quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Cadê Meu Sono?????


Embalada pelo som da falecida, mas, não menos maravilhosa, Whitney Houston, cantando “Run To You”, tentava encontrar o sono que, à 1h30min, resolveu fugir de mim, entre a hora que deitei, dei umas cochiladas e acordei para tomar banho. E, enquanto a Diva Houston “corria para alguém”, com aquele timbre de voz que parecia um anjo cantando - e, sinceramente, não consegui entender como alguém poderia fugir de tudo aquilo (claro que tinha problemas com drogas, álcool, insegurança, loucura, etc...bem, isso não vem ao caso...deixa quieto), eu corria atrás do meu soninho, daquele momento em que meu sonhos se tornavam um pouco mais reais. Virei para cá, virei para lá e, nada. Música vai, música vem e, nada. Meu sono resolveu ir pelo ralo, misturado a espuma do sabonete do banho e ao creme dental depois da escovação. Claro que, mente vazia cria situações, inventa bobagens, quer descobrir soluções e, eu não sou diferente. Enquanto estava com os olhos abertos, o corpo agitado, tentando encontrar um foco, meu cachorro roncava, dormindo o sono dos animais inocentes. Que raiva! Deu uma vontade de cutucá-lo e fazer me acompanhar na madrugada insone, mas, não sou má: deixei o bichinho continuar seu sono de beleza canina. E, no vazio mental da madrugada, pensei em como se pode perder algo tão nosso? É muita falta de noção perder o sono no meio da noite, deitada, sem ninguém em volta.....é “mosquice” demais, né???? Será que, de repente, resolve fugir da tua cabeça, driblar teu cérebro e ir para a balada? E, se meu cérebro tiver uma idade diferente da minha? Se ele for o baladeiro que eu não sou? Será que, quando se perde o sono, é um aviso de que precisamos acordar para a vida? Ai, quanta besteira se pensa em um momento como esse.  Mas, se é normal perder o sono, não é legal ele voltar quase na hora de levantarmos. É muita cachorrice! E, quando deram as 12 badaladas do relógio da torre...ops, desculpe...- divagações loucas - quando a Rihanna gritou, às 06h30, dei um tapa nela, quer dizer, no telefone e fiz aquela vaca calar a boca e me deixar dormir mais um pouco, aproveitar minha caminha, afundar a cabeça no meu travesseiro não feito de penas de ganso.....enfim, acabei esticando bem mais que o tempo permitido o sono que voltou para casa depois das 04 da manhã. Ordinário!  Quando o corpo decidiu que era hora de levantar, fui escorregando, escorregando e consegui sentar, mas, a cabeça continuava lá, babando nas cobertas. Mas, não tinha escolha: levantei, tomei banho, passei algo no rosto para disfarçar a olheira, me arrumei e enfiei um óculos escuro no rosto e, voilá, pronta para encarar o dia, o trânsito, o trabalho e gente chata.....Já meio recuperada, depois de um balde de café, cá estou, sentada, escrevendo sobre a noite que ficou para trás e, sinceramente, que minha insônia, também tenha ficado quieta lá e me esqueça, porque o que mais gosto, é deitar a cabeça no travesseiro e dormir, relaxada e descansadamente.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Beijando o Chão


