O inverno “ainda”
não chegou. Nosso vento minuano “ainda” não começou a açoitar nossos rostos, enrolar
nossas pernas e nos fazer tremer nas
bases. O outono estará presente, ainda, em mais uns 12 dias, até que o inverno
chegue e tome conta do posto por 03 meses. Mas.....sempre tem um “mas”, o frio
chegou antes. A umidade já se instalou definitivamente. A neblina fecha tudo:
aeroportos, estradas, nossa visão e nossos poros. Tudo fica mais difícil. Fica
ruim acordar de manhã e sair do quentinho da cama, tomar banho esperando que a água
quente aqueça os pés primeiro, passar
creme e perfume...uau, é bom ficar limpinha e cheirosa, mas, chegar até esse momento, é sofrer com o frio que insiste
em se aproximar, se aconchegar e ficar lambendo nossa pele, sem sensualidade nenhuma, só uma dor óssea de
tanto gelo que esse frio proporciona. O inverno é gelado, frio, quase impessoal,
para quem não gosta dele. Mas, para quem
gosta, é um mês de aconchego, de juntar as pessoas para um vinho, para jogar
conversa fora, para viajar e curtir o que o inverno tem de melhor: paisagens,
neve, roupas quentes. Eu gosto do inverno. Gosto de me ajeitar e sair arrumada,
me sentindo uma européia (rsrsrsrsrsr), coberta de chapéus, echarpes, casacões
e botas – mesmo depois de sofrer até entrar no banho. Gosto do inverno. Gosto
do frio. Gosto daquela fumacinha saindo de dentro de mim quando meu corpo dá de
cara com o frio lá fora. Gosto de sentir aquele geladinho no nariz, aquela leve
ardência nos olhos. Loucura??? Não. Apenas a constatação de que mesmo no frio louco do nosso inverno gaúcho, a
vida habita em mim. Que venha o inverno. Que
traga boas novas. Que sua bagagem chegue repleta de aconchego, camaradagem e
diversão. De vinho. De pinhão. De pratos quentes que aqueçam nosso estômago. De
parcerias queridas que incendeiem nossa alma e coração. Seja bem-vindo Inverno, seu querido!!!!!
terça-feira, 10 de junho de 2014
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Corações Partidos
No dia 07/6, sábado, todos os gaúchos acordaram estarrecidos com a notícia da morte de um jogador que passou pelo RS, jogou no Inter e deixou seu nome registrado na galeria de vitórias do time: Fernandão. Independente de time, a comoção foi geral. Colorados e gremistas se uniram para chorar a perda de um cara que, além de um atleta correto, era um ser humano de um caráter irreparável. Um homem simples. Direto. Justo. Sorridente. Eu não conhecia o Fernandão "pessoa", conhecia apenas o atleta. O cara que fez o gol 1000 do Inter, em cima do meu Grêmio, no GRE-NAL de número 360, em 2004. O cara que empurrou seu time para ganhar um título mundial. Esse era o Fernandão conhecido de todos. Era o guerreiro, o incentivador, o emotivo, o "cantante". Quando eu soube da notícia, fiquei em choque, sinceramente. Não consegui acreditar. Pensei que era um engano, afinal, um cara tão jovem, tão cheio de vida, não poderia simplesmente ter morrido. Quando fui a fundo ver se era verdade, fiquei mais chocada ainda: o helicóptero havia caído. Como assim? Como um meio de transporte faz isso: simplesmente cai e tira a vida das pessoas? Mas, infelizmente, foi o que aconteceu. Os motivos, ainda não sabem; mas, importa agora? Vai trazer a vida dele e a dos outros 04 companheiros de volta? Não. O que resta é orar, é chorar seu ídolo, como já estamos fazendo há muito tempo com tantos e tantos outros que têm sido retirados de maneira estúpida e chocante de nossos radares de fãs. Quando vi toda a comoção que essa morte gerou, lembrei de outro ídolo que, há muitos anos atrás, também partiu dessa vida de maneira bruta e sem dó, deixando uma legião de fãs órfãs nas manhãs de tantos e tantos domingos vitoriosos: Ayrton Senna. Os ídolos partem, mas, seus legados permanecem para continuar inspirando quem os idolatrava. E, inspiram até mesmo, quem não teve o prazer de curtir toda a alegria que nos deram. Que descansem em paz!
