). Tem mulheres que sabem andar de salto, valorizam a distância que mantém a cara longe do asfalto - que, no momento atual, com todo esse calor que tem feito, não seria nada agradável encarar. Acho bonito quem sabe se segurar num salto, a mulher fica elegante, a cintura afina, o peito empina e o bumbum parece dar uma endurecida (de leve), eu, fantasiosamente, me sinto assim quando encaro um salto. Quem tem saliência arretada, pode e deve abusar de um salto. Pode e deve se sentir poderosa, absoluta, diva...mas, tem que saber que isso implica em compromisso sério com quem observa esse andar, esse carinho com o salto alto; com quem compra a idéia de que usar salto nos torna mais femininas, mais ousadas, mais donas do nosso nariz. Mas.....na via contrária, surgem as que nunca - nunca mesmo, deveriam usar um sem antes participar de um intensivão, tipo "como usar salto e não fazer disso uma possível entrada no HPS" ou "como usar salto e não parecer ter 2 pés direitos ou esquerdos". Assim como me enjoa ver as tiazinhas pagando de pirigueti, com os famigerados saias-shorts ou shorts-saias - não importa, é horrível do mesmo jeito, fico tonta de ver algumas corajosas, tentando a todo custo, se manter saudavelmente em cima de um salto. Tem algumas que deveriam usar rasteirinha, sempre - não porque não tenham direito de tentar um saltinho, de vez em quando, mas, porque não nasceram para isso. Não sou fã de andar de salto - acho lindo, já usei muito, mas, tem um momento na vida da gente, onde a idade começa a pesar, que o salto fica em um lugar qualquer, lá embaixo, na nossa lista de prioridades diárias. Só que, como sempre falo - e, sinceramente, penso, cada um é cada um; as pessoas usam aquilo que as fazem se sentir bem, que as fazem se sentir em paz com sua alma e, claro, que tenham cuidado com a coluna e com possível torções nos pés. E, porque esse assunto, hoje? Bem, saí tão "embucetada" hoje que, num momento total "sem-noção", enfiei os pés em um par de havaianas e fui trabalhar...feliz, leve, sem medo de escorregar....mas, claro, sem a elegância que um salto me proporcionaria e, quem sabe, possivelmente, algumas viradas de cabeça -fantasiosamente, de novo, falando...

segunda-feira, 9 de março de 2015

Feliz Nosso Dia Internacional

Dia Internacional da Mulher...Nós, mulheres, vivemos na luta diária (e constante) para que nosso espaço seja respeitado, nossa idéia seja aceita, nosso jeito de ser e vestir seja entendido. Acho que ainda estamos longe de algumas conquistas, principalmente daquela de podermos colocar a saia curta e sairmos sem medo de ser assediada dentro do ônibus, metrô, etc; dos homens aceitarem, de verdade, serem chefiados pelo sexo feminino e, infelizmente, muito distante de algumas mulheres perceberem que são donas de sua vontade, seu corpo, sua vida. Mulheres, somos a força da natureza, pois todos os nossos sentimentos viram tsunamis ou brisas suaves ou cachoeiras de lágrimas ou gargalhadas como folhas ao vento. Saímos para as ruas e buscamos trabalho, resolvemos nossos problemas, esclarecemos nossas dúvidas, damos a cara a tapa e continuamos a jornada, sabendo que, amanhã, o caminho será o mesmo, mas, certamente, com mais garra e objetividade. Apesar de toda dificuldade pelo caminho, conseguimos ser elegantes, soberbas e flutuar por qualquer ambiente que nos for apresentado. Temos muitas atribuições, muitas designações ao longo da vida: somos mulher, amiga, esposa, mãe, filha, avó, tia, madrinha...e, com toda a graça divina recebida, nos viramos muito bem dentro desse circo que é a vida e que, em algum momento da humanidade, resolveram que o homem seria o deus supremo dessa loucura.....mas, aprendemos a nos virar e, até barata já matamos, mesmo que aquele gritinho inaudível ainda esteja lá, preso na nossa garganta. É isso! "VIDA LONGA E PRÓSPERA" as mulheres mais porretas que conheço: minha irmã e minha tia que não têm face - mas, que a cada dia superam suas dúvidas e fazem seus dias serem produtivos, mesmo que cansativos; minhas primas Simone Moura,Sinara SouzaPatricia Nunes Domingos - que não se mixam por pouca coisa, se jogam e vão em busca do seu amanhã; Elisandra e Evelise que não têm face, também - mas, que estão ali, por trás de todo sucesso familiar; minha sobrinha Thais Silveira, por ter amadurecido e descoberto o lado mãe da vida, enfrentando de frente as dificuldades desse momento; minhas amigas Lisi Cardoso - por ser a guerreira destemida e de coração bondoso, Priscila Garcia Nunes - por pensar sempre, em primeiro lugar no bem estar da filha, Elaine Marques - por ser a "chefe de família" porreta que é, Carlinha Cardoso - por descobrir que dentro dela tem uma leoa, que sabe se defender e vencer suas batalhas, Stefany Teixeira - por ter crescido e se tornado essa batalhadora que é; Thais Flores - por ter engolido os medos e se jogado em terras gaúchas e estar crescendo a cada dia; Aline Flores, por ser uma força só de se olhar (acho que ela ainda não se deu conta disso...rsrsrsrsr), Sandra Pires, por ser uma pessoa que conquistou seu espaço, que não deixa as adversidades derrubarem sua fé e que é muito especial para mim. Outras mulheres que fazem parte da minha realidade e dessa "virtualidade" que a internet proporciona. E, um agradecimento especial e saudoso a minha mãe, que foi uma mulher que me ensinou que a dor nos torna mais fortes e que, nossa fé, nos mantém mais vivas e próximas da realização de nossos sonhos. Feliz Dia GRE-NAL a todas nós....Beijo no coração de cada uma....