Andei caindo. De novo! Não tenho osteoporose – fiz uma “densitoalgumacoisaóssea” e deu tudo bem e, segundo minha ginecologista, tenho osso sobrando. Não tenho labirintite ou qualquer coisa que possa me apagar, tirar do ar e me fazer cair de boca no chão. Na verdade, o que aconteceu foi uma fatalidade ou, na verdade, um pouco de falta de noção de espaço entre minha canela e um maldito sofá. Fui fazer um favor no intervalo de almoço – coisa que nunca fiz e, agora, nunca mais farei – e, acabei no HPS, com 09 pontos na testa, 02 vacinas e dores no corpo inteiro, por mais de duas semanas. O que aconteceu foi que, saindo da copa de onde trabalho, tentando encaixar a tampa da garrafa térmica mal acabada cheia de água quente para um infeliz que queria “tomar chimarrão”, bati com a canela numa porcaria de um sofá, colocado exatamente na saída da porta e que, naquele dia, estava estrategicamente posicionado entre meu corpo e o chão. Caí inteira, como um coco despencando de um coqueiro – coqueiro mínimo, porque não sou um pessoa dotada de muitos centímetros de altura; parecia tudo em câmera lenta e, ainda sinto um certo pavor só de lembrar da queda, do som da queda e, claro, do resultado da queda. Incrível! Foi um tombo de cinema (exagerada...rsrsrsrsrsr), daqueles em que o astro principal exige dublê para a cena e, eu, fui a estrela e a dublê, fazendo papel duplo e, pior, que nem ao Framboesa de Ouro vou concorrer. Bem, fiquei estendida, de corpo inteiro, ouvindo algumas pessoas falando, sentia que vinham na minha direção, mas, eu só via o sangue que pingava de algum lugar do meu rosto, direto para o chão. Fiquei paralisada pensando de onde saía toda aquela sangüera mas,  não tive tempo de pesquisar e, como sentia meu nariz e minha boca normais, então, imaginei que seria de algum lugar acima do nariz: a testa, claro. Me levantaram, ajudaram a sentar e estancaram o sangue que escorria pelo meu rosto. Depois de me acalmarem, me levaram ao ambulatório - que fica no térreo do prédio, para ver qual a extensão do estrago; lá, perceberam que teria que levar pontos e me encaminharam ao HPS. Nove pontos! Direto! Sem dó nem piedade. Fui muito bem atendida e, muito rapidamente, também; o medico que me atendeu, conversou, me deixou relaxada e, depois de enxergar algumas vezes aquela agulha indo e vindo em minha direção, em um momento de comiseração, ele resolveu colocar um paninho no meu rosto, deixando só a testa de fora, então, me senti em um episódio de Grey’s Anatomy – com o rosto coberto, aquela luz forte dando “luz” para que o médico acertasse a “pontuação” (meio exagerada a comparação, mas, a sensação foi essa mesma – quem estava lá era eu, ok??). Tudo anestesiado, ponto vai, ponto vem e, de repente, ele diz: “Márcia, se sentir dor, avisa”; eu, quieta. Aí, a voz, de novo: “Se estiver doendo, avisa, ok, Márcia?” e, me dei conta de que era para mim que ele falava e, respondi: “Carla, meu nome é Carla!”...Ficou meio sem jeito e disse: “Ah, por isso não estava me respondendo.” Dããããã.....claro que não respondi, não era comigo; eu não era a única na sala, vai que ele estivesse me suturando e falando com outra e, pior, depois pensei: será que ele estava com a mulher certa? Será que estava suturando o local correto?? Me deu vontade de levantar e dizer prá ele “Meu nome não é Johnny...ops, Márcia” – seria engraçado ter um momento de indignação com uma agulha pendurada na testa......Depois de tudo ajeitado, fui para casa, salva e não muito sã; e, quando o corpo esfriou a realidade se descortinou à minha frente: meu corpo inteiro doía – do lóbulo da orelha até o dedão do pé, nada escapou. Se piscasse, doía; se sorrisse, doía; se pensasse, doía.....nunca mais quero sentir isso, é horrível. Depois de algumas aplicações de pomadas poderosas e fedorentas, comprimidos potentes para dor, fui fazer R-X da cabeça é das costelas e, graças a Deus, não quebrei ou trinquei nada. A cabeça continua no lugar, só com 02 riscos pequenos na testa, tipo Harry Potter e, juro, arde quando alguém indesejável chega perto de mim, tipo Voldemort – inimigo do bruxinho marcado. As costelas, pela força do impacto contra o chão, continuam doloridas, mas, intactas. Na verdade, apesar da gravidade do tombo, tenho que me sentir privilegiada, poderia ter sido pior: não quebrei nariz, dentes e nem o óculos, que saltou longe da minha cara. Mais uma vez, isso veio comprovar que tenho o corpo fechado e a proteção de santos muitos fortes que gostam de mim. Que continuem assim e me tirem dessas armadilhas que pintarem no meu caminho ou, melhor, no meio das minhas canelas.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Sonhos Reais