terça-feira, 3 de junho de 2014
Leitura Apaixonante
Estou lendo um livro, um dos tantos que já li esse ano e,
estou apaixonada - só para variar, também. O livro é sobre uma advogada que é
maluca por cachorros - beagles, na verdade, descobre que o cão tem câncer e
depois de lutar, sofrer e gastar na saúde do cão, consegue curá-lo, consegue
tornar a relação com o companheiro (humano) mais forte e, em meio a tudo isso,
acha um câncer nela mesma. Enfim, é uma história real, sobre câncer, essa
doença silenciosa que chega e vai devastando tudo onde se instala, vai tomando conta
dos espaços e, se não for impedida a tempo, vira a vida de pernas para o ar,
isso quando não mata quem a contraiu. Mas, câncer se contrai ou já está no
nosso organismo? Não quero saber. Deixa assim. Estou me dedicando, hoje, a
falar sobre o que estou lendo e, quero recomendar o livro a quem ler meu blog.
Vale a pena. É simples. É gostoso de ler, apesar de falar em câncer. É
envolvente. Engraçado e, ao mesmo tempo, emotivo. Não gosto de filmes ou livros
que sejam baseados em histórias reais, isso me assusta, me deixa com o pé
atrás, porque essas "histórias reais" nunca têm um final feliz. Mas,
esse, em particular, me conquistou; primeiro, pela capa: um cachorro com cara
de pidão, cheio de amor, lindo; segundo, porque percebi que, se a autora era a
vítima do câncer, significava que estava viva - ainda não terminei o livro,
então, não vou contar o resto e terceiro, porque percebi que a história contada
não era de revolta, de comiseração, mas, de luta e vitória, de aproximação e
conforto, de amor e carinho. Estou lendo e, se bobear, releio de novo, daqui a
algum tempo. Essas histórias sempre têm algo a nos ensinar, algo com que nos
identifiquemos, mesmo que não estejamos doentes. O livro é bom e, sinceramente,
recomendo, principalmente, para aquelas pessoas que reclamam por, simplesmente,
ter que abrir os olhos de manhã e ter que se arrumar para começar o dia. A vida
é linda! A vida é o único bem verdadeiro e mutável que possuímos. O livro? “Os
Cães Nunca Deixam de Amar” – Teresa Rhyne.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Malhando a Malha
Ando
redescobrindo o prazer de me vestir. Fui a Farroupilha, no interior do RS, e comprei
umas malhas (lãs, na verdade) bonitas, baratas e gostosas de vestir. Por que estou falando
isso??? Porque nunca gostei de andar com
roupa justa no corpo, de expor tudo
aquilo que sempre sobrou da pessoa física que sou....rsrsrsrs...Porque sempre
me vi como a rechonchudinha e, portanto, deveria usar algo mais solto, que
disfarçasse os excessos e me deixasse mais à vontade. E, há alguns anos atrás,
descobri a dança...nossa, as aulas de dança que tínhamos no intervalo do almoço,
me deixavam tão à vontade que, se fosse permitido, dançava até sem roupa
(mentirinha, ok???). Bem, formamos um grupo, todas regulando de idade e a nossa
professora era, também, uma colega que havia sido bailarina e, juro, eram os
melhores momentos do dia. Eu já saía de casa pensando nas coreografias, em
dançar, dançar, suar, enfim, soltar tudo o que me prendia a minha realidade “fofa”.
