Faz mais de 01 mês que
escrevi algo nesse blog e, nesse mês, aconteceram muitas coisas; parece que
janeiro de 2013 quer ser um ano que já começou de maneira errada, de maneira
desenfreada na vidas pessoas. Me pergunto:
que feliz ano novo é esse onde, por fatalidade
do destino ou irresponsabilidade de muitos, levou quase 300 jovens à morte em
um momento que era para ser de celebração de conquistas? Que novo ano é esse onde,
janeiro, já se apresenta como o pior mês
do ano? São tantas perguntas, tantas questões que ficam remoendo nosso cérebro
e que, talvez, nunca sejam respondidas; são tantos interesses escusos que não
sabemos onde começa a culpa de um e termina a culpa de outro. Nosso mundo não
está fácil. Não está fácil conviver dia-a-dia com a impunidade de tantos bandidos,
com a roubalheira deslavada de tantos políticos, com a insegurança sendo
esfregada em nossas caras a cada minuto: na igreja, no supermercado, na escola,
no trabalho, no transporte e, agora, em um lugar onde a maioria vai para relaxar e, por algumas
horas, esquecer o estresse que essa vida louca nos traz todos os dias. Na
verdade, estamos nas mãos de muitos desconhecidos, de pessoas que não têm preparo para cuidar da
própria vida e, como disse uma amiga minha, o pensamento dela até fazia
sentido, antes de tudo isso ocorrer - se o local está aberto, significa que tem
toda estrutura para receber nossos filhos. Mas, não é essa nossa realidade e, com toda
essa catástrofe isso ficou provado: não há segurança em lugar nenhum, não há certeza
de que voltaremos para casa quando damos tchau pela manhã, não existe contratos
garantindo nosso período de vida nesse plano. Só o que nos resta é nossa fé, a
esperança de que isso não se repita, o desejo de que os culpados paguem e que
essas pessoas que foram tão afoitamente
retiradas do seio de suas famílias, encontrem paz e possam um dia perdoar quem
criou todo esse cenário de dor, saudade e muitas lágrimas. Só vejo uma mensagem
em toda essa tragédia: as pessoas pensarão muito mais antes de sair e se
arriscar em um lugar que não sabem como
funciona, em um lugar onde a diversão só é importante para quem está lá para se
divertir, porque, os donos, os proprietários, visam apenas o lucro, querem tudo
o que puder arrecadar durante a noitada. Que tudo seja revisado, que as leis sejam
aplicadas, que as exigências redobradas e as falhas punidas severamente. Quanto
as perdas, que Deus seja o alicerce nesse momento, que Ele consiga acalmar os
corações de quem chora seus filhos queridos que partiram e que receba esses
anjos de braços abertos, para que a dor repentina da partida seja abençoada e
afagada com todo seu amor e bondade divinos. Que todos fiquem em paz! terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Dor em Todo o País
Faz mais de 01 mês que
escrevi algo nesse blog e, nesse mês, aconteceram muitas coisas; parece que
janeiro de 2013 quer ser um ano que já começou de maneira errada, de maneira
desenfreada na vidas pessoas. Me pergunto:
que feliz ano novo é esse onde, por fatalidade
do destino ou irresponsabilidade de muitos, levou quase 300 jovens à morte em
um momento que era para ser de celebração de conquistas? Que novo ano é esse onde,
janeiro, já se apresenta como o pior mês
do ano? São tantas perguntas, tantas questões que ficam remoendo nosso cérebro
e que, talvez, nunca sejam respondidas; são tantos interesses escusos que não
sabemos onde começa a culpa de um e termina a culpa de outro. Nosso mundo não
está fácil. Não está fácil conviver dia-a-dia com a impunidade de tantos bandidos,
com a roubalheira deslavada de tantos políticos, com a insegurança sendo
esfregada em nossas caras a cada minuto: na igreja, no supermercado, na escola,
no trabalho, no transporte e, agora, em um lugar onde a maioria vai para relaxar e, por algumas
horas, esquecer o estresse que essa vida louca nos traz todos os dias. Na
verdade, estamos nas mãos de muitos desconhecidos, de pessoas que não têm preparo para cuidar da
própria vida e, como disse uma amiga minha, o pensamento dela até fazia
sentido, antes de tudo isso ocorrer - se o local está aberto, significa que tem