Estou lendo um livro que fala de experiências de pessoas encarnadas com o  mundo espírita, pessoas que receberam avisos, visitas, proteção. Gosto de ler esse tipo de livro, me abre um pouco mais a mente para o que a morte reserva e me deixa menos receosa de partir – mesmo que, lá no fundo, um medinho continue existindo, até porque, acho que o espiritismo não tem resposta para tudo. E, lendo as histórias relatadas no livro, percebi que também passei por esse tipo de comunicação, por duas vezes. Minha avó desencarnou em 1992, depois de ter ficado um bom tempo hospitalizada, em coma e recebendo visitas em horários específicos e, claro,  um parente de cada vez.  No dia que desencarnou eu estava lá e recebi a notícia, fiquei abalada, mesmo sabendo que ela estaria muito melhor do que cheia de aparelhos, remédios, picadas de agulhas, etc., doeu muito. Eu era a primeira neta, filha e sobrinha – fui o xodó da casa por quase 03 anos - até minha irmã nascer e, minha avó, me tratava como filha, tinha orgulho de andar comigo para cima e para baixo, me mostrar. Bem, ela partiu e a dor se instalou. Fiquei triste por não ter conseguido falar com ela, de não ter conseguido me despedir. Não sei bem quanto tempo depois de ter partido, sonhei com ela e, foi tão real, tão verdadeiro, que acordei com a sensação de que ela tinha estado ali para me dar tchau. No sonho, eu estava sentada em frente a minha casa e, olhando para a casa da vizinha do lado – que já havia partido também muitos anos antes da minha avó e, de repente, uma luz clareou o pátio e as duas foram saindo pelo portão, passaram em frente a minha casa e eu pensei: “mas, a fulana já morreu, porque ele está com a vó?”. As duas foram passando bem devagar, a vizinha com o braço por cima dos ombros da minha avó, como se estivesse aconchegando, dando força para seguir e, quando chegaram à praça que tem em frente a minha casa, pararam, viraram para mim e, minha avó, bonita, como se nunca tivesse ficado doente, me olhou, levantou o braço esquerdo e me acenou, me deu tchau. Comecei a chorar e, acordei aos prantos porque soube, naquele momento, que ela também havia partido com esse pesar, de não ter podido me dizer adeus. Veio para me mostrar que estava bem e entre amigos. Raramente sonho com ela, mas, às vezes, quando penso nela, sinto um cheiro forte de jasmim, sua flor preferida e sei que está por perto.  Outro momento marcante foi quando perdi minha mãe. Era Natal, 00h40min, do dia 25/12/2003, quando ela faleceu e, minha revolta foi enorme, a dor insuportável. Era minha “ídala”, minha referência como mulher, era guerreira, não entregava os pontos. Passou por muitos percalços, engravidou aos 17 anos, perdeu uma filha, enfrentou doenças e as conseqüências que elas trouxeram, sempre de cabeça erguida e dando força para quem a cercava. Poucas vezes a vi reclamar, se queixar da vida, chorar. Estava sempre de alto astral, sempre pronta para a gargalhada, sempre disposta para os netos que tanto amava. Mas, ela partiu. E, mais uma vez, me vi sem chão. E, de tanto querer saber se estava bem, onde estava, com quem estava, sonhei com ela e, no sonho, estava como aparece em uma foto quando tinha 17 anos, jovem, bonita, perfeita; me recebeu toda sorridente e me mostrou o lugar. As casas todas de tijolinhos à vista e com algumas partes pintadas de amarelo bem clarinho, não havia cercas, apenas árvores enormes que pareciam delimitar o espaço entre elas; muitas pessoas velhinhas – entre elas, uma senhora que chamávamos de vó e que morou conosco, senti o cheiro do arroz com cebola que ela fazia e tudo era muito real. Minha mãe foi me mostrando tudo, com muita calma e bom humor. Dentro da casa onde disse morar, me mostrou os cômodos e perguntei se havia um quarto para mim; ela me olhou e disse que ainda não era hora de eu ir para lá, era cedo demais. Acordei chorando, claro. Mas, depois, percebi que ela respondeu ao meu chamado, as minhas perguntas; veio me mostrar que estava bem e que tinha se recuperado de tudo o que passou nesse plano. Sempre que sonho com ela, a vejo exatamente como na primeira vez que sonhei e, dentro do meu coração, espero que ela realmente esteja bem e em paz. Que receba sempre nosso amor, nossa saudade e nossa oração. Ela foi um anjo em minha vida e me ensinou a ser a pessoa que sou hoje: forte, destemida, guerreira e feliz comigo mesma. A saudade é eterna mas os momentos que passamos juntas, nunca serão apagados; esses momentos são o combustível que me leva nessa caminhada até nos reencontramos novamente na eternidade.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Nossos Monstros


