13 dias em casa. Descanso. Sem horários. Comida na hora, novinha. Muita internet. Muitos seriados. Enfim, uns poucos, mas, gostosos dias de férias. Gosto de me sentir sem pressão, sem alguém me cobrando coisas e, na maioria das vezes, eu mesma me cobro muito. Adoro estar quieta no meu canto, cuidando das minhas coisas. Mas, esses poucos dias, me trouxeram bons momentos com minha família e meus amigos, principalmente, na Páscoa. Eu, na verdade, não sou muito dessas comemorações; acho que o certo seria cada um olhar para dentro de si e descobrir a força de Deus em seus corações, tentar achar a luz desse caminho tão árduo que alguns trilham e buscar o conforto e o aconchego em família. Só que todos esses momentos viraram comércio, onde o abraço é trocado por um ovo de chocolate; um beijo pode virar uma caixa de bombons e um simples aperto de mão, pode ser retribuído com um bolo feito especialmente para essa data. E, como ninguém é perfeito, entrei na onda dessa loucura adocicada que nos faz arregalar os olhos e regalar o estômago com tantas variedades de sabores e formas diferentes de embalagens. Gente, como é bom comer chocolate; como é prazeroso colocar aquele pedaço quadradinho dentro da boca e sentir que somos arremessados a um lugar desconhecido, repleto de arrepios e formigamentos pelo corpo e, enquanto vai derretendo, envolvendo nossa língua, enchendo nossos dentes com uma onda marrom, nosso cérebro parece ter encontrado o nirvana, pois, emite ondas de felicidade nunca experimentada antes. Juro que fico perdida no meio de tantas opções, tanto colorido e recheios suculentos; mas, acabo sempre indo direto para o chocolate ao leite – para mim, é o melhor, o mais completo, o que me dá mais prazer e menos culpa por saber que, em pouco tempo, ele vai se concentrar todinho na minha cintura (que quase já não existe mais). Amo chocolate e, chegando o inverno, ele torna-se o meu amigo mais íntimo, o companheiro mais presente na minha casa; acho que, na verdade, acaba virando uma extensão de mim mesma, me fazendo esquecer o que me incomoda, o que me deixa triste e o que possa me fazer falta. Que venha o inverno, recheado de barras de chocolate.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
A Garota da Capa Vermelha
Adoro estórias infantis. Gosto daquele clima de inocência, de que tudo se pode conquistar e, claro, alcançar, apenas sonhando. A Branca de Neve, branquinha como a neve, sem nunca ter chegado na beira do mar, queimado a sola dos pés na areia quente; cabelos negros, lisos, como uma gueixa e, naqueles tempos, nem mesmo sabiam que o Japão existia e, lábios vermelhos, como o vermelho de uma rosa ou uma deliciosa maçã...e, com uma maçã, acabou envenenada pela madrasta invejosa e temerosa de perder o posto da mais bela do reino, mesmo que isso significasse nunca ter o coração do Príncipe, a devoção de 07 anões ou, ter o acompanhamento de pássaros entoando cantos lindos de dar inveja a qualquer tenor internacionalmente conhecido. Enfim, se formos analisar a estória de um ângulo adulto, veremos como a hipocrisia já se fazia presente nesse tempo e, claro, a maldade também. Ser bonita sempre incomodou, a insegurança sempre existiu e o medo de envelhecer é mais que antigo; uma mulher mais velha quer se livrar de uma suposta concorrente, tentando matá-la; um caçador generoso lhe poupa a vida e ela foge para dentro da floresta, descobrindo uma casa pequena, com pequenos habitantes que, mais tarde, vieram a ser seus amigos, mesmo que, no tempo em que passou na casa deles, tenha lavado, cozinhado, costurado, enfim, tenha sido a linda empregada que todo homem quer. Onde está a beleza dessa estória? Cadê o desenrolar apaixonante, envolvente? Claro que as crianças gostam de ler sobre isso – as meninas querem seu príncipe e, os meninos, querem ser o salvador da bela donzela e ganhar seu coração. Mas, nós adultos, não caímos mais nessa; a estória, mesmo fictícia, tem que ter seu mistério, seu suspense, sua parte