quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Férias, sua lindona!!!!


Férias. Uma palavra tão pequena que causa uma grande comoção em nosso interior. Que sejam 10, 15, 20, 30 dias...não importa. O que vale é sair da rotina diária de acordar no mesmo horário, de pensar na roupa que vai vestir ou, a que combine melhor com o teu humor, pegar o ônibus, chegar no trabalho e ficar o dia tentando ser simpática com pessoas que não fazem o menor sentido na tua vida. O que vale a pena, na verdade, são as poucas que te proporcionam momentos de relaxamento, de gargalhadas e tiradas legais e, infelizmente, em um grupo de quase 100 pessoas, é triste a gente poder contar nos dedos das mãos essas poucas que nos dão prazer estar ao lado. Porque, quanto mais o dia de sair se aproxima, mais preguiçosos e ansiosos ficamos? Eu, particularmente, fico hiperativa....quero tudo correndo, tudo prá já e, meu trabalho que fique pendurado: tô saindo de férias mesmo....rsrsrsrs. Férias, para mim, é sinal de relaxamento, de desligamento total das funções do dia-a-dia e, mesmo que eu fique em casa, que não viaje para lugar nenhum, me sinto livre, totalmente largada e com plenas posses do meu tempo. Adoro estar em casa, me sinto segura, aconchegada, ligada na TV, conectada a Internet. O bom é isso: o tempo é meu, ninguém vai cuidar a hora que chego ou a hora que vou sair, ninguém vai riscar o meu ponto por ter atrasado 10 ou 15 minutos, ninguém vai poder me cobrar nada, pois esse tempo é meu, vou passar comigo mesma e curtir minha companhia. Férias. Uma palavra tão pequena  que deixa meu universo de prazer tão sem tamanho definido.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Começando Meu Ano

Fui na procissão de Navegantes, no dia 02 e, com um sentimento que sempre toma conta do meu coração, me senti emocionada, me senti tocada por aquela imagem que mexe com o mais profundo de nossa alma, nos passa uma força, uma segurança, uma fé, incomparáveis com qualquer tipo de coisa que possamos já ter vivido. E, acompanhando aquele cortejo, composto por milhares de fiéis, senti que, para mim, 2013 estava começando exatamente naquela data: 02 de fevereiro. Incrível isso de acreditarmos em algo que não vemos, que não tocamos, mas, que nos faz sentir que alguém/algo olha por nós, que alguém/algo toca nosso coração, zela nossos passos. Mesmo depois de tantos anos de acompanhamento, ainda me caem lágrimas a cada vez que olho para aquela imagem altiva e com um olhar meigo, me sinto amparada, me lembro de muitas coisas e de pessoas que foram importantes para mim. Principalmente, da minha mãe. Ela foi a responsável por despertar em nós essa fé, esse amor;  ela nos mostrou, sempre, que orar é chegar mais perto de uma força maior, é ter o coração afagado, o olhar iluminado e os passos bem conduzidos. Sempre peço força para encarar o dia-a-dia e todas as complicações que ele possa trazer com ele; sempre peço saúde para que as pessoas que me cercam possam estar ao meu lado por muitos anos ainda; sempre peço que eu esteja aberta a novas provas que se apresentem; sempre agradeço por tudo o que tenho. Agradeço por ter um pai que, no alto de seus 80 anos, está cheio de saúde, com vontade de viver, de curtir a vida junto com os amigos no baile, nos jantares e onde mais possam se reunir. Agradeço por ter uma família que está sempre junto, correndo atrás do que quer, do que necessita e, mesmo assim, tem tempo para o chimarrão, para o bate-papo ou, para, apenas ficar junto. Agradeço por ter amigos e colegas que fazem meu dia menos estressante, menos sem graça, porque sei que, também para eles, não é fácil encarar um bando de malucos que invade nossa “casa” por 04 anos e tentam nos enlouquecer, criando regras e palhaçadas que só prejudicam a quem ficará aqui. Agradeço por ter um lugar aconchegante para me refugiar, me esconder, divagar, sonhar e me sentir confortada quando volto para casa. Agradeço por ter um cachorro que conquistou meu coração, meu espaço e é o meu bebê. Agradeço por tantas coisas que, às vezes, acho que confundo meus santinhos, mas, no fundo, sei que eles me entendem e atendem sempre que recorro a eles. Quando vou à procissão, meu único objetivo é orar e agradecer por tudo e, nesse ano, não foi diferente; mas, pedi uma bênção especial para minha sobrinha que está grávida de um menino. Pedi muito para que a gestação continue tranqüila, que o parto seja simples e, que esse baby, nasça saudável, que seja muito bem recebido, que seja o elo de muito mais união na família. Mas, também pedi perdão por ter reagido tão mal à notícia dessa gravidez, pedi perdão por ter me afastado, por não ter, ainda, aberto meu coração. Isso vai ocorrer. Logo. Amo demais aquela menina-mulher, somos cúmplices, quase mãe e filha, então, é só uma questão de tempo para que nos reaproximemos e as coisas se iluminem de forma positiva. Minhas orações não se restringem a participar da procissão; minhas orações fazem parte da minha vida, do meu dia e me tornam forte, guerreira e com vontade de viver cada vez mais momentos como esse, de fé e devoção. Agradeço, também, por ainda ter saúde e força para participar desse momento único de amor coletivo.       