Acho que ficamos uns 03 anos nisso e a
diversão era garantida, mas, depois, com mudanças e mais mudanças dentro do local
de trabalho, o grupo acabou se desfazendo e as aulas não foram mais retomadas. Com
isso, passaram-se mais alguns anos e, em julho de 2011, encontrei, novamente, o
caminho da dança. Perto da minha casa, uma nova academia com aulas de ritmos e,
a convite de amigas, fui dar uma olhada, não levando muita fé em continuar
depois da aula-teste. Engano total. Hoje, 03 anos depois – completarei em julho
de 2014, continuo lá, dançando, suando, me divertindo e definindo um pouco mais
minha forma física. As malhas que comprei, assim como outras roupas que tenho
comprado, se desenham melhor no meu corpo, descobri que tenho cintura e que
posso usar uma blusa mais ajustadinha sem parecer uma mortadela italiana –
aquelas enormes, enroladas em
cordões. Tudo melhorou com a dança: minha auto-estima, minha
facilidade de mover o corpo e minha proximidade com pessoas mais jovens que me tratam
de igual para igual. A dança é isso. A dança é união, é igualdade, é alegria, é
abrir os braços para a música roubar nossa alma. Dançar para mim é tipo "Ai, que tudo"!!!!
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Rosa que hipnotiza
Resolvi dar uma volta na
hora do almoço e, quer coisa melhor que se enfiar em um shopping, com a
chuvinha de molhar bobo caindo lá fora???? Joguei as tranças pro lado e me
mandei... Andei, olhei lojas, comprei uma coisinha aqui, outra ali e, resolvi
comer por lá mesmo. Escolhi uma mesinha bem discreta, mas que me permitisse
ficar olhando o vai e vem das pessoas, seu jeito de caminhar, suas feições, seu
jeito de comer, enfim, que me desse uma visão ampla do que me cercava. Bingo! Tentei
me distrair com meu lanche, mas, eu queria ver tudo e analisar, claro: chegaram
03 meninas e ficaram de papo, esperando por uma quarta componente do grupo - que
chegou em seguida, falavam, gesticulava, carregavam mochilas enormes e
coloridas e, de repente, levantaram e saíram, indo em busca de outro local para
poder satisfazer a fome. Uma senhora chegou e sentou perto de mim, comia distraída
e, só deixou de prestar atenção ao que comia, quando pegou um folheto da bandeja
– que servia como uma toalhinha de mesa e, começou a ler tudo o que havia de curiosidade
sobre as várias copas do mundo pelo mundo. Entrou uma menina com o cabelo metade
preto e metade pink, combinando incrivelmente com a cor da calça que usava,
comia como se não houvesse nada ao redor dela, despreocupadamente, alheia a
tudo. E, eu na tranqüilidade de poder observar sem ser pega no flagra, senti
meus olhos serem atraídos para algum ponto “rosado” da praça de alimentação. Quando
fixei meu olhar nesse ponto, vi um homem, na casa dos seus 40 e poucos anos,
com um casado escuro e, por baixo, uma camisa “cor-de-rosa.....choque, por
isso, não provoque”....rsrsrsr.... A camisa era de um rosa fosforescente/fluorescente
que chegava a brilhar, não estou exagerando. Fiquei olhando, quase que hipnotizada
e pensei: esse rosa tão rosa deveria ser proibido de ser usado, seja por homens
ou mulheres. Primeiro, porque é feio – e, se a pessoa resolve suar, certamente,
as manchas serão visíveis e muito cor-de-rosa; segundo, porque esse tom de
rosa, é cor de bala, de algodão doce, de maria-mole – usar é ser como aqueles
caminhões de sorvete (de filme americano) que, com uma musiquinha chata, atrai
as crianças para gastarem seus trocados
em geladinhos e, terceiro, porque ele anula qualquer pessoa que tenha a coragem
de usá-lo: essa cor parece ter vida própria, tem brilho próprio. Fui acompanhando o cara
com os olhos grudados na camisa e, tentando imaginar se ele não teria uma pessoa
que o tivesse impedido de sair de casa com aquilo. Mas, como diz o ditado: cada
louco com suas manias. A minha é observar,
tentar entender, escrever e divertir quem lê meu blog e, claro, ficar longe de
confusões. Uma semana muito rosada a todos nós.....Ah, foi ótimo ter saído e
ter “divertido” minhas idéias.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Livro Físico ou On Line????