engraçada, seu momento envolvente e, prender nossa atenção. Aí, chego ao filme “A Garota da Capa Vermelha”, uma reinvenção de Chapeuzinho Vermelho, sem a cestinha cheia de bolinhos para a vovó que mora no meio do nada, ou um lobo-bobo que come a velhinha e fica a espreita da netinha, para abatê-la também e, num momento desastroso, acaba sendo morto pelo lenhador. O filme é uma versão adulta, com um certo suspense e aquela vontade de levantar no meio do filme e dizer quem é o seu suspeito, mesmo que existam 3 ou 4 deles; a fotografia é meio triste, pois, traz um cenário no meio de uma floresta fechada, com um vilarejo repleto de casas de madeira e seus habitantes parecendo deitar e levantar com a mesma roupa. O que me chamou a atenção, na verdade, foi a autora ter conseguido tirar o foco infantil do conto e dar a ele um tom adulto, com a disputa pelo amor, a tentativa de enfrentar seus medos e enfrentar aquilo que não vemos, mas está ali, pronto para nos atacar. Não é assustador, não nos faz dar gargalhadas, mas, nos faz perceber que ainda tem gente que busca inovar e mexer com nosso imaginário, trazendo bons momentos a nossa vida. Gostei do filme e, para quem gosta do gênero sombrio, recomendo.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Quatro.Nove
4.9...nascida em 1962...sexo: feminino...brasileira, gaúcha, portoalegrense....4.9....com aparência de 3.8, espírito de 2.5, atitudes de 4.0 e articulações de quase1 .0.0...rrsrsrs....Quando me dei conta que estava chegando aos 49 anos, tomei um susto, porque, percebi que estou por aqui há quase meio século e, o tempo é escasso, não perdoa, passa rápido. Comecei a lembrar dos meus 20 e poucos anos: o sono era abatido diante de qualquer convite para a balada durante a semana; passar a noite dançando, bebendo, me divertindo não era empecilho nenhum para o dia seguinte que, no furor da minha juventude, pedia apenas uma passada rápida em casa, um banho, uma troca de roupa, um café na corrida e, de volta a mais um dia trabalho, sem sentir o mínimo de cansaço. Aos 30 e poucos, descobri a internet e todo o encantamento que ela pode trazer a uma pessoa que está sozinha; conheci pessoas novas, diferentes de mim e umas das outras; descobri um jeito novo de paquerar, de me mostrar; aprendi a diferenciar pessoas confiáveis daquelas que não valiam um segundo encontro; fiquei amiga de alguns, nunca mais falei com outros; troquei nomes de uns, telefone com outros, enfim, foi uma salada de encontros e desencontros que me fizeram muito bem. Aos 40 e poucos, quase chegando aos 50, descobri que, mesmo não tendo a vivacidade dos 20, a disposição de novos conhecimentos dos 30, ainda estou bem viva e com maturidade para escolher o que é melhor para mim e, mesmo que erre na escolha, posso assumir minha culpa sem medo de ser julgada por esse ou aquele. Decido onde quero ir, sem ser levada pelo desejo do outro; decido se me depilo, se me levanto cedo ou a hora que bem entender, decido o que comer, o que vestir, quanto beber. Enfim, mesmo assustada ao chegar aos 4.9, me sinto feliz por ser a pessoa segura e verdadeira que sou e por manter a essência da mulher decidida que habita em mim, em paz com meu jeito de ser e com a solteirice que escolhi como companheira. 4.9...completados em 2011...sexo: muito tempo fora de combate...possibilidades: transar...50%, namorar....60%....casar....0%....morrer: quem sabe??? É isso: desabafo de uma quase “cinqüentinha”.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Mudanças Radicais
