quinta-feira, 11 de abril de 2013
Amigos para Sempre
terça-feira, 9 de abril de 2013
Sendo Confundida na Rua
Outro dia, aconteceu algo comigo – na hora
achei engraçado, mas, depois, pensando friamente, vi que dei mole para o azar.
Bem, estava no centro com uma amiga minha, caminhando – ou melhor, tentando me
equilibrar nas calçadas podres para não me estatelar no chão, quando uma moça
veio em minha
direção, mexendo no celular e, de repente, levantou a cabeça, me olhou, voltou
ao celular e, parece que teve um clic, me olhou de novo, veio toda sorridente,
me abraçou, beijou a bochecha e disse: "oi, tudo bom???".....Eu, com
cara de abobada, respondi: "tudo e contigo?"....Ela resmungou algo e
continuou andando. Virei prá trás e ela seguiu a passos largos, sem olhar na
minha direção. Olhei para minha amiga que, com cara de muito entendida de minha
pessoa, disse: “tu não conhece, né?”...Começamos a rir e disse que não tinha a
mínima idéia de quem era aquela moça, o rosto dela não me era familiar e, pior,
nem uma vaga idéia de que algum dia havia cruzado com ela em outro momento
qualquer. Mas, o pior de tudo, é que pelo jeito que ela saiu rapidinho, se deu
conta que havia me confundido com alguém conhecido e, ficou tão abestada quanto
eu, afinal, o mico foi dela, não é??? Depois, fiquei pensando que é muito fácil
a pessoa nos abordar na rua, nos envolver e nos assaltar, como lemos às vezes
e, com aquela segurança idiota de que nunca acontecerá conosco, desdenhar da pessoa
que se deixou enganar por um larápio qualquer. E, viajando mais ainda na minha
teoria, eu poderia ter sido assaltada, esfaqueada, estuprada (menos,
né....kkkk), pois, dei muito mole, fiquei sem ação e permiti a aproximação....O
mundo atual está muito louco, algumas pessoas muito estressadas e outras,
totalmente desavisadas dessa doideira toda... Nossa atenção precisa estar a
mil, sempre ligada a cada nova investida pelas ruas dessas cidades desprotegidas
de segurança e humanidade. Tenho que ficar alerta, mesmo que isso me deixe
cansada no final do dia, onde só posso relaxar dentro do meu lar – por enquanto.....
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Páscoa na Cidade Maravilhosa
Olá, só prá avisar: não
matei meu blog, só dei um tempo para ele e para mim. As idéias não surgem a
todo momento e, mesmo que apareçam e me encham de inspiração, não é fácil
passar tudo para o papel e fazer o outro entender o verdadeiro sentido do que
queremos dizer. Mas, vou escrever sobre um lugar fácil, onde as imagens podem
ser criadas no nosso consciente e vividas, mesmo que não tenhamos estado por lá:
Rio de Janeiro. Gente, passei a Páscoa naquela cidade, com uma grande amiga e a
filha dela e, com todas as letras garrafais - ME APAIXONEI. Sempre fui muito
relutante em conhecer o Rio, nunca me chamou atenção toda aquela beleza cantada
aos 04 ventos por brasileiros e turistas vindos de todas as partes do mundo. E,
hoje, humildemente, me rendo a todo aquele encantamento. Tem violência? Tem - como
em todos os lugares de todos os países, desenvolvidos ou não. Tem trânsito louco?
Tem - e andando de transporte coletivo, percebi a loucura que se abate sobre
aquelas pessoas – correm, não param nas paradas, passam e fazem de conta que
ninguém fez sinal para parar. Tem gente mal educada? Tem – o que acho o cúmulo
alguém conseguir ter mau humor em frente a tanta beleza natural, mas, isso é de
cada um. Enfim, lá tem tudo o que tem em todo lugar, mas, Deus foi generoso
demais com a geografia, com a paisagem, com o céu, o mar, enfim, com o Estado
inteiro. Eu fiquei encantada com tudo. Eu sei que, como turista, fechei os
olhos para as coisas não legais do Rio, mas, as diferenças misturadas tornam
aquele lugar único e inigualável. Até me empolguei quando voltei a Porto Alegre
e disse que queria morar lá; mas, depois da poeira assentar, me dei conta que meu
lugar é aqui e, essas novas cidades a serem descobertas, serão apenas
lembranças e experiências legais de serem vividas e absorvidas. O Rio é lindo. O
Rio é 10. O Rio deve ser visitado, curtido, amado. Pretendo voltar, com tempo
para conhecer mais lugares, ter mais contato com os cariocas e me jogar naquele
mar imenso de águas azuis e ondas brancas, como as nuvens que cobrem aquele
céu. Enfim, minha Páscoa foi diferente, pois não estava nos meus planos viajar
para a Cidade Maravilhosa e, hoje, posso dizer que me senti um pouco a tal
Garota de Ipanema.....uma coisa mais linda, mais cheia de graça.......