toda estrutura para receber nossos filhos. Mas, não é essa nossa realidade e, com toda
essa catástrofe isso ficou provado: não há segurança em lugar nenhum, não há certeza
de que voltaremos para casa quando damos tchau pela manhã, não existe contratos
garantindo nosso período de vida nesse plano. Só o que nos resta é nossa fé, a
esperança de que isso não se repita, o desejo de que os culpados paguem e que
essas pessoas que foram tão afoitamente
retiradas do seio de suas famílias, encontrem paz e possam um dia perdoar quem
criou todo esse cenário de dor, saudade e muitas lágrimas. Só vejo uma mensagem
em toda essa tragédia: as pessoas pensarão muito mais antes de sair e se
arriscar em um lugar que não sabem como
funciona, em um lugar onde a diversão só é importante para quem está lá para se
divertir, porque, os donos, os proprietários, visam apenas o lucro, querem tudo
o que puder arrecadar durante a noitada. Que tudo seja revisado, que as leis sejam
aplicadas, que as exigências redobradas e as falhas punidas severamente. Quanto
as perdas, que Deus seja o alicerce nesse momento, que Ele consiga acalmar os
corações de quem chora seus filhos queridos que partiram e que receba esses
anjos de braços abertos, para que a dor repentina da partida seja abençoada e
afagada com todo seu amor e bondade divinos. Que todos fiquem em paz! segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Andando de Trem

Tenho ido de trem para o trabalho todos os dias – menos
quando chove, porque ninguém merece se molhar, desviar dos guarda-chuvas
alheios e tentar não ser “alagado” pelos motoristas insanos e insensíveis que
passam por nós, como se o dirigir fosse o último ato mais crucial de suas
toscas vidas. Mas, percebo que existe
uma cultura diferente no trem – apesar de existirem os mesmos mal-educados que
têm no ônibus, na lotação, no avião. Enfim, tirando as coisas normais, as
pessoas ainda têm um pouco de senso de ajuda e, quando a pessoa que conduz o
trem pede, pelo auto-falante, que ao sair do trem na última estação fechem as
janelas, acontece algo incrível: todos fecham as janelas. Na primeira vez que
presenciei a cena, achei estranho. Juro! Ninguém discute ou se estressa; parece
ser algo totalmente natural, mesmo sem o pedido do condutor. No ônibus, abre
uma janela e lá vem um pentelho reclamar do vento no cabelo, de um pingo mínimo
de chuva que caiu na testa ou que não gosta das impurezas que entram da rua
para dentro do ônibus – essa é por minha conta....rsrsrsrrs....Até porque, em
alguns casos, existem mais impurezas dentro do coletivo do que fora dele. Na
lotação, ninguém quer passar um friozinho, preferem ficar sufocados, aspirando
todos os germes que passam entre si, entupindo as vias nasais com aquele
arremedo de ar-condicionado medonho. No trem, apesar das caras cansadas, tanto
na ida quanto na volta, tem aquela sensação de que todos querem a mesma coisa,
independente de estarem sentados – nos bancos ou no chão, de pé, apertados,
largados nos “pole dances” cravados no meio dos vagões, todos querem chegar ao
seu destino sem pressão, sem estress, curtindo seu mp3, 4, 5, etc, lendo seu
livro, conversando com o vizinho do lado, observando o que se passa ao redor
ou, simplesmente, curtindo a paisagem lá fora. Tem uma aura diferente quem usa
o trem – isso ficou claro para mim. E, a rapidez que se chega ao destino
desejado é algo: da estação que entro até a estação final (centro) levo míseros 05 minutos. Sabem o que é isso:
05 minutos – tirando o tempo que levei para chegar até o trem, ok??? Se eu
fosse de lotação, seriam 25 min, de ônibus, seriam 25 ou 30min e de carro, dependendo
do trânsito naquele horário, mais ou menos o mesmo tempo. Então,
tenho que continuar indo de trem. Perco peso, ganho resistência, vejo pessoas
diferentes todos os dias, aprendo de vez o que “direita” e “esquerda” e, acima
de tudo isso, ainda dou uma boa poupada na grana, porque a passagem é bem mais
barata que lotação ou ônibus. É isso: tô apaixonada pelo trem. Recomendo a quem
nunca andou, experimentar...Vale a pena!
