quinta-feira, 11 de abril de 2013

Amigos para Sempre

Amigos são partes de nós, são pessoas que agregamos por compatibilidade e/ou  cumplicidade,  por que,  ao longo do caminho percorrido, nos descobrimos próximos dessas pessoas, elas fazem parte de um círculo mínimo onde só entra quem permitirmos. E, nesse momento onde o egoísmo faz parte desse mundo louco em que vivemos, manter uma amizade por 05 anos é um milagre e, por mais de 30, um luxo total. Graças a Deus, me incluo na categoria “luxo total”. Tenho amigos que trago comigo desde muito tempo: de infância, de escola, de trabalho. Os de escola, re-encontrei no famoso facebook; os de infância,  mantenho contato e troco idéias; os de trabalho, em número maior, se tornaram uma extensão da minha família, os laços são fortes, onde não precisamos estar juntos todos o tempo para estarmos presentes. É a amizade onde um simples telefone já denuncia nossa tristeza, alegria, euforia; um torpedo pode ser interpretado de maneira certeira; a ausência de notícias faz a presença tornar-se muito mais rápida e reconfortante e, muitas vezes, já vem com o melhor conselho antes mesmo de pedirmos. Posso contar nos dedos esses verdadeiros amigos e, depois de ter tido um mês meio louco com uma amiga minha, já que ela resolveu surtar com algumas coisas que estavam acontecendo, percebi que um amigo é aquele que vai sempre nos pedir ajuda, vai sempre derramar sobre nós sua raiva, seus temores, suas dores de amor e, vamos estar ali, ouvindo, prestando atenção nos detalhes, observando para, no momento certo, falarmos – não aquilo que querem ouvir, mas, o que estamos tirando daquele momento, daquela narrativa. Amigo que é amigo segura no peito a dor do outro, dá todo o apoio, oferece o ombro, mas, fala a verdade, chama à realidade, mostra o caminho a seguir e, sinceramente, não espera que o outro siga por ele, mas, sabe que passou uma possível escolha e que esse amigo saiba que ele vai estar sempre ali, pronto para chorar com ele, rir das suas bobagens, virar “vida loca” junto com ele, mesmo pagando altos micos e se fazendo passar por maluco. No final, o que vale mesmo, é saber que todo teu esforço em ajudar e todo carinho doado com amor, tem um reconhecimento em palavras sinceras e profundas, como essas que recebi de uma grande amiga e irmã, de muitos e muitos e muitos anos: “obrigada pelo carinho que tu tem me dado nestes dias. Eu tenho plena noção que não perdi meu amor, graças ao teu amor!” Pode existir declaração de amor mais linda que essa? Só posso agradecer a Deus por ter uma pessoa tão especial na minha vida, que sempre me apoiou e dividiu momentos tristes e, também, divertidos comigo. Ah, e para quem achar que somos um casal, não somos....gostamos da mesma fruta: homem – também se fôssemos, não teria vergonha de dizer. Somos parceiras de alma. Só isso!!!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Sendo Confundida na Rua



Outro dia, aconteceu algo comigo – na hora achei engraçado, mas, depois, pensando friamente, vi que dei mole para o azar. Bem, estava no centro com uma amiga minha, caminhando – ou melhor, tentando me equilibrar nas calçadas podres para não me estatelar no chão, quando uma moça veio em minha direção, mexendo no celular e, de repente, levantou a cabeça, me olhou, voltou ao celular e, parece que teve um clic, me olhou de novo, veio toda sorridente, me abraçou, beijou a bochecha e disse: "oi, tudo bom???".....Eu, com cara de abobada, respondi: "tudo e contigo?"....Ela resmungou algo e continuou andando. Virei prá trás e ela seguiu a passos largos, sem olhar na minha direção. Olhei para minha amiga que, com cara de muito entendida de minha pessoa, disse: “tu não conhece, né?”...Começamos a rir e disse que não tinha a mínima idéia de quem era aquela moça, o rosto dela não me era familiar e, pior, nem uma vaga idéia de que algum dia havia cruzado com ela em outro momento qualquer. Mas, o pior de tudo, é que pelo jeito que ela saiu rapidinho, se deu conta que havia me confundido com alguém conhecido e, ficou tão abestada quanto eu, afinal, o mico foi dela, não é??? Depois, fiquei pensando que é muito fácil a pessoa nos abordar na rua, nos envolver e nos assaltar, como lemos às vezes e, com aquela segurança idiota de que nunca acontecerá conosco, desdenhar da pessoa que se deixou enganar por um larápio qualquer. E, viajando mais ainda na minha teoria, eu poderia ter sido assaltada, esfaqueada, estuprada (menos, né....kkkk), pois, dei muito mole, fiquei sem ação e permiti a aproximação....O mundo atual está muito louco, algumas pessoas muito estressadas e outras, totalmente desavisadas dessa doideira toda... Nossa atenção precisa estar a mil, sempre ligada a cada nova investida pelas ruas dessas cidades desprotegidas de segurança e humanidade. Tenho que ficar alerta, mesmo que isso me deixe cansada no final do dia, onde só posso relaxar dentro do meu lar – por enquanto.....