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Férias, sua lindona!!!!

Férias. Uma palavra tão pequena que causa uma grande comoção
em nosso interior. Que sejam 10, 15, 20, 30 dias...não importa. O que vale é
sair da rotina diária de acordar no mesmo horário, de pensar na roupa que vai
vestir ou, a que combine melhor com o teu humor, pegar o ônibus, chegar no
trabalho e ficar o dia tentando ser simpática com pessoas que não fazem o menor
sentido na tua vida. O que vale a pena, na verdade, são as poucas que te
proporcionam momentos de relaxamento, de gargalhadas e tiradas legais e,
infelizmente, em um grupo de quase 100 pessoas, é triste a gente poder contar
nos dedos das mãos essas poucas que nos dão prazer estar ao lado. Porque,
quanto mais o dia de sair se aproxima, mais preguiçosos e ansiosos ficamos? Eu,
particularmente, fico hiperativa....quero tudo correndo, tudo prá já e, meu
trabalho que fique pendurado: tô saindo de férias mesmo....rsrsrsrs. Férias,
para mim, é sinal de relaxamento, de desligamento total das funções do
dia-a-dia e, mesmo que eu fique em casa, que não viaje para lugar nenhum, me
sinto livre, totalmente largada e com plenas posses do meu tempo. Adoro estar
em casa, me sinto segura, aconchegada, ligada na TV, conectada a Internet. O
bom é isso: o tempo é meu, ninguém vai cuidar a hora que chego ou a hora que
vou sair, ninguém vai riscar o meu ponto por ter atrasado 10 ou 15 minutos,
ninguém vai poder me cobrar nada, pois esse tempo é meu, vou passar comigo
mesma e curtir minha companhia. Férias. Uma palavra tão pequena que deixa meu universo de prazer tão sem
tamanho definido.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Começando Meu Ano
Fui na procissão de Navegantes, no dia 02 e, com um
sentimento que sempre toma conta do meu coração, me senti emocionada, me senti
tocada por aquela imagem que mexe com o mais profundo de nossa alma, nos passa
uma força, uma segurança, uma fé, incomparáveis com qualquer tipo de coisa que
possamos já ter vivido. E, acompanhando aquele cortejo, composto por milhares
de fiéis, senti que, para mim, 2013 estava começando exatamente naquela data:
02 de fevereiro. Incrível isso de acreditarmos em algo que não vemos, que não tocamos,
mas, que nos faz sentir que alguém/algo olha por nós, que alguém/algo toca
nosso coração, zela nossos passos. Mesmo depois de tantos anos de acompanhamento,
ainda me caem lágrimas a cada vez que olho para aquela imagem altiva e com um
olhar meigo, me sinto amparada, me lembro de muitas coisas e de pessoas que
foram importantes para mim. Principalmente, da minha mãe. Ela foi a responsável
por despertar em nós essa fé, esse amor; ela nos mostrou, sempre, que orar é chegar
mais perto de uma força maior, é ter o coração afagado, o olhar iluminado e os
passos bem conduzidos. Sempre peço força para encarar o dia-a-dia e todas as complicações
que ele possa trazer com ele; sempre peço saúde para que as pessoas que me cercam
possam estar ao meu lado por muitos anos ainda; sempre peço que eu esteja
aberta a novas provas que se apresentem; sempre agradeço por tudo o que tenho.
Agradeço por ter um pai que, no alto de seus 80 anos, está cheio de saúde, com
vontade de viver, de curtir a vida junto com os amigos no baile, nos jantares e
onde mais possam se reunir. Agradeço por ter uma família que está sempre junto,
correndo atrás do que quer, do que necessita e, mesmo assim, tem tempo para o
chimarrão, para o bate-papo ou, para, apenas ficar junto. Agradeço por ter
amigos e colegas que fazem meu dia menos estressante, menos sem graça, porque
sei que, também para eles, não é fácil encarar um bando de malucos que invade
nossa “casa” por 04 anos e tentam nos enlouquecer, criando regras e palhaçadas
que só prejudicam a quem ficará aqui. Agradeço por ter um lugar aconchegante
para me refugiar, me esconder, divagar, sonhar e me sentir confortada quando
volto para casa. Agradeço por ter um cachorro que conquistou meu