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Dor em Todo o País

Faz  mais de 01 mês que escrevi algo nesse blog e, nesse mês, aconteceram muitas coisas; parece que janeiro de 2013 quer ser um ano que já começou de maneira errada, de maneira desenfreada na vidas pessoas.  Me pergunto:  que feliz ano novo é esse onde, por fatalidade do destino ou irresponsabilidade de muitos, levou quase 300 jovens à morte em um momento que era para ser de celebração de conquistas? Que novo ano é esse onde, janeiro,  já se apresenta como o pior mês do ano? São tantas perguntas, tantas questões que ficam remoendo nosso cérebro e que, talvez, nunca sejam respondidas; são tantos interesses escusos que não sabemos onde começa a culpa de um e termina a culpa de outro. Nosso mundo não está fácil. Não está fácil conviver dia-a-dia com a impunidade de tantos bandidos, com a roubalheira deslavada de tantos políticos, com a insegurança sendo esfregada em nossas caras a cada minuto: na igreja, no supermercado, na escola, no trabalho, no transporte e, agora, em um lugar onde  a maioria vai para relaxar e, por algumas horas, esquecer o estresse que essa vida louca nos traz todos os dias. Na verdade, estamos nas mãos de muitos desconhecidos,  de pessoas que não têm preparo para cuidar da própria vida e, como disse uma amiga minha, o pensamento dela até fazia sentido, antes de tudo isso ocorrer - se o local está aberto, significa que tem toda estrutura para receber nossos filhos.  Mas, não é essa nossa realidade e, com toda essa catástrofe isso ficou provado: não há segurança em lugar nenhum, não há certeza de que voltaremos para casa quando damos tchau pela manhã, não existe contratos garantindo nosso período de vida nesse plano. Só o que nos resta é nossa fé, a esperança de que isso não se repita, o desejo de que os culpados paguem e que essas pessoas que  foram tão afoitamente retiradas do seio de suas famílias, encontrem paz e possam um dia perdoar quem criou todo esse cenário de dor, saudade e muitas lágrimas. Só vejo uma mensagem em toda essa tragédia: as pessoas pensarão muito mais antes de sair e se arriscar em um lugar que não sabem  como funciona, em um lugar onde a diversão só é importante para quem está lá para se divertir, porque, os donos, os proprietários, visam apenas o lucro, querem tudo o que puder arrecadar durante a noitada. Que tudo seja revisado, que as leis sejam aplicadas, que as exigências redobradas e as falhas punidas severamente.   Quanto as perdas, que Deus seja o alicerce nesse momento, que Ele consiga acalmar os corações de quem chora seus filhos queridos que partiram e que receba esses anjos de braços abertos, para que a dor repentina da partida seja abençoada e afagada com todo seu amor e bondade divinos. Que todos fiquem em paz!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Andando de Trem