 

 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Páscoa na Cidade Maravilhosa


Olá, só prá avisar: não matei meu blog, só dei um tempo para ele e para mim. As idéias não surgem a todo momento e, mesmo que apareçam e me encham de inspiração, não é fácil passar tudo para o papel e fazer o outro entender o verdadeiro sentido do que queremos dizer. Mas, vou escrever sobre um lugar fácil, onde as imagens podem ser criadas no nosso consciente e vividas, mesmo que não tenhamos estado por lá: Rio de Janeiro. Gente, passei a Páscoa naquela cidade, com uma grande amiga e a filha dela e, com todas as letras garrafais - ME APAIXONEI. Sempre fui muito relutante em conhecer o Rio, nunca me chamou atenção toda aquela beleza cantada aos 04 ventos por brasileiros e turistas vindos de todas as partes do mundo. E, hoje, humildemente, me rendo a todo aquele encantamento. Tem violência? Tem - como em todos os lugares de todos os países, desenvolvidos ou não. Tem trânsito louco? Tem - e andando de transporte coletivo, percebi a loucura que se abate sobre aquelas pessoas – correm, não param nas paradas, passam e fazem de conta que ninguém fez sinal para parar. Tem gente mal educada? Tem – o que acho o cúmulo alguém conseguir ter mau humor em frente a tanta beleza natural, mas, isso é de cada um. Enfim, lá tem tudo o que tem em todo lugar, mas, Deus foi generoso demais com a geografia, com a paisagem, com o céu, o mar, enfim, com o Estado inteiro. Eu fiquei encantada com tudo. Eu sei que, como turista, fechei os olhos para as coisas não legais do Rio, mas, as diferenças misturadas tornam aquele lugar único e inigualável. Até me empolguei quando voltei a Porto Alegre e disse que queria morar lá; mas, depois da poeira assentar, me dei conta que meu lugar é aqui e, essas novas cidades a serem descobertas, serão apenas lembranças e experiências legais de serem vividas e absorvidas. O Rio é lindo. O Rio é 10. O Rio deve ser visitado, curtido, amado. Pretendo voltar, com tempo para conhecer mais lugares, ter mais contato com os cariocas e me jogar naquele mar imenso de águas azuis e ondas brancas, como as nuvens que cobrem aquele céu. Enfim, minha Páscoa foi diferente, pois não estava nos meus planos viajar para a Cidade Maravilhosa e, hoje, posso dizer que me senti um pouco a tal Garota de Ipanema.....uma coisa mais linda, mais cheia de graça.......

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Férias, sua lindona!!!!


Férias. Uma palavra tão pequena que causa uma grande comoção em nosso interior. Que sejam 10, 15, 20, 30 dias...não importa. O que vale é sair da rotina diária de acordar no mesmo horário, de pensar na roupa que vai vestir ou, a que combine melhor com o teu humor, pegar o ônibus, chegar no trabalho e ficar o dia tentando ser simpática com pessoas que não fazem o menor sentido na tua vida. O que vale a pena, na verdade, são as poucas que te proporcionam momentos de relaxamento, de gargalhadas e tiradas legais e, infelizmente, em um grupo de quase 100 pessoas, é triste a gente poder contar nos dedos das mãos essas poucas que nos dão prazer estar ao lado. Porque, quanto mais o dia de sair se aproxima, mais preguiçosos e ansiosos ficamos? Eu, particularmente, fico hiperativa....quero tudo correndo, tudo prá já e, meu trabalho que fique pendurado: tô saindo de férias mesmo....rsrsrsrs. Férias, para mim, é sinal de relaxamento, de desligamento total das funções do dia-a-dia e, mesmo que eu fique em casa, que não viaje para lugar nenhum, me sinto livre, totalmente largada e com plenas posses do meu tempo. Adoro estar em casa, me sinto segura, aconchegada, ligada na TV, conectada a Internet. O bom é isso: o tempo é meu, ninguém vai cuidar a hora que chego ou a hora que vou sair, ninguém vai riscar o meu ponto por ter atrasado 10 ou 15 minutos, ninguém vai poder me cobrar nada, pois esse tempo é meu, vou passar comigo mesma e curtir minha companhia. Férias. Uma palavra tão pequena  que deixa meu universo de prazer tão sem tamanho definido.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Começando Meu Ano