Ontem fui a uma palestra espírita e, a pessoa que palestrou, tinha uma energia e uma positividade tão boas que envolveu a todos, de tal maneira, que ninguém sentiu a hora passar. Percebi que o espiritismo não é formado somente por pessoas sérias, que falam pausadamente e nos passam mensagens de fé e esperança – isso o palestrante também fez, claro, mas, de uma maneira solta, leve e engraçada. O tema foi interessante, porque ele conseguiu fazer um parâmetro entre nossos monstros reais e a animação Monstros S.A. – onde a cidade dos monstros existe porque é mantida pelo grito de susto das crianças, que têm na porta de seus roupeiros uma ligação direta com a cidade assustadora. Na verdade, seriam os tão falados e conhecidos “bichos-papães” (espero ter escrito de maneira correta), que parecem estar sempre à espreita, esperando o momento certo para pular a nossa frente e nos fazer tremer de medo. Sou totalmente leiga, mas, acho que o espiritismo é uma forma de aplacar nossas dores, perdas e dúvidas; as leituras nos fazem sentir que ainda existe esperança e ninguém está aqui por acaso; tudo tem um sentido, um objetivo. Nossos “monstros”, segundo ele, ficam no nosso perispírito**, como se fossem um carimbo de tudo o que fizemos e levaremos isso em todas as nossas reencarnações – foi assim que entendi. No meu simplório conhecimento, esses monstros ficam guardados em algum lugar do nosso cérebro que, imagino fantasiosamente, seja feito de muitas caixinhas organizadas em ordem alfabética e coloridas conforme o tema e, claro, esses tais monstros devem ficar na caixinha com a letra M, de cor vermelha e escrita em Arial 12 (rsrsrsrsrsrsrs). Mas, se temos esse conhecimento de que esses monstros existem, devemos tentar descobrir, entender e resolver alguns, aqueles que mais incomodam ou nos prejudicam, para numa próxima encarnação voltarmos mais leves e com menos pesares. Estou adorando participar desses encontros, me sinto mais fortalecida, menos ansiosa e começando a redescobrir minha esperança, minha fé. Sei que é preciso muito mais que palestras para que nosso mundo melhore, mas, se nossa oração se fortalece e encontra mais e mais pessoas dispostas a unir as forças do coração para irradiar uma energia melhor, certamente, aos poucos, o dia-a-dia pode ficar fácil de ser vivido e a compreensão do outro pode ser maior. Deus está em todos os lugares porque nossa fé nos faz pensar assim, mas, nunca o vimos, nunca encontramos com Ele, então, o amor também não é visto, não é “tocável”, porque não praticá-lo todos os dias, sem duvidar de sua força? Uma ótima leitura e espero não ter escrito nenhuma bobagem. Apenas segui meu coração.