Trabalho 08 horas por dia e, entendo que o local de trabalho é quase a extensão de nosso lar, senão, o nosso primeiro lar. Mas, com tantas mudanças ocorridas ultimamente e, com a falta de respeito de alguns, excesso de comando de outros, nem para terceiro lar o local de trabalho pode ser cogitado. Quando, depois de 30 anos atuando no mesmo local as chefias mudam, nossa esperança é que tudo seja para melhor, respeitando o andamento diário de cada profissional e trazendo novas opções de melhoria dentro de cada área, fazendo com que a convivência do dia-a-dia seja prazerosa e frutífera, dando continuidade ao que já vinha sendo desenvolvido. Infelizmente, nada disso acontece; nos vemos dentro de uma teia, tecida com fios de desconfiança, falsa moral, regras estúpidas e atos ditatoriais e, óbvio, o clima harmonioso entre colegas que sempre conviveram bem, acaba indo pelo ralo. Parece que tantos anos juntos não serviram para nada, tudo o que construímos em matéria de amizade e trabalho perde toda a importância para quem está aterrissando por aqui e, nos mostrando que é preferível criar um clima de insegurança, falta de vontade de levantar pela manhã, uma tristeza velada,a sentar e tentar aproximar-se daqueles que ficarão aqui por bem mais do que esses parcos 04 anos para os quais eles foram designados como ditos “chefes”. É triste constatar que certas pessoas confundem harmonia com bagunça, leveza de espírito com incompetência e amizade com falta do que fazer e, isso só me deixa pensar que, na verdade, o que incomoda é que provamos, a cada novo ataque, que somos muito mais capazes do que qualquer uma dessas pessoas que, por agir assim, não devem saber o que é ter amigos dentro do local de trabalho e achar um tempinho para relaxar das tensões diárias.
quinta-feira, 24 de março de 2011
AutoridadeXAutoritarismoXAutoritário
Autoridade: forma de superioridade constituída por uma investidura, direito de fazer obedecer, domínio, influência, magistrado que exerce poder.
Autoritarismo: sistema autoritário de Governo, depotismo.
Autoritário: que tem o caráter de dominação, impositivo, violento, arrogante.
Bem, lendo as 03 definições, percebo que as “supostas” autoridades, dentro de um sistema de trabalho, ficam tão confusas quanto seus subordinados: uma autoridade deve se fazer obedecer, cumprindo certas regras profissionais, de maneira superior, mas, isso não significa que tenha que ser um chefe autoritário. Melhorando o texto: no ambiente de trabalho, vejo diariamente as ditas “autoridades”, aquelas que detém o poder, agindo de maneira arbitrária, grosseira e por vezes, aos gritos. Para mim, isso chama-se violência e, para mim, violência não se reduz a socos, pontapés e tapas nas costas; pode ser o questionamento de algo aos gritos, sem que o questionado consiga emitir uma palavra sequer para explicar o que quer que tenha que ser explicado. Primeiro: gritos não resolvem nada, não matam charadas; segundo: gritos deixam o ambiente tenso, o funcionário nervoso e, terceiro: é sinal de que a autoridade não é tão superior quanto quer parecer e, para não demonstrar sua total ignorância, desconta com gritos naquele que parece ser o alvo mais frágil. Eu, sinceramente, não sei trabalhar com gritos, com pedidos idiotas, com situações constrangedoras que podem ser resolvidas num piscar de olhos; eu travo, não produzo. Se existe um procedimento a ser feito, que exija tempo e agilidade, mas, que não dependa só de mim para o resultado final, não seria mais fácil buscar a solução dentro da civilidade que a situação exige, sem gritos ou histeria geral de quem, no fundo, não tem capacidade para tal? Mas, é muito mais simples buscar a culpa no outro, descarregando sua incompetência naquele que, realmente, finalizará o trabalho; naquele que, mesmo abaixo de mau tempo, fará a sua parte da melhor maneira possível, não deixando dúvidas de que, ser superior profissionalmente, não significa ser o “mandante”, o “patrão”, the “boss”; significa, na verdade, fazer o seu trabalho de forma ética e honesta, sem se abalar com a gritaria alheia que, sinceramente, deve começar a entrar por um ouvido e sair pelo outro.
Enfim, três conselhos para quem convive com esses seres "superiores":
autoridade: apenas sacudir a cabeça quando falam conosco.
autoritarismo: fingir que obedece.
autoritário: evitar a aproximação.
PS.: Mera ficção o texto acima....Será???
Autoritarismo: sistema autoritário de Governo, depotismo.