Tenho ido de trem para o trabalho todos os dias – menos quando chove, porque ninguém merece se molhar, desviar dos guarda-chuvas alheios e tentar não ser “alagado” pelos motoristas insanos e insensíveis que passam por nós, como se o dirigir fosse o último ato mais crucial de suas toscas vidas.  Mas, percebo que existe uma cultura diferente no trem – apesar de existirem os mesmos mal-educados que têm no ônibus, na lotação, no avião. Enfim, tirando as coisas normais, as pessoas ainda têm um pouco de senso de ajuda e, quando a pessoa que conduz o trem pede, pelo auto-falante, que ao sair do trem na última estação fechem as janelas, acontece algo incrível: todos fecham as janelas. Na primeira vez que presenciei a cena, achei estranho. Juro! Ninguém discute ou se estressa; parece ser algo totalmente natural, mesmo sem o pedido do condutor. No ônibus, abre uma janela e lá vem um pentelho reclamar do vento no cabelo, de um pingo mínimo de chuva que caiu na testa ou que não gosta das impurezas que entram da rua para dentro do ônibus – essa é por minha conta....rsrsrsrrs....Até porque, em alguns casos, existem mais impurezas dentro do coletivo do que fora dele. Na lotação, ninguém quer passar um friozinho, preferem ficar sufocados, aspirando todos os germes que passam entre si, entupindo as vias nasais com aquele arremedo de ar-condicionado medonho. No trem, apesar das caras cansadas, tanto na ida quanto na volta, tem aquela sensação de que todos querem a mesma coisa, independente de estarem sentados – nos bancos ou no chão, de pé, apertados, largados nos “pole dances” cravados no meio dos vagões, todos querem chegar ao seu destino sem pressão, sem estress, curtindo seu mp3, 4, 5, etc, lendo seu livro, conversando com o vizinho do lado, observando o que se passa ao redor ou, simplesmente, curtindo a paisagem lá fora. Tem uma aura diferente quem usa o trem – isso ficou claro para mim. E, a rapidez que se chega ao destino desejado é algo: da estação que entro até a estação final (centro)  levo míseros 05 minutos. Sabem o que é isso: 05 minutos – tirando o tempo que levei para chegar até o trem, ok??? Se eu fosse de lotação, seriam 25 min, de ônibus, seriam 25 ou 30min e de carro, dependendo do trânsito naquele horário, mais ou menos o mesmo tempo.   Então, tenho que continuar indo de trem. Perco peso, ganho resistência, vejo pessoas diferentes todos os dias, aprendo de vez o que “direita” e “esquerda” e, acima de tudo isso, ainda dou uma boa poupada na grana, porque a passagem é bem mais barata que lotação ou ônibus. É isso: tô apaixonada pelo trem. Recomendo a quem nunca andou, experimentar...Vale a pena!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Identidades Falsas


Ainda em Rivera, começamos a imaginar que teríamos que fazer identidades falsas para não ultrapassar a famigerada cota de 300 dólares e, depois de um jantar regado a taças e taças de Freixenet – espumante maravilhoso, a coisa começou a se formar em nossas cabeças. Primeiro, minha amiga que é mulata, olhos redondos e bem abertos, rosto com sardas, disse que faria uma identidade falsa com nacionalidade japonesa. E, daí, desenvolveu-se a cena:


Identidade Japonesa:

- A senhora é japonesa? – perguntaria a vendedora.

- Sim. Sou. (Meio titubeante a resposta.)

A vendedora com dois olhos de dúvidas imensos, fica olhando, sem reação. Minha amiga, muito esperta, sai logo com a explicação.