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Quero ser feliz....

2015...Lista do que fazer:

- Tomar coragem e fazer as sobrancelhas e...ser FELIZ
- Acordar com mais disposição e....ser FELIZ
- Viver cada momento do dia com alegria e satisfação e...ser FELIZ
- Curtir a natureza e...ser FELIZ
- Curtir meus amigos e...ser FELIZ
- Ser sincera comigo e meu coração, sempre e...ser FELIZ
- Viajar mais e....ser FELIZ
- Ficar mais perto da família e....ser FELIZ
- Ser eu mesma e continuar me amando mais e mais e...ser FELIZ...

É isso... 2015 e, eu só quero ser FELIZ!!!!!!!!!!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Amor de Tia...



Reza a lenda que  "não existe amor maior que amor de mãe"...acredito nisso, claro, como não...porque mãe é tudo, sabe tudo, observa  tudo, perdoa tudo e, está sempre lá, para o abraço, o aconchego e o auxílio. Mas, outro amor também é quase isso..quase...amor de tia, pelo menos o meu . Meus sobrinhos são meu tudo, misturam meu sentir: têm dias de amor, raiva, ódio, implicância, chatice...mas, são eles que  me mantém atualizada de tudo, mesmo sem que percebam isso.  Eles me  apresentam a música que está bombando, o novo grupo ou cantor, um novo filme, sobre as coisas do nosso time .....é, até nisso participamos juntos. Então, amor de tia também tem algum poder e, sinceramente, uso e abuso disso sempre que posso. Acho que a junção de duas forças maiores que tudo: mãe e vó, resultam em tia...um título lindo, que deixa de ser somente título quando se é apaixonada pelos sobrinhos. Tia ensina, afaga, ouve, estraga, se entrega, baixa a guarda, abre o  coração e, quando dizem que só quem é mãe sabe o que é isso, está sendo egoísta e falando bobagem; a diferença no amor - se é que ela existe, é que o filho saiu das entranhas de uma e caiu direto no coração da outra; a preocupação, a ansiedade, os sonhos de ambas para essas criaturinhas, são os mesmos: que sejam plenos e felizes. Então, da próxima vez que  pensarem algo parecido, vejam para quem (ou de quem) estão falando.  Para mim, meus sobrinhos são meus filhos de outras vidas, são um complemento  da minha própria existência e que me fazem um bem danado: amo o jeito carinhoso do Gabriel, me divirto com o jeito implicante do Rafael e me derreto pela maturidade da Thaís. Meus sobrinhos são, em um plano astral qualquer, meus filhotes sim....são companheiros, amigos e parceiraços que, com certeza, contarão sempre com a minha presença e amizade. Amo com amor de mãe, com alegria de vó e, com orgulho de ser tia e ter sido abençoada com essas 03 pessoinhas que me conquistaram para todo o sempre.