Estou
lendo um livro que fala de experiências de pessoas encarnadas com o mundo espírita, pessoas que receberam avisos,
visitas, proteção. Gosto de ler esse tipo de livro, me abre um pouco mais a
mente para o que a morte reserva e me deixa menos receosa de partir – mesmo que,
lá no fundo, um medinho continue existindo, até porque, acho que o espiritismo
não tem resposta para tudo. E, lendo as histórias relatadas no livro, percebi
que também passei por esse tipo de comunicação, por duas vezes. Minha avó
desencarnou em 1992, depois de ter ficado um bom tempo hospitalizada, em coma e
recebendo visitas em horários específicos e, claro, um parente de cada vez. No dia que desencarnou eu estava lá e recebi a
notícia, fiquei abalada, mesmo sabendo que ela estaria muito melhor do que
cheia de aparelhos, remédios, picadas de agulhas, etc., doeu muito. Eu era a
primeira neta, filha e sobrinha – fui o xodó da casa por quase 03 anos - até
minha irmã nascer e, minha avó, me tratava como filha, tinha orgulho de andar
comigo para cima e para baixo, me mostrar. Bem, ela partiu e a dor se instalou.
Fiquei triste por não ter conseguido falar com ela, de não ter conseguido me
despedir. Não sei bem quanto tempo depois de ter partido, sonhei com ela e, foi
tão real, tão verdadeiro, que acordei com a sensação de que ela tinha estado
ali para me dar tchau. No sonho, eu estava sentada em frente a minha casa e,
olhando para a casa da vizinha do lado – que já havia partido também muitos
anos antes da minha avó e, de repente, uma luz clareou o pátio e as duas foram
saindo pelo portão, passaram em frente a minha casa e eu pensei: “mas, a fulana
já morreu, porque ele está com a vó?”. As duas foram passando bem devagar, a
vizinha com o braço por cima dos ombros da minha avó, como se estivesse
aconchegando, dando força para seguir e, quando chegaram à praça que tem em
frente a minha casa, pararam, viraram para mim e, minha avó, bonita, como se
nunca tivesse ficado doente, me olhou, levantou o braço esquerdo e me acenou,
me deu tchau. Comecei a chorar e, acordei aos prantos porque soube, naquele
momento, que ela também havia partido com esse pesar, de não ter podido me
dizer adeus. Veio para me mostrar que estava bem e entre amigos. Raramente
sonho com ela, mas, às vezes, quando penso nela, sinto um cheiro forte de
jasmim, sua flor preferida e sei que está por perto. Outro momento marcante foi quando perdi minha
mãe. Era Natal, 00h40min, do dia 25/12/2003, quando ela faleceu e, minha
revolta foi enorme, a dor insuportável. Era minha “ídala”, minha referência como
mulher, era guerreira, não entregava os pontos. Passou por muitos percalços,
engravidou aos 17 anos, perdeu uma filha, enfrentou doenças e as conseqüências
que elas trouxeram, sempre de cabeça erguida e dando força para quem a cercava.