- No último terremoto que Japão sofreu, o susto foi grande. Você já sentiu terra tremer? Não?? Nem deseje passar por isso. Eu era gueixa, sabe??? Quando o tremor começou, o susto me fez arregalar os olhos demais e fiquei assim, sem conseguir fechá-los novamente; minha pele era bem branquinha, sem manchas e, com toda aquela fuligem no ar, dos incêndios e fumaça que saía dos prédios, mudei completamente: fiquei cheia de sardas, mais morena e meus cabelos se rebelaram. Meus pés, então, nem se fala....Viviam apertados naqueles sapatos feitos para deixar nossos pés bem pequeninos e, com o susto que levei, explodiram meus sapatos e agora, calço 36 ou 37, às vezes, dependendo da forma e marca do calçado. Vim para o Brasil para fugir de tudo aquilo e não quero mais voltar. Sou livre, leve e cheia de graça como toda boa brasileira. Agora, entendeu porque minha foto é diferente na identidade? Não sou assim de nascença, na verdade, renasci de um susto.

Identidade Sueca:

- A senhora é sueca?

- Sim. Sou. (Meio titubeante a resposta.)

A vendedora com dois olhos de dúvidas imensos, etc.etc.etc..................................................

- Quando eu tirava leite das vacas que meu pai criava, para fazer chocolate, uma delas me deu uma patada, que acabou deformando meu rosto. Vim para o Brasil tentar consertar o estrago e, acabei pegando muito sol e fiquei assim: os cabelos se rebelaram com a água salgada do mar, minha pele começou a avermelhar, avermelhar e acabei ficando com cor de cuia que ainda não foi usada e, de tanto ficar sentada ordenhando vacas, quando cheguei aqui, recebi um choque enorme na minha postura: perdi altura e ganhei peso. É isso. Essa, na foto, sou euzinha mesmo. Se alguém tem culpa disso, é a vaca.

Já imaginaram o sucesso que as identidades falsas fariam??? Boas risadas renderiam, com certeza.....rsrsrsrsrsr



Meias em Rivera

Fui a Rivera com uma amiga – meio que “mula” dela e, como foi minha primeira experiência, fiquei  fascinada por aquele paraíso de odores maravilhosos que saía a cada porta de loja que passávamos. Mas, ao mesmo tempo, do lado de fora, éramos atropeladas – a todo momento, por vendedores ávidos em nos enfiar goela abaixo pares e mais pares de meias, de uma forma insistente, cansativa e desagradável. A pergunta que surgia em  minha cabeça, a cada um que chegava chegando repleto de meias, era: “34 graus...usar meia aonde com esse calor?”. Como isso aconteceu o tempo todo, começamos a levantar algumas possibilidades para tanto desespero e falta de noção: as meias eram feitas de cocaína e, nosso lado CSI começou a imaginar situações, tipo, compraríamos as meias e, na Receita Federal, nos fariam descer e  meias seriam colocadas em bacias com água morna para testes de presença de coca e, claro, nos ferraríamos porque as meias seriam todas feitas da droga, a mais pura e, como explicaríamos isso? Outras situação, seria o ar condicionado do ônibus estar hiper-super-muito gelado e colocarmos as meias para aquecer nossos pés, sair para andar um pouco no corredor esticando as pernas  e o tapete do ônibus ficar todo marcado de branco com o desenho dos nossos pés....quanta loucura, não?? Afinal, qual seria o objetivo de venderem meias feitas de cocaína para pessoas que apenas usariam as meias em seu lugar de uso: os pés. Viagem pura a nossa.  Mas, claro que perguntamos por que vendiam tantas meias e responderam que era o ganha-pão deles, que era melhor que roubar...Mas, a explicação não convenceu e voltamos para casa com a pulga atrás da orelha, desconfiando que, de alguma maneira, aquelas meias conseguiam atravessar as fronteiras e fazer com que pessoas desavisadas andassem desfilando pó branco por aí e, misturada a essa ignorância, muito chulé também. Quando a imaginação é fértil, sobram insinuações e muita diversão.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Relacionamentos: Bônus e Ônus