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Identidades Falsas

Ainda em Rivera, começamos a imaginar que teríamos que fazer identidades falsas para não ultrapassar a famigerada cota de 300 dólares e, depois de um jantar regado a taças e taças de Freixenet – espumante maravilhoso, a coisa começou a se formar em nossas cabeças. Primeiro, minha amiga que é mulata, olhos redondos e bem abertos, rosto com sardas, disse que faria uma identidade falsa com nacionalidade japonesa. E, daí, desenvolveu-se a cena:
Identidade Japonesa:
- A senhora é japonesa? – perguntaria a vendedora.
- Sim. Sou. (Meio titubeante a resposta.)
A vendedora com dois olhos de dúvidas imensos, fica olhando, sem reação. Minha amiga, muito esperta, sai logo com a explicação.
- No último terremoto que Japão sofreu, o susto foi grande. Você já sentiu terra tremer? Não?? Nem deseje passar por isso. Eu era gueixa, sabe??? Quando o tremor começou, o susto me fez arregalar os olhos demais e fiquei assim, sem conseguir fechá-los novamente; minha pele era bem branquinha, sem manchas e, com toda aquela fuligem no ar, dos incêndios e fumaça que saía dos prédios, mudei completamente: fiquei cheia de sardas, mais morena e meus cabelos se rebelaram. Meus pés, então, nem se fala....Viviam apertados naqueles sapatos feitos para deixar nossos pés bem pequeninos e, com o susto que levei, explodiram meus sapatos e agora, calço 36 ou 37, às vezes, dependendo da forma e marca do calçado. Vim para o Brasil para fugir de tudo aquilo e não quero mais voltar. Sou livre, leve e cheia de graça como toda boa brasileira. Agora, entendeu porque minha foto é diferente na identidade? Não sou assim de nascença, na verdade, renasci de um susto.
Identidade Sueca:
- A senhora é sueca?
- Sim. Sou. (Meio titubeante a resposta.)
A vendedora com dois olhos de dúvidas imensos, etc.etc.etc..................................................
- Quando eu tirava leite das vacas que meu pai criava, para fazer chocolate, uma delas me deu uma patada, que acabou deformando meu rosto. Vim para o Brasil tentar consertar o estrago e, acabei pegando muito sol e fiquei assim: os cabelos se rebelaram com a água salgada do mar, minha pele começou a avermelhar, avermelhar e acabei ficando com cor de cuia que ainda não foi usada e, de tanto ficar sentada ordenhando vacas, quando cheguei aqui, recebi um choque enorme na minha postura: perdi altura e ganhei peso. É isso. Essa, na foto, sou euzinha mesmo. Se alguém tem culpa disso, é a vaca.
Já imaginaram o sucesso que as identidades falsas fariam??? Boas risadas renderiam, com certeza.....rsrsrsrsrsr
Meias em Rivera
Fui a Rivera com uma amiga – meio que “mula” dela e, como
foi minha primeira experiência, fiquei fascinada
por aquele paraíso de odores maravilhosos que saía a cada porta de loja que
passávamos. Mas, ao mesmo tempo, do lado de fora, éramos atropeladas – a todo
momento, por vendedores ávidos em nos enfiar goela abaixo pares e mais pares de
meias, de uma forma insistente, cansativa e desagradável. A pergunta que surgia
em minha cabeça, a cada um que chegava
chegando repleto de meias, era: “34 graus...usar meia aonde com esse calor?”.