Fui na procissão de Navegantes, no dia 02 e, com um sentimento que sempre toma conta do meu coração, me senti emocionada, me senti tocada por aquela imagem que mexe com o mais profundo de nossa alma, nos passa uma força, uma segurança, uma fé, incomparáveis com qualquer tipo de coisa que possamos já ter vivido. E, acompanhando aquele cortejo, composto por milhares de fiéis, senti que, para mim, 2013 estava começando exatamente naquela data: 02 de fevereiro. Incrível isso de acreditarmos em algo que não vemos, que não tocamos, mas, que nos faz sentir que alguém/algo olha por nós, que alguém/algo toca nosso coração, zela nossos passos. Mesmo depois de tantos anos de acompanhamento, ainda me caem lágrimas a cada vez que olho para aquela imagem altiva e com um olhar meigo, me sinto amparada, me lembro de muitas coisas e de pessoas que foram importantes para mim. Principalmente, da minha mãe. Ela foi a responsável por despertar em nós essa fé, esse amor;  ela nos mostrou, sempre, que orar é chegar mais perto de uma força maior, é ter o coração afagado, o olhar iluminado e os passos bem conduzidos. Sempre peço força para encarar o dia-a-dia e todas as complicações que ele possa trazer com ele; sempre peço saúde para que as pessoas que me cercam possam estar ao meu lado por muitos anos ainda; sempre peço que eu esteja aberta a novas provas que se apresentem; sempre agradeço por tudo o que tenho. Agradeço por ter um pai que, no alto de seus 80 anos, está cheio de saúde, com vontade de viver, de curtir a vida junto com os amigos no baile, nos jantares e onde mais possam se reunir. Agradeço por ter uma família que está sempre junto, correndo atrás do que quer, do que necessita e, mesmo assim, tem tempo para o chimarrão, para o bate-papo ou, para, apenas ficar junto. Agradeço por ter amigos e colegas que fazem meu dia menos estressante, menos sem graça, porque sei que, também para eles, não é fácil encarar um bando de malucos que invade nossa “casa” por 04 anos e tentam nos enlouquecer, criando regras e palhaçadas que só prejudicam a quem ficará aqui. Agradeço por ter um lugar aconchegante para me refugiar, me esconder, divagar, sonhar e me sentir confortada quando volto para casa. Agradeço por ter um cachorro que conquistou meu coração, meu espaço e é o meu bebê. Agradeço por tantas coisas que, às vezes, acho que confundo meus santinhos, mas, no fundo, sei que eles me entendem e atendem sempre que recorro a eles. Quando vou à procissão, meu único objetivo é orar e agradecer por tudo e, nesse ano, não foi diferente; mas, pedi uma bênção especial para minha sobrinha que está grávida de um menino. Pedi muito para que a gestação continue tranqüila, que o parto seja simples e, que esse baby, nasça saudável, que seja muito bem recebido, que seja o elo de muito mais união na família. Mas, também pedi perdão por ter reagido tão mal à notícia dessa gravidez, pedi perdão por ter me afastado, por não ter, ainda, aberto meu coração. Isso vai ocorrer. Logo. Amo demais aquela menina-mulher, somos cúmplices, quase mãe e filha, então, é só uma questão de tempo para que nos reaproximemos e as coisas se iluminem de forma positiva. Minhas orações não se restringem a participar da procissão; minhas orações fazem parte da minha vida, do meu dia e me tornam forte, guerreira e com vontade de viver cada vez mais momentos como esse, de fé e devoção. Agradeço, também, por ainda ter saúde e força para participar desse momento único de amor coletivo.       