Autoritário: que tem o caráter de dominação, impositivo, violento, arrogante.
Bem, lendo as 03 definições, percebo que as “supostas” autoridades, dentro de um sistema de trabalho, ficam tão confusas quanto seus subordinados: uma autoridade deve se fazer obedecer, cumprindo certas regras profissionais, de maneira superior, mas, isso não significa que tenha que ser um chefe autoritário. Melhorando o texto: no ambiente de trabalho, vejo diariamente as ditas “autoridades”, aquelas que detém o poder, agindo de maneira arbitrária, grosseira e por vezes, aos gritos. Para mim, isso chama-se violência e, para mim, violência não se reduz a socos, pontapés e tapas nas costas; pode ser o questionamento de algo aos gritos, sem que o questionado consiga emitir uma palavra sequer para explicar o que quer que tenha que ser explicado. Primeiro: gritos não resolvem nada, não matam charadas; segundo: gritos deixam o ambiente tenso, o funcionário nervoso e, terceiro: é sinal de que a autoridade não é tão superior quanto quer parecer e, para não demonstrar sua total ignorância, desconta com gritos naquele que parece ser o alvo mais frágil. Eu, sinceramente, não sei trabalhar com gritos, com pedidos idiotas, com situações constrangedoras que podem ser resolvidas num piscar de olhos; eu travo, não produzo. Se existe um procedimento a ser feito, que exija tempo e agilidade, mas, que não dependa só de mim para o resultado final, não seria mais fácil buscar a solução dentro da civilidade que a situação exige, sem gritos ou histeria geral de quem, no fundo, não tem capacidade para tal? Mas, é muito mais simples buscar a culpa no outro, descarregando sua incompetência naquele que, realmente, finalizará o trabalho; naquele que, mesmo abaixo de mau tempo, fará a sua parte da melhor maneira possível, não deixando dúvidas de que, ser superior profissionalmente, não significa ser o “mandante”, o “patrão”, the “boss”; significa, na verdade, fazer o seu trabalho de forma ética e honesta, sem se abalar com a gritaria alheia que, sinceramente, deve começar a entrar por um ouvido e sair pelo outro.
Enfim, três conselhos para quem convive com esses seres "superiores":
autoridade: apenas sacudir a cabeça quando falam conosco.
autoritarismo: fingir que obedece.
autoritário: evitar a aproximação.
PS.: Mera ficção o texto acima....Será???
Almas Descascadas
Analisando a mim mesma, percebi que sou um tanto quanto sensível e, na mesma proporção, tento ser durona – até para não sofrer demais: algumas coisas me incomodam muito, outras nem tanto; algumas pessoas me afetam demais, outras nem percebo; enfim, até que sei dar uma dosada no que me cerca. Mas, há algum tempo atrás, meu lado sensível parece ter aflorado e me deixou abalada; estava voltando do trabalho e, quando passava pela Avenida Farrapos, completamente absorta em meus pensamentos, comecei a prestar atenção nos velhos e descascados prédios ao longo da avenida. De repente, me deu um aperto no coração, uma aflição e, quando me dei conta, algumas lágrimas estavam caindo; fiquei imaginando como seria a vida dos moradores de alguns daqueles prédios: Solidão? Tristeza? Desconforto? Decepção? Qual seria a palavra de ordem de cada um? Senti uma dor tão grande, como se a vida deles, num relance, se misturasse a minha e rostos completamente desconhecidos passassem com seus semblantes carregados em frente a mim. Uma energia ruim parecia sair de cada espaço ali existente e, minha aflição parecia aumentar, a cada momento. Passei a orar, pedindo perdão a quem ali estivesse precisando, pedi conforto a quem estivesse necessitando e, principalmente, um pouco de paz e amor aqueles que se encontrassem mais desesperançados. E, claro, fé no coração de cada um daqueles estranhos que, de alguma forma, encontraram em mim um canal de energia para pedir um “alô” divino e, no momento em que eu estava suscetível, aproveitaram a chance e, a ligação se fez. Mas, deixo claro que isso ocorreu uma única vez e, nunca mais me senti assim ao passar por ali; acho que passei a ver como os olhos de todos que por ali passam e ignoram o que pode haver por trás de tantos prédios cinzentos e sujos, em uma das avenidas mais movimentadas de nossa cidade: olhos de indiferença. E, mesmo que nunca mais tenha me deixado abater com a visão diária desses prédios, tenho a nítida sensação de que a maioria que ali habita é, na maior parte do tempo, uma alma sofrida, sozinha e carente de aconchego. Imaginei que se os prédios fossem coloridos a imagem de uma avenida alegre, cheia de vida, seria a certeza de que tudo está bem com seus moradores; mas, tinta não resolve os problemas de cada um, é preciso, quando se quer que as cores se abram, que a alma se torne um arco-íris de amor, esperança, respeito, igualdade, alegria e fé.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Libido Saudável
A essa altura da vida, eu só quero um homem com uma libido saudável” – ouvi essa pérola em um dos episódios dos Simpsons; na hora, achei engraçada a colocação e cheguei a concordar com a frase, mas, como gosto de ir ao fundo das coisas, corri para o Google, para uma melhor definição da palavra “libido”.