Como isso aconteceu o tempo todo, começamos a levantar algumas possibilidades
para tanto desespero e falta de noção: as meias eram feitas de cocaína e, nosso
lado CSI começou a imaginar situações, tipo, compraríamos as meias e, na
Receita Federal, nos fariam descer e meias seriam colocadas em bacias com água
morna para testes de presença de coca e, claro, nos ferraríamos porque as meias
seriam todas feitas da droga, a mais pura e, como explicaríamos isso? Outras
situação, seria o ar condicionado do ônibus estar hiper-super-muito gelado e
colocarmos as meias para aquecer nossos pés, sair para andar um pouco no
corredor esticando as pernas e o tapete
do ônibus ficar todo marcado de branco com o desenho dos nossos pés....quanta
loucura, não?? Afinal, qual seria o objetivo de venderem meias feitas de
cocaína para pessoas que apenas usariam as meias em seu lugar de uso: os pés.
Viagem pura a nossa. Mas, claro que perguntamos
por que vendiam tantas meias e responderam que era o ganha-pão deles, que era
melhor que roubar...Mas, a explicação não convenceu e voltamos para casa com a
pulga atrás da orelha, desconfiando que, de alguma maneira, aquelas meias
conseguiam atravessar as fronteiras e fazer com que pessoas desavisadas andassem
desfilando pó branco por aí e, misturada a essa ignorância, muito chulé também.
Quando a imaginação é fértil, sobram insinuações e muita diversão.segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Relacionamentos: Bônus e Ônus

Quando
chegamos a uma certa idade - muitas vezes, sem a maturidade necessária para
aceitar que já estamos em um patamar evolutivo, onde pensamos mais nas conseqüências
de nossas ações e, por isso, deixamos de fazer algumas coisas que gostaríamos
de fazer, fica difícil aceitar certas atitudes, certas coisas que a vida resolve nos presentear. Fomos
criadas para amar e ser amadas, para constituir família e, como em um conto de
fadas, termos o final feliz de toda e qualquer princesa que preze sua coroa, seu
lado mais frágil, o lado, digamos, mulherzinha. Mas, os tempos modernos fazem
com que a necessidade de ir à luta, de buscar a tão desejada independência, de
crescer sabendo o que se quer, faz com que esses sonhos acabem ficando em
segundo plano, onde o que importa é o “ter agora”, é o viver o presente; é ter
o poder da escolha: ficar em uma relação que não me satisfaz ou ficar sozinha e
dar a cara a tapa, me sentir realizada? Nossas mães não passaram por isso,
porque as escolhas não existiam. As famílias já tinham traçado seus planos e,
se quisessem mudar algo, a coisa ficava meio feia, mas, nada que não pudesse
ser resolvido de maneira pacífica – se os pais, claro, tivessem um pouquinho que
fosse, a mente aberta. Algumas
mulheres passaram por cima desses esquemas já formados, e conseguiram trabalhar,
constituir família, criar seus filhos e cuidar da casa – minha mãe foi um
exemplo disso - e, acabaram sendo a base familiar, trabalhando lado a lado com
seus maridos e mudando a visão de que a força aceitável da casa era a do homem.