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Dor em Todo o País

Faz  mais de 01 mês que escrevi algo nesse blog e, nesse mês, aconteceram muitas coisas; parece que janeiro de 2013 quer ser um ano que já começou de maneira errada, de maneira desenfreada na vidas pessoas.  Me pergunto:  que feliz ano novo é esse onde, por fatalidade do destino ou irresponsabilidade de muitos, levou quase 300 jovens à morte em um momento que era para ser de celebração de conquistas? Que novo ano é esse onde, janeiro,  já se apresenta como o pior mês do ano? São tantas perguntas, tantas questões que ficam remoendo nosso cérebro e que, talvez, nunca sejam respondidas; são tantos interesses escusos que não sabemos onde começa a culpa de um e termina a culpa de outro. Nosso mundo não está fácil. Não está fácil conviver dia-a-dia com a impunidade de tantos bandidos, com a roubalheira deslavada de tantos políticos, com a insegurança sendo esfregada em nossas caras a cada minuto: na igreja, no supermercado, na escola, no trabalho, no transporte e, agora, em um lugar onde  a maioria vai para relaxar e, por algumas horas, esquecer o estresse que essa vida louca nos traz todos os dias. Na verdade, estamos nas mãos de muitos desconhecidos,  de pessoas que não têm preparo para cuidar da própria vida e, como disse uma amiga minha, o pensamento dela até fazia sentido, antes de tudo isso ocorrer - se o local está aberto, significa que tem toda estrutura para receber nossos filhos.  Mas, não é essa nossa realidade e, com toda essa catástrofe isso ficou provado: não há segurança em lugar nenhum, não há certeza de que voltaremos para casa quando damos tchau pela manhã, não existe contratos garantindo nosso período de vida nesse plano. Só o que nos resta é nossa fé, a esperança de que isso não se repita, o desejo de que os culpados paguem e que essas pessoas que  foram tão afoitamente retiradas do seio de suas famílias, encontrem paz e possam um dia perdoar quem criou todo esse cenário de dor, saudade e muitas lágrimas. Só vejo uma mensagem em toda essa tragédia: as pessoas pensarão muito mais antes de sair e se arriscar em um lugar que não sabem  como funciona, em um lugar onde a diversão só é importante para quem está lá para se divertir, porque, os donos, os proprietários, visam apenas o lucro, querem tudo o que puder arrecadar durante a noitada. Que tudo seja revisado, que as leis sejam aplicadas, que as exigências redobradas e as falhas punidas severamente.   Quanto as perdas, que Deus seja o alicerce nesse momento, que Ele consiga acalmar os corações de quem chora seus filhos queridos que partiram e que receba esses anjos de braços abertos, para que a dor repentina da partida seja abençoada e afagada com todo seu amor e bondade divinos. Que todos fiquem em paz!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Andando de Trem


Tenho ido de trem para o trabalho todos os dias – menos quando chove, porque ninguém merece se molhar, desviar dos guarda-chuvas alheios e tentar não ser “alagado” pelos motoristas insanos e insensíveis que passam por nós, como se o dirigir fosse o último ato mais crucial de suas toscas vidas.  Mas, percebo que existe uma cultura diferente no trem – apesar de existirem os mesmos mal-educados que têm no ônibus, na lotação, no avião. Enfim, tirando as coisas normais, as pessoas ainda têm um pouco de senso de ajuda e, quando a pessoa que conduz o trem pede, pelo auto-falante, que ao sair do trem na última estação fechem as janelas, acontece algo incrível: todos fecham as janelas. Na primeira vez que presenciei a cena, achei estranho. Juro! Ninguém discute ou se estressa; parece ser algo totalmente natural, mesmo sem o pedido do condutor. No ônibus, abre uma janela e lá vem um pentelho reclamar do vento no cabelo, de um pingo mínimo de chuva que caiu na testa ou que não gosta das impurezas que entram da rua para dentro do ônibus – essa é por minha conta....rsrsrsrrs....Até porque, em alguns casos, existem mais impurezas dentro do coletivo do que fora dele. Na lotação, ninguém quer passar um friozinho, preferem ficar sufocados, aspirando todos os germes que passam entre si, entupindo as vias nasais com aquele arremedo de ar-condicionado medonho. No trem, apesar das caras cansadas, tanto na ida quanto na volta, tem aquela sensação de que todos querem a mesma coisa, independente de estarem sentados – nos bancos ou no chão, de pé, apertados, largados nos “pole dances” cravados no meio dos vagões, todos querem chegar ao seu destino sem pressão, sem estress, curtindo seu mp3, 4, 5, etc, lendo seu livro, conversando com o vizinho do lado, observando o que se passa ao redor ou, simplesmente, curtindo a paisagem lá fora. Tem uma aura diferente quem usa o trem – isso ficou claro para mim. E, a rapidez que se chega ao destino desejado é algo: da estação que entro até a estação final (centro)  levo míseros 05 minutos. Sabem o que é isso: 05 minutos – tirando o tempo que levei para chegar até o trem, ok??? Se eu fosse de lotação, seriam 25 min, de ônibus, seriam 25 ou 30min e de carro, dependendo do trânsito naquele horário, mais ou menos o mesmo tempo.   Então, tenho que continuar indo de trem. Perco peso, ganho resistência, vejo pessoas diferentes todos os dias, aprendo de vez o que “direita” e “esquerda” e, acima de tudo isso, ainda dou uma boa poupada na grana, porque a passagem é bem mais barata que lotação ou ônibus. É isso: tô apaixonada pelo trem. Recomendo a quem nunca andou, experimentar...Vale a pena!