Poucas vezes a vi reclamar, se queixar da vida, chorar. Estava sempre de alto
astral, sempre pronta para a gargalhada, sempre disposta para os netos que tanto
amava. Mas, ela partiu. E, mais uma vez, me vi sem chão. E, de tanto querer
saber se estava bem, onde estava, com quem estava, sonhei com ela e, no sonho,
estava como aparece em uma foto quando tinha 17 anos, jovem, bonita, perfeita;
me recebeu toda sorridente e me mostrou o lugar. As casas todas de tijolinhos à
vista e com algumas partes pintadas de amarelo bem clarinho, não havia cercas,
apenas árvores enormes que pareciam delimitar o espaço entre elas; muitas
pessoas velhinhas – entre elas, uma senhora que chamávamos de vó e que morou
conosco, senti o cheiro do arroz com cebola que ela fazia e tudo era muito
real. Minha mãe foi me mostrando tudo, com muita calma e bom humor. Dentro da
casa onde disse morar, me mostrou os cômodos e perguntei se havia um quarto para
mim; ela me olhou e disse que ainda não era hora de eu ir para lá, era cedo
demais. Acordei chorando, claro. Mas, depois, percebi que ela respondeu ao meu
chamado, as minhas perguntas; veio me mostrar que estava bem e que tinha se
recuperado de tudo o que passou nesse plano. Sempre que sonho com ela, a vejo
exatamente como na primeira vez que sonhei e, dentro do meu coração, espero que
ela realmente esteja bem e em paz. Que receba sempre nosso amor, nossa saudade
e nossa oração. Ela foi um anjo em minha vida e me ensinou a ser a pessoa que
sou hoje: forte, destemida, guerreira e feliz comigo mesma. A saudade é eterna
mas os momentos que passamos juntas, nunca serão apagados; esses momentos são o
combustível que me leva nessa caminhada até nos reencontramos novamente na eternidade.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Sonhos Reais
Estou
lendo um livro que fala de experiências de pessoas encarnadas com o mundo espírita, pessoas que receberam avisos,
visitas, proteção. Gosto de ler esse tipo de livro, me abre um pouco mais a
mente para o que a morte reserva e me deixa menos receosa de partir – mesmo que,
lá no fundo, um medinho continue existindo, até porque, acho que o espiritismo
não tem resposta para tudo. E, lendo as histórias relatadas no livro, percebi
que também passei por esse tipo de comunicação, por duas vezes. Minha avó
desencarnou em 1992, depois de ter ficado um bom tempo hospitalizada, em coma e
recebendo visitas em horários específicos e, claro, um parente de cada vez. No dia que desencarnou eu estava lá e recebi a
notícia, fiquei abalada, mesmo sabendo que ela estaria muito melhor do que
cheia de aparelhos, remédios, picadas de agulhas, etc., doeu muito. Eu era a
primeira neta, filha e sobrinha – fui o xodó da casa por quase 03 anos - até
minha irmã nascer e, minha avó, me tratava como filha, tinha orgulho de andar
comigo para cima e para baixo, me mostrar. Bem, ela partiu e a dor se instalou.
Fiquei triste por não ter conseguido falar com ela, de não ter conseguido me
despedir. Não sei bem quanto tempo depois de ter partido, sonhei com ela e, foi
tão real, tão verdadeiro, que acordei com a sensação de que ela tinha estado
ali para me dar tchau. No sonho, eu estava sentada em frente a minha casa e,
olhando para a casa da vizinha do lado – que já havia partido também muitos
anos antes da minha avó e, de repente, uma luz clareou o pátio e as duas foram
saindo pelo portão, passaram em frente a minha casa e eu pensei: “mas, a fulana
já morreu, porque ele está com a vó?”. As duas foram passando bem devagar, a
vizinha com o braço por cima dos ombros da minha avó, como se estivesse
aconchegando, dando força para seguir e, quando chegaram à praça que tem em
frente a minha casa, pararam, viraram para mim e, minha avó, bonita, como se
nunca tivesse ficado doente, me olhou, levantou o braço esquerdo e me acenou,
me deu tchau. Comecei a chorar e, acordei aos prantos porque soube, naquele
momento, que ela também havia partido com esse pesar, de não ter podido me
dizer adeus. Veio para me mostrar que estava bem e entre amigos. Raramente
sonho com ela, mas, às vezes, quando penso nela, sinto um cheiro forte de
jasmim, sua flor preferida e sei que está por perto. Outro momento marcante foi quando perdi minha
mãe. Era Natal, 00h40min, do dia 25/12/2003, quando ela faleceu e, minha
revolta foi enorme, a dor insuportável. Era minha “ídala”, minha referência como
mulher, era guerreira, não entregava os pontos. Passou por muitos percalços,
engravidou aos 17 anos, perdeu uma filha, enfrentou doenças e as conseqüências
que elas trouxeram, sempre de cabeça erguida e dando força para quem a cercava.