Mas, o que quero falar mesmo é que, depois de uma certa idade, começamos a
desconfiar até da nossa sombra quando o assunto é relacionamento. Toda relação
vai ter seu bônus e seu ônus, claro. O bônus será ter alguém ao seu lado,
acordar e ver que aqueles braços de ontem, ainda estão ao redor do seu corpo e
não foram apenas abraços fortuitos, daqueles que acabam no meio da madrugada e,
você, sozinha na manhã seguinte, sabendo que nunca mais verá aquela pessoa
novamente. Esse bônus, te traz um pouco mais de segurança, mostra que ainda pode existir romantismo, companheirismo
e alegrias em uma relação madura, onde ambos concordam em fazer concessões, dar
espaço, não atropelar o tempo do outro. E, isso nos deixa leves, bobas e encantadas. Mas,
o ônus, chega e, de repente, o coração que se desenhava em nossos olhos a cada
novo encontro, torna-se pontos de interrogação, porque, dentro de uma relação,
depois dos 40, existem dois passados: o dele e o seu, então, existem muitas
outras coisas agregadas a cada um, existem outras histórias, outras pessoas e,
nesse momento, nossa maturidade precisa entrar em ação, nossa paciência começa
a ser testada e nossa segurança em relação ao romance, fica balançada. O que
fazer? Não sei. Estou fugindo dos romances, dos envolvimentos – pode parecer
cínico e debochado para minhas amigas que estão envolvidas com alguém, ou, para aquelas que querem alguém para se enrolar,
mas, fico pensando no que dizer, no que aconselhar. Sou metida e, não é porque não tenho ninguém e
nem procuro por tal, que não posso ter opinião ou dar um conselhinho básico, não
é?? Acho que quando pinta o “ônus” da relação, o diálogo, a cumplicidade tem
que aparecer e, de maneira saudável, educada e verdadeira, colocar as dúvidas,
os receios, as coisas mais bobas que surgirem, na mesa; se tiver que cobrar
postura, cobre; se tiver que cobrar respostas, cobre; se tiver que chorar,
chore, mas, não deixe de abrir seu coração, de permitir que o romance entre em
sua vida, pois, se duas pessoas estão juntas, se ambas se encontraram em um
momento de distração, é porque o universo conspirou prá isso e quer que essa
relação aconteça. Se o caminho for meio pedregoso, o diálogo vai destruindo
essas pedras e, se for para dar certo, a estrada até poderá não ser de tijolos
amarelos, mas, certamente, será feita de paixão, retas e curvas de entrega e,
no final, quem sabe esse sapinho não vira o príncipe que você tanto leu nas
estórias de final feliz? Só que com ambos
dividindo os bônus dessa relação.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Cansada!
Ando cansada. Muito cansada. De tudo. Do pouco tempo para fazer algumas coisas. Da falta de ânimo para trabalhar. Da falta de grana antes do final do mês. De ouvir a música insuportavelmente alta do vizinho, querendo que meus tímpanos se suicidem. De pessoas. Principalmente, de algumas pessoas que me cercam diariamente, aquelas que te deixam irritada só com a presença, que te incomodam ao abrir a boca, que te arrepiam de raiva só de te olhar. Cansada. Exausta. Furiosa. Enfim, isso é resultado do ano que está acabando, eu acho. E, mesmo no meio de tanto “cansaço”, consigo pensar em algumas pessoas que, parece, ainda não tiveram esse problema – alguns porque não sabem fazer outra coisa e outros porque o salário não compensa desistir da carreira (o que eu também faria se ganhasse rios de dinheiro). Bons exemplos são: Faustão, ainda não cansou de não deixar ninguém falar, de ficar sem resposta para suas perguntas idiotas e de não obter gargalhadas para suas piadas sem graça; Xuxa, essa não vai cansar tão cedo, afinal, ganhou uma grana invejável para pintar o cabelo....imagina se vai cansar de ser mais infantil que a filha, de ser a eterna namorada do piloto mais famoso do mundo ou de ficar falando com aquela vozinha irritante de criança que fez coisa errada e não quer ser castigada – acho que, no fundo, ela gostaria de ser bem castigada. Claudia Leite não cansa de se achar a mulher mais linda do planeta, a voz mais potente do país, a mãe mais exemplar e cuidadosa do mundo? Para mim, isso é insegurança e ela precisa expressar isso em atitudes idiotas na mídia que, sempre atenta, dá corda para a louca se enforcar aos poucos. Um certo programa humorístico não cansa de ficar humilhando as pessoas que entrevista, de ficar tentando entrar em festas para as quais não foi convidado ou, ficar avacalhando com seus próprios apresentadores? As novas duplas sertanejas não cansam da mesma fórmula: calça jeans colado ao corpo, cinto com fivela prateada, camisa baby look, chapéu de vaqueiro e botas de salto para parecerem mais altos e ficarem mais vistosos? Não cansaram de andar de camaro amarelo? De quase ser morto pela "delícia, delícia....."