Quando chegamos a uma certa idade - muitas vezes, sem a maturidade necessária para aceitar que já estamos em um patamar evolutivo, onde pensamos mais nas conseqüências de nossas ações e, por isso, deixamos de fazer algumas coisas que gostaríamos de fazer, fica difícil aceitar certas atitudes, certas coisas  que a vida resolve nos presentear. Fomos criadas para amar e ser amadas, para constituir família e, como em um conto de fadas, termos o final feliz de toda e qualquer princesa que preze sua coroa, seu lado mais frágil, o lado, digamos, mulherzinha. Mas, os tempos modernos fazem com que a necessidade de ir à luta, de buscar a tão desejada independência, de crescer sabendo o que se quer, faz com que esses sonhos acabem ficando em segundo plano, onde o que importa é o “ter agora”, é o viver o presente; é ter o poder da escolha: ficar em uma relação que não me satisfaz ou ficar sozinha e dar a cara a tapa, me sentir realizada? Nossas mães não passaram por isso, porque as escolhas não existiam. As famílias já tinham traçado seus planos e, se quisessem mudar algo, a coisa ficava meio feia, mas, nada que não pudesse ser resolvido de maneira pacífica – se os pais, claro, tivessem um pouquinho que fosse,  a mente aberta.   Algumas mulheres passaram por cima desses esquemas já formados, e conseguiram trabalhar, constituir família, criar seus filhos e cuidar da casa – minha mãe foi um exemplo disso - e, acabaram sendo a base familiar, trabalhando lado a lado com seus maridos e mudando a visão de que a força aceitável da casa era a do homem. Mas, o que quero falar mesmo é que, depois de uma certa idade, começamos a desconfiar até da nossa sombra quando o assunto é relacionamento. Toda relação vai ter seu bônus e seu ônus, claro. O bônus será ter alguém ao seu lado, acordar e ver que aqueles braços de ontem, ainda estão ao redor do seu corpo e não foram apenas abraços fortuitos, daqueles que acabam no meio da madrugada e, você, sozinha na manhã seguinte, sabendo que nunca mais verá aquela pessoa novamente. Esse bônus, te traz um pouco mais de segurança,  mostra que ainda pode existir romantismo, companheirismo e alegrias em uma relação madura, onde ambos concordam em fazer concessões, dar espaço, não atropelar o tempo do outro. E,  isso nos deixa leves, bobas e encantadas. Mas, o ônus, chega e, de repente, o coração que se desenhava em nossos olhos a cada novo encontro, torna-se pontos de interrogação, porque, dentro de uma relação, depois dos 40, existem dois passados: o dele e o seu, então, existem muitas outras coisas agregadas a cada um, existem outras histórias, outras pessoas e, nesse momento, nossa maturidade precisa entrar em ação, nossa paciência começa a ser testada e nossa segurança em relação ao romance, fica balançada. O que fazer? Não sei. Estou fugindo dos romances, dos envolvimentos – pode parecer cínico e debochado para minhas amigas que  estão envolvidas com alguém, ou,  para aquelas que querem alguém para se enrolar, mas, fico pensando no que dizer, no que aconselhar.  Sou metida e, não é porque não tenho ninguém e nem procuro por tal, que não posso ter opinião ou dar um conselhinho básico, não é?? Acho que quando pinta o “ônus” da relação, o diálogo, a cumplicidade tem que aparecer e, de maneira saudável, educada e verdadeira, colocar as dúvidas, os receios, as coisas mais bobas que surgirem, na mesa; se tiver que cobrar postura, cobre; se tiver que cobrar respostas, cobre; se tiver que chorar, chore, mas, não deixe de abrir seu coração, de permitir que o romance entre em sua vida, pois, se duas pessoas estão juntas, se ambas se encontraram em um momento de distração, é porque o universo conspirou prá isso e quer que essa relação aconteça. Se o caminho for meio pedregoso, o diálogo vai destruindo essas pedras e, se for para dar certo, a estrada até poderá não ser de tijolos amarelos, mas, certamente, será feita de paixão, retas e curvas de entrega e, no final, quem sabe esse sapinho não vira o príncipe que você tanto leu nas estórias de final feliz? Só que com ambos dividindo os bônus dessa relação.