Bom dia...
Estou lendo, só prá variar. Amo ler. A leitura sacia a vontade de novos
conhecimentos, o desejo de novos lugares. Raramente estou sem um livro em mãos,
são os melhores companheiros de viagem, de quarto, de silêncio. Ler desnuda a
alma do escritor e inunda a nossa de coisas novas, de momentos de puro prazer e
aconchego – aliás, “aconchego” é uma das minhas palavras favoritas, porque
engloba muitos sentimentos e gestos: amor, saudade, abraço, beijo, toques
sutis, ouvir seu nome ser dito de forma carinhosa, um olhar mais doce...Bem,
voltando ao assunto da leitura, fui apresentada ao universo da leitura on-line,
aquela onde nos registramos em um site que oferece uma infinidade de títulos e,
por um determinado tempo, podemos usufruir gratuitamente de 05 títulos – isso dependendo
do site, claro. E, como toda ariana curiosa, resolvi me apresentar a esse
universo da leitura virtual: entrei, me registrei, baixei um livro, comecei a
ler e, na segunda página, ou melhor, na página seguinte ao nome do livro,
desisti. Tudo embaralhou, a vista cansou e fiquei incomodada, pois sentia que
faltava algo – não gosto de me sentir assim, porque me dá calor, palpitação e não sei explicar o porquê dessas
sensações, só sei que não saber isso me deixa mais irritada ainda. Bom, tirei o
livro da tela e peguei o que estava lendo fisicamente e, pronto, descobri o que
me incomodou no virtual: o físico! Um livro nas mãos é mais vivo, o enredo
parece mais verdadeiro, os personagens mais reais, os cheiros entranham em
nossas narinas e, nada se compara a sensação gostosa de folhear um livro,
aquele ir e voltar para reler algo, relembrar alguma passagem ou, simplesmente,
virar e revirar suas páginas, nos permitindo – na nossa ilimitada imaginação de
leitor, fazer parte daquele enredo. Adoro isso. Gosto de marcar o que mais me
chama a atenção, gosto de, depois de um certo tempo, pegar novamente aquele
livro e reler o que assinalei e que, em momentos diferentes em nossa vida,
sempre tem um novo significado. É muito legal ver a tecnologia dando essa
oportunidade para quem gosta de ler, para quem gosta de descobrir novos
autores, novas estórias/histórias, mas, nesse quesito, sou mais o bom e velho amontoado
de folhas chamado Livro.
sábado, 17 de maio de 2014
Mais um livro....
Entrei numa das tantas promoções culturais que sempre descubro, que premiam com livros ou ingressos para cinema e teatro e, uma delas pedia para completar o seguinte: "o amor te leva para.....". Li e fiquei tentando achar uma resposta que me ajudasse a ganhar o tal prêmio, fiquei matutando, pensando, analisando a questão e, resolvi que, além de querer o prêmio, precisava olhar pelo lado do sentimento, também. "O amor te leva para...." para onde? Para quem? Para o quê? E, abri meu coração, liberei minha mente e deixei fluir tudo o que engloba o amor, tudo aquilo que sentimos quando estamos em paz com nossa própria vida. A resposta surgiu leve, livre e envolvente, então, além de completar a frase, me senti expondo aquilo que me vai na alma: "o amor te leva para....um lugar onde a paz domina, a cumplicidade é a base de tudo, o respeito se faz presente e a liberdade de ser alguém dentro da relação simplesmente acontece, bem como a individualidade de cada um não afasta, ao contrário, aproxima e aconchega muito mais". Relendo, agora, percebo que é isso o que falta nas relações, homem-mulher e entre famílias: individualidade que aproxime, que vire algo duradouro. Gostei do meu complemento à questão colocada e, a promotora do concurso cultural, também: ganhei o livro "Eu te vejo" e me deixei levar por aquilo que mais gosto: verdade e sinceridade.
Assinar:
Postagens (Atom)