 

**(Perispírito é o nome dado por Allan Kardec ao elo de ligação entre o Espírito e o corpo físico. Quando o Espírito está desencarnado, é o perispírito que lhe serve como meio de manifestação. É o que o Apóstolo Paulo chamava de corpo espiritual -I Coríntios,XV,44

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Amigos para Sempre

Amigos são partes de nós, são pessoas que agregamos por compatibilidade e/ou  cumplicidade,  por que,  ao longo do caminho percorrido, nos descobrimos próximos dessas pessoas, elas fazem parte de um círculo mínimo onde só entra quem permitirmos. E, nesse momento onde o egoísmo faz parte desse mundo louco em que vivemos, manter uma amizade por 05 anos é um milagre e, por mais de 30, um luxo total. Graças a Deus, me incluo na categoria “luxo total”. Tenho amigos que trago comigo desde muito tempo: de infância, de escola, de trabalho. Os de escola, re-encontrei no famoso facebook; os de infância,  mantenho contato e troco idéias; os de trabalho, em número maior, se tornaram uma extensão da minha família, os laços são fortes, onde não precisamos estar juntos todos o tempo para estarmos presentes. É a amizade onde um simples telefone já denuncia nossa tristeza, alegria, euforia; um torpedo pode ser interpretado de maneira certeira; a ausência de notícias faz a presença tornar-se muito mais rápida e reconfortante e, muitas vezes, já vem com o melhor conselho antes mesmo de pedirmos. Posso contar nos dedos esses verdadeiros amigos e, depois de ter tido um mês meio louco com uma amiga minha, já que ela resolveu surtar com algumas coisas que estavam acontecendo, percebi que um amigo é aquele que vai sempre nos pedir ajuda, vai sempre derramar sobre nós sua raiva, seus temores, suas dores de amor e, vamos estar ali, ouvindo, prestando atenção nos detalhes, observando para, no momento certo, falarmos – não aquilo que querem ouvir, mas, o que estamos tirando daquele momento, daquela narrativa. Amigo que é amigo segura no peito a dor do outro, dá todo o apoio, oferece o ombro, mas, fala a verdade, chama à realidade, mostra o caminho a seguir e, sinceramente, não espera que o outro siga por ele, mas, sabe que passou uma possível escolha e que esse amigo saiba que ele vai estar sempre ali, pronto para chorar com ele, rir das suas bobagens, virar “vida loca” junto com ele, mesmo pagando altos micos e se fazendo passar por maluco. No final, o que vale mesmo, é saber que todo teu esforço em ajudar e todo carinho doado com amor, tem um reconhecimento em palavras sinceras e profundas, como essas que recebi de uma grande amiga e irmã, de muitos e muitos e muitos anos: “obrigada pelo carinho que tu tem me dado nestes dias. Eu tenho plena noção que não perdi meu amor, graças ao teu amor!” Pode existir declaração de amor mais linda que essa? Só posso agradecer a Deus por ter uma pessoa tão especial na minha vida, que sempre me apoiou e dividiu momentos tristes e, também, divertidos comigo. Ah, e para quem achar que somos um casal, não somos....gostamos da mesma fruta: homem – também se fôssemos, não teria vergonha de dizer. Somos parceiras de alma. Só isso!!!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Sendo Confundida na Rua