Poucas vezes a vi reclamar, se queixar da vida, chorar. Estava sempre de alto
astral, sempre pronta para a gargalhada, sempre disposta para os netos que tanto
amava. Mas, ela partiu. E, mais uma vez, me vi sem chão. E, de tanto querer
saber se estava bem, onde estava, com quem estava, sonhei com ela e, no sonho,
estava como aparece em uma foto quando tinha 17 anos, jovem, bonita, perfeita;
me recebeu toda sorridente e me mostrou o lugar. As casas todas de tijolinhos à
vista e com algumas partes pintadas de amarelo bem clarinho, não havia cercas,
apenas árvores enormes que pareciam delimitar o espaço entre elas; muitas
pessoas velhinhas – entre elas, uma senhora que chamávamos de vó e que morou
conosco, senti o cheiro do arroz com cebola que ela fazia e tudo era muito
real. Minha mãe foi me mostrando tudo, com muita calma e bom humor. Dentro da
casa onde disse morar, me mostrou os cômodos e perguntei se havia um quarto para
mim; ela me olhou e disse que ainda não era hora de eu ir para lá, era cedo
demais. Acordei chorando, claro. Mas, depois, percebi que ela respondeu ao meu
chamado, as minhas perguntas; veio me mostrar que estava bem e que tinha se
recuperado de tudo o que passou nesse plano. Sempre que sonho com ela, a vejo
exatamente como na primeira vez que sonhei e, dentro do meu coração, espero que
ela realmente esteja bem e em paz. Que receba sempre nosso amor, nossa saudade
e nossa oração. Ela foi um anjo em minha vida e me ensinou a ser a pessoa que
sou hoje: forte, destemida, guerreira e feliz comigo mesma. A saudade é eterna
mas os momentos que passamos juntas, nunca serão apagados; esses momentos são o
combustível que me leva nessa caminhada até nos reencontramos novamente na eternidade.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Nossos Monstros

Ontem
fui a uma palestra espírita e, a pessoa que palestrou, tinha uma energia e uma
positividade tão boas que envolveu a todos, de tal maneira, que ninguém sentiu
a hora passar. Percebi que o espiritismo não é formado somente por pessoas
sérias, que falam pausadamente e nos passam mensagens de fé e esperança – isso o
palestrante também fez, claro, mas, de uma maneira solta, leve e engraçada. O tema
foi interessante, porque ele conseguiu fazer um parâmetro entre nossos monstros
reais e a animação Monstros S.A. – onde a cidade dos monstros existe porque é
mantida pelo grito de susto das crianças, que têm na porta de seus roupeiros
uma ligação direta com a cidade assustadora. Na verdade, seriam os tão falados
e conhecidos “bichos-papães” (espero ter escrito de maneira correta), que
parecem estar sempre à espreita, esperando o momento certo para pular a nossa
frente e nos fazer tremer de medo. Sou totalmente leiga, mas, acho que o
espiritismo é uma forma de aplacar nossas dores, perdas e dúvidas; as leituras
nos fazem sentir que ainda existe esperança e ninguém está aqui por acaso; tudo
tem um sentido, um objetivo. Nossos “monstros”, segundo ele, ficam no nosso
perispírito**, como se fossem um carimbo de tudo o que fizemos e levaremos isso em
todas as nossas reencarnações – foi assim que entendi. No meu simplório conhecimento,
esses monstros ficam guardados em algum lugar do nosso cérebro que, imagino
fantasiosamente, seja feito de muitas caixinhas organizadas em ordem alfabética
e coloridas conforme o tema e, claro, esses tais monstros devem ficar na
caixinha com a letra M, de cor vermelha e escrita em Arial 12 (rsrsrsrsrsrsrs).