? De dormir na praça? Claro que eu, mísera empregada, com toda a grana que rola entres essas pessoas, também não me sentiria cansada, pois teria grana sobrando e gente babando, suplicando para me servir e atender meus pedidos. Só que minha realidade é outra. É essa que estou vivendo agora, a do cansaço total e sem previsão de melhorar, de mudar minha visão antes da virada do ano. Tudo se resolve, eu sei, mas, tem coisas que demoram a acontecer, a se modificar e isso me deixa estressada, por que quero tudo para o já, o agora e, quanto mais ansiosa, mais demorado o processo. Já escrevi, já coloquei em palavras o que estava sentindo, então, vou tentar relaxar e ver como as coisas se ajeitarão. Que tudo seja logo! Ah, juro que isso não é indício de depressão ou um suposto ensaio ao suicídio....É só vontade de desabafar com as palavras.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
A Revolta da Natureza
A natureza está se vingando muito bem de nós, meros humanos, que insistimos em mexer com os brios dessa força que não temos sequer idéia de todo seu poder. É chuva que vem com tudo, alagando e levando tudo que vem pela frente; é vento que derruba casas, arranca árvores, contorce ferros; é sol que chega para dar uma secada no que a chuva deixou ensopado; é frio que nos tonteia porque não sabemos, com certeza, onde terminou o inverno e começou a primavera. A doideira está tão grande que, pela manhã, saí com sol, de óculos escuros, com um ventinho não tão frio, quando cheguei na parada da lotação, percebi que meu óculos estava cheio de pingos e me dei conta de que estava chovendo – claro que não tirei eles do rosto, o sol “ainda” estava brilhando. Quando cheguei no centro, o vento havia aumentado sua força e começava a nublar; como fui caminhando do centro até meu local de trabalho – isso deve dar uns 15, 20 minutos – fui sentindo calor e imaginei que o dia seria quente. Agora, sentada dentro da minha sala quentinha, janelas fechadas, estou ouvindo a fúria do vento lá fora, fechou geral o tempo e o sol se foi, assim como minha esperança de que esquente até o final da tarde e, pior, está caindo aquela chuvinha fina, que só serve para embaçar nossos óculos e molhar nossa roupa, pois, com esse vento forte e a indecisão da chuva em saber prá que lado vai virar, não tem como usar uma sombrinha - o jeito é encarar as gotículas quase invisíveis que caem, mas, acabam deixando suas marcas em nossas roupas sequinhas e quentes. E, mesmo com toda essa loucura da natureza, vejo que as pessoas continuam sem se preocupar com suas atitudes diárias, não respeitando espaço nenhum, não fazendo uso do bom senso para que essas enchentes, alagamentos, bueiros entupidos não sejam uma tortura para quem tem noção de que, cada vez que chove, os rios sobem, os esgotos não dão vazão á água que fica nas ruas e o lixo se espalha por todos os lados. Não vejo dificuldade em separar o lixo, colocá-lo em sacos bem fechados, deixá-lo dentro do meu pátio e esperar que a coleta seletiva passe e recolha tudo. Vejo que tem muita gente que se acomoda porque sabe que, em algum momento, alguém vai passar e recolher a garrafa pet que está largada na frente do seu portão, a lata de cerveja que foi descartada no meio da rua ou a caixa de leite que foi colocada dentro da lixeira, mas o vento forte carregou. Para mim, virou uma atitude normal voltar para casa, depois de sair com meu cachorro, e levar algumas dessas tralhas para colocar dentro do lixo seco que recolho e, toda sexta-feira, entrego ao lixeiro. Não vejo dificuldade nessa ação, o que vejo é um relaxamento coletivo, um pensamento pobre de que qualquer tragédia aquática que se abata sobre uma cidade é culpa, exclusivamente, do governo. Se todos pensassem no coletivo, muitas coisas ruins que acontecem por aí, certamente, seriam evitadas. Tento fazer minha parte, mas, sou apenas uma entre tantas outras poucas que sei que têm esse cuidado. Como mudar a mentalidade das pessoas? Trabalharei o cérebro para achar uma solução, antes que eu também seja inundada por essa onde de pouca vontade em ajudar a cidade e preservar a natureza.
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