Outro dia, aconteceu algo comigo – na hora achei engraçado, mas, depois, pensando friamente, vi que dei mole para o azar. Bem, estava no centro com uma amiga minha, caminhando – ou melhor, tentando me equilibrar nas calçadas podres para não me estatelar no chão, quando uma moça veio em minha direção, mexendo no celular e, de repente, levantou a cabeça, me olhou, voltou ao celular e, parece que teve um clic, me olhou de novo, veio toda sorridente, me abraçou, beijou a bochecha e disse: "oi, tudo bom???".....Eu, com cara de abobada, respondi: "tudo e contigo?"....Ela resmungou algo e continuou andando. Virei prá trás e ela seguiu a passos largos, sem olhar na minha direção. Olhei para minha amiga que, com cara de muito entendida de minha pessoa, disse: “tu não conhece, né?”...Começamos a rir e disse que não tinha a mínima idéia de quem era aquela moça, o rosto dela não me era familiar e, pior, nem uma vaga idéia de que algum dia havia cruzado com ela em outro momento qualquer. Mas, o pior de tudo, é que pelo jeito que ela saiu rapidinho, se deu conta que havia me confundido com alguém conhecido e, ficou tão abestada quanto eu, afinal, o mico foi dela, não é??? Depois, fiquei pensando que é muito fácil a pessoa nos abordar na rua, nos envolver e nos assaltar, como lemos às vezes e, com aquela segurança idiota de que nunca acontecerá conosco, desdenhar da pessoa que se deixou enganar por um larápio qualquer. E, viajando mais ainda na minha teoria, eu poderia ter sido assaltada, esfaqueada, estuprada (menos, né....kkkk), pois, dei muito mole, fiquei sem ação e permiti a aproximação....O mundo atual está muito louco, algumas pessoas muito estressadas e outras, totalmente desavisadas dessa doideira toda... Nossa atenção precisa estar a mil, sempre ligada a cada nova investida pelas ruas dessas cidades desprotegidas de segurança e humanidade. Tenho que ficar alerta, mesmo que isso me deixe cansada no final do dia, onde só posso relaxar dentro do meu lar – por enquanto.....

 

 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Páscoa na Cidade Maravilhosa


Olá, só prá avisar: não matei meu blog, só dei um tempo para ele e para mim. As idéias não surgem a todo momento e, mesmo que apareçam e me encham de inspiração, não é fácil passar tudo para o papel e fazer o outro entender o verdadeiro sentido do que queremos dizer. Mas, vou escrever sobre um lugar fácil, onde as imagens podem ser criadas no nosso consciente e vividas, mesmo que não tenhamos estado por lá: Rio de Janeiro. Gente, passei a Páscoa naquela cidade, com uma grande amiga e a filha dela e, com todas as letras garrafais - ME APAIXONEI. Sempre fui muito relutante em conhecer o Rio, nunca me chamou atenção toda aquela beleza cantada aos 04 ventos por brasileiros e turistas vindos de todas as partes do mundo. E, hoje, humildemente, me rendo a todo aquele encantamento. Tem violência? Tem - como em todos os lugares de todos os países, desenvolvidos ou não. Tem trânsito louco? Tem - e andando de transporte coletivo, percebi a loucura que se abate sobre aquelas pessoas – correm, não param nas paradas, passam e fazem de conta que ninguém fez sinal para parar. Tem gente mal educada? Tem – o que acho o cúmulo alguém conseguir ter mau humor em frente a tanta beleza natural, mas, isso é de cada um. Enfim, lá tem tudo o que tem em todo lugar, mas, Deus foi generoso demais com a geografia, com a paisagem, com o céu, o mar, enfim, com o Estado inteiro. Eu fiquei encantada com tudo. Eu sei que, como turista, fechei os olhos para as coisas não legais do Rio, mas, as diferenças misturadas tornam aquele lugar único e inigualável. Até me empolguei quando voltei a Porto Alegre e disse que queria morar lá; mas, depois da poeira assentar, me dei conta que meu lugar é aqui e, essas novas cidades a serem descobertas, serão apenas lembranças e experiências legais de serem vividas e absorvidas. O Rio é lindo. O Rio é 10. O Rio deve ser visitado, curtido, amado. Pretendo voltar, com tempo para conhecer mais lugares, ter mais contato com os cariocas e me jogar naquele mar imenso de águas azuis e ondas brancas, como as nuvens que cobrem aquele céu. Enfim, minha Páscoa foi diferente, pois não estava nos meus planos viajar para a Cidade Maravilhosa e, hoje, posso dizer que me senti um pouco a tal Garota de Ipanema.....uma coisa mais linda, mais cheia de graça.......