Mas, se temos esse conhecimento de que esses monstros existem, devemos tentar descobrir,
entender e resolver alguns, aqueles que mais incomodam ou nos prejudicam, para
numa próxima encarnação voltarmos mais leves e com menos pesares. Estou
adorando participar desses encontros, me sinto mais fortalecida, menos ansiosa
e começando a redescobrir minha esperança, minha fé. Sei que é preciso muito
mais que palestras para que nosso mundo melhore, mas, se nossa oração se
fortalece e encontra mais e mais pessoas dispostas a unir as forças do coração
para irradiar uma energia melhor, certamente, aos poucos, o dia-a-dia pode
ficar fácil de ser vivido e a compreensão do outro pode ser maior. Deus está em
todos os lugares porque nossa fé nos faz pensar assim, mas, nunca o vimos,
nunca encontramos com Ele, então, o amor também não é visto, não é “tocável”,
porque não praticá-lo todos os dias, sem duvidar de sua força? Uma ótima
leitura e espero não ter escrito nenhuma bobagem. Apenas segui meu coração.
**(Perispírito é o nome dado por Allan Kardec ao elo de
ligação entre o Espírito e o corpo físico. Quando o Espírito está desencarnado,
é o perispírito que lhe serve como meio de manifestação. É o que o Apóstolo Paulo
chamava de corpo espiritual -I Coríntios,XV,44
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Amigos para Sempre
terça-feira, 9 de abril de 2013
Sendo Confundida na Rua
Outro dia, aconteceu algo comigo – na hora
achei engraçado, mas, depois, pensando friamente, vi que dei mole para o azar.
Bem, estava no centro com uma amiga minha, caminhando – ou melhor, tentando me
equilibrar nas calçadas podres para não me estatelar no chão, quando uma moça
veio em minha
direção, mexendo no celular e, de repente, levantou a cabeça, me olhou, voltou
ao celular e, parece que teve um clic, me olhou de novo, veio toda sorridente,
me abraçou, beijou a bochecha e disse: "oi, tudo bom???".....Eu, com
cara de abobada, respondi: "tudo e contigo?"....Ela resmungou algo e
continuou andando. Virei prá trás e ela seguiu a passos largos, sem olhar na
minha direção. Olhei para minha amiga que, com cara de muito entendida de minha
pessoa, disse: “tu não conhece, né?”...Começamos a rir e disse que não tinha a
mínima idéia de quem era aquela moça, o rosto dela não me era familiar e, pior,
nem uma vaga idéia de que algum dia havia cruzado com ela em outro momento
qualquer. Mas, o pior de tudo, é que pelo jeito que ela saiu rapidinho, se deu
conta que havia me confundido com alguém conhecido e, ficou tão abestada quanto
eu, afinal, o mico foi dela, não é??? Depois, fiquei pensando que é muito fácil
a pessoa nos abordar na rua, nos envolver e nos assaltar, como lemos às vezes
e, com aquela segurança idiota de que nunca acontecerá conosco, desdenhar da pessoa
que se deixou enganar por um larápio qualquer. E, viajando mais ainda na minha
teoria, eu poderia ter sido assaltada, esfaqueada, estuprada (menos,
né....kkkk), pois, dei muito mole, fiquei sem ação e permiti a aproximação....O
mundo atual está muito louco, algumas pessoas muito estressadas e outras,
totalmente desavisadas dessa doideira toda... Nossa atenção precisa estar a
mil, sempre ligada a cada nova investida pelas ruas dessas cidades desprotegidas
de segurança e humanidade. Tenho que ficar alerta, mesmo que isso me deixe
cansada no final do dia, onde só posso relaxar dentro do meu lar – por enquanto.....
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Páscoa na Cidade Maravilhosa
Olá, só prá avisar: não
matei meu blog, só dei um tempo para ele e para mim. As idéias não surgem a
todo momento e, mesmo que apareçam e me encham de inspiração, não é fácil
passar tudo para o papel e fazer o outro entender o verdadeiro sentido do que
queremos dizer. Mas, vou escrever sobre um lugar fácil, onde as imagens podem
ser criadas no nosso consciente e vividas, mesmo que não tenhamos estado por lá:
Rio de Janeiro. Gente, passei a Páscoa naquela cidade, com uma grande amiga e a
filha dela e, com todas as letras garrafais - ME APAIXONEI. Sempre fui muito
relutante em conhecer o Rio, nunca me chamou atenção toda aquela beleza cantada
aos 04 ventos por brasileiros e turistas vindos de todas as partes do mundo. E,
hoje, humildemente, me rendo a todo aquele encantamento. Tem violência? Tem - como
em todos os lugares de todos os países, desenvolvidos ou não. Tem trânsito louco?
Tem - e andando de transporte coletivo, percebi a loucura que se abate sobre
aquelas pessoas – correm, não param nas paradas, passam e fazem de conta que
ninguém fez sinal para parar. Tem gente mal educada? Tem – o que acho o cúmulo
alguém conseguir ter mau humor em frente a tanta beleza natural, mas, isso é de
cada um. Enfim, lá tem tudo o que tem em todo lugar, mas, Deus foi generoso
demais com a geografia, com a paisagem, com o céu, o mar, enfim, com o Estado
inteiro. Eu fiquei encantada com tudo. Eu sei que, como turista, fechei os
olhos para as coisas não legais do Rio, mas, as diferenças misturadas tornam
aquele lugar único e inigualável. Até me empolguei quando voltei a Porto Alegre
e disse que queria morar lá; mas, depois da poeira assentar, me dei conta que meu
lugar é aqui e, essas novas cidades a serem descobertas, serão apenas
lembranças e experiências legais de serem vividas e absorvidas. O Rio é lindo. O
Rio é 10. O Rio deve ser visitado, curtido, amado. Pretendo voltar, com tempo
para conhecer mais lugares, ter mais contato com os cariocas e me jogar naquele
mar imenso de águas azuis e ondas brancas, como as nuvens que cobrem aquele
céu. Enfim, minha Páscoa foi diferente, pois não estava nos meus planos viajar
para a Cidade Maravilhosa e, hoje, posso dizer que me senti um pouco a tal
Garota de Ipanema.....uma coisa mais linda, mais cheia de graça.......
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Férias, sua lindona!!!!

Férias. Uma palavra tão pequena que causa uma grande comoção
em nosso interior. Que sejam 10, 15, 20, 30 dias...não importa. O que vale é
sair da rotina diária de acordar no mesmo horário, de pensar na roupa que vai
vestir ou, a que combine melhor com o teu humor, pegar o ônibus, chegar no
trabalho e ficar o dia tentando ser simpática com pessoas que não fazem o menor
sentido na tua vida. O que vale a pena, na verdade, são as poucas que te
proporcionam momentos de relaxamento, de gargalhadas e tiradas legais e,
infelizmente, em um grupo de quase 100 pessoas, é triste a gente poder contar
nos dedos das mãos essas poucas que nos dão prazer estar ao lado. Porque,
quanto mais o dia de sair se aproxima, mais preguiçosos e ansiosos ficamos? Eu,
particularmente, fico hiperativa....quero tudo correndo, tudo prá já e, meu
trabalho que fique pendurado: tô saindo de férias mesmo....rsrsrsrs. Férias,
para mim, é sinal de relaxamento, de desligamento total das funções do
dia-a-dia e, mesmo que eu fique em casa, que não viaje para lugar nenhum, me
sinto livre, totalmente largada e com plenas posses do meu tempo. Adoro estar
em casa, me sinto segura, aconchegada, ligada na TV, conectada a Internet. O
bom é isso: o tempo é meu, ninguém vai cuidar a hora que chego ou a hora que
vou sair, ninguém vai riscar o meu ponto por ter atrasado 10 ou 15 minutos,