“Libido” – vem do latim, significa ‘desejo’ ou ‘anseio’; é caracterizado como a energia aproveitável para os instintos da vida. Segundo Freud, o ser humano apresenta uma fonte de energia separada para cada um dos instintos gerais; no campo do desejo sexual, está vinculada a aspectos emocionais e psicológicos.
Palavra esclarecida, resolvi analisar como andava o meu “desejo”, meu “anseio” e, percebi que “libido”, atualmente, para mim, significa estar em paz com meu lado sexual, sem que com isso eu tenha que viver em uma maratona de pernas para cá, pernas para lá; boca aqui, boca acolá; sussurros, gritos, enfim, tudo aquilo que uma boa e decente transa pode proporcionar. Não morri para o sexo; mas, neste ponto da minha vida, acho que abusei um pouco dessa liberdade sexual em que nos colocaram há anos atrás e, me permiti ousar, abusar e aproveitar o que o momento me oferecia e, sinceramente, me lambuzar também... Mas, depois de passada essa fase, de muitas descobertas e nenhum envolvimento, não tem mais graça satisfazer somente minha “libido”: quero satisfazer minha cabeça, minha vontade e, principalmente, meu coração. Quero, não só me regalar dentro de alguns abraços, mas, aconchegar meu coração dentro de um peito que me abrigue, dê carinho e atenção e, a satisfação da “libido” seja o complemento de tudo e me faça concordar em querer um homem com uma “libido saudável” e envolvente, que me leve de volta ao mundo louco do prazer.
PS.: São só devaneios, ok???
“Libido” – vem do latim, significa ‘desejo’ ou ‘anseio’; é caracterizado como a energia aproveitável para os instintos da vida. Segundo Freud, o ser humano apresenta uma fonte de energia separada para cada um dos instintos gerais; no campo do desejo sexual, está vinculada a aspectos emocionais e psicológicos.
Palavra esclarecida, resolvi analisar como andava o meu “desejo”, meu “anseio” e, percebi que “libido”, atualmente, para mim, significa estar em paz com meu lado sexual, sem que com isso eu tenha que viver em uma maratona de pernas para cá, pernas para lá; boca aqui, boca acolá; sussurros, gritos, enfim, tudo aquilo que uma boa e decente transa pode proporcionar. Não morri para o sexo; mas, neste ponto da minha vida, acho que abusei um pouco dessa liberdade sexual em que nos colocaram há anos atrás e, me permiti ousar, abusar e aproveitar o que o momento me oferecia e, sinceramente, me lambuzar também... Mas, depois de passada essa fase, de muitas descobertas e nenhum envolvimento, não tem mais graça satisfazer somente minha “libido”: quero satisfazer minha cabeça, minha vontade e, principalmente, meu coração. Quero, não só me regalar dentro de alguns abraços, mas, aconchegar meu coração dentro de um peito que me abrigue, dê carinho e atenção e, a satisfação da “libido” seja o complemento de tudo e me faça concordar em querer um homem com uma “libido saudável” e envolvente, que me leve de volta ao mundo louco do prazer.
PS.: São só devaneios, ok???
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