ninguém vai poder me cobrar nada, pois esse tempo é meu, vou passar comigo
mesma e curtir minha companhia. Férias. Uma palavra tão pequena que deixa meu universo de prazer tão sem
tamanho definido.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Começando Meu Ano
Fui na procissão de Navegantes, no dia 02 e, com um
sentimento que sempre toma conta do meu coração, me senti emocionada, me senti
tocada por aquela imagem que mexe com o mais profundo de nossa alma, nos passa
uma força, uma segurança, uma fé, incomparáveis com qualquer tipo de coisa que
possamos já ter vivido. E, acompanhando aquele cortejo, composto por milhares
de fiéis, senti que, para mim, 2013 estava começando exatamente naquela data:
02 de fevereiro. Incrível isso de acreditarmos em algo que não vemos, que não tocamos,
mas, que nos faz sentir que alguém/algo olha por nós, que alguém/algo toca
nosso coração, zela nossos passos. Mesmo depois de tantos anos de acompanhamento,
ainda me caem lágrimas a cada vez que olho para aquela imagem altiva e com um
olhar meigo, me sinto amparada, me lembro de muitas coisas e de pessoas que
foram importantes para mim. Principalmente, da minha mãe. Ela foi a responsável
por despertar em nós essa fé, esse amor; ela nos mostrou, sempre, que orar é chegar
mais perto de uma força maior, é ter o coração afagado, o olhar iluminado e os
passos bem conduzidos. Sempre peço força para encarar o dia-a-dia e todas as complicações
que ele possa trazer com ele; sempre peço saúde para que as pessoas que me cercam
possam estar ao meu lado por muitos anos ainda; sempre peço que eu esteja
aberta a novas provas que se apresentem; sempre agradeço por tudo o que tenho.
Agradeço por ter um pai que, no alto de seus 80 anos, está cheio de saúde, com
vontade de viver, de curtir a vida junto com os amigos no baile, nos jantares e
onde mais possam se reunir. Agradeço por ter uma família que está sempre junto,
correndo atrás do que quer, do que necessita e, mesmo assim, tem tempo para o
chimarrão, para o bate-papo ou, para, apenas ficar junto. Agradeço por ter
amigos e colegas que fazem meu dia menos estressante, menos sem graça, porque
sei que, também para eles, não é fácil encarar um bando de malucos que invade
nossa “casa” por 04 anos e tentam nos enlouquecer, criando regras e palhaçadas
que só prejudicam a quem ficará aqui. Agradeço por ter um lugar aconchegante
para me refugiar, me esconder, divagar, sonhar e me sentir confortada quando
volto para casa. Agradeço por ter um cachorro que conquistou meu coração, meu
espaço e é o meu bebê. Agradeço por tantas coisas que, às vezes, acho que
confundo meus santinhos, mas, no fundo, sei que eles me entendem e atendem
sempre que recorro a eles. Quando vou à procissão, meu único objetivo é orar e
agradecer por tudo e, nesse ano, não foi diferente; mas, pedi uma bênção especial
para minha sobrinha que está grávida de um menino. Pedi muito para que a gestação
continue tranqüila, que o parto seja simples e, que esse baby, nasça saudável,
que seja muito bem recebido, que seja o elo de muito mais união na família.
Mas, também pedi perdão por ter reagido tão mal à notícia dessa gravidez, pedi
perdão por ter me afastado, por não ter, ainda, aberto meu coração. Isso vai
ocorrer. Logo. Amo demais aquela menina-mulher, somos cúmplices, quase mãe e
filha, então, é só uma questão de tempo para que nos reaproximemos e as coisas
se iluminem de forma positiva. Minhas orações não se restringem a participar da
procissão; minhas orações fazem parte da minha vida, do meu dia e me tornam
forte, guerreira e com vontade de viver cada vez mais momentos como esse, de fé
e devoção. Agradeço, também, por ainda ter saúde e força para participar desse
momento único de amor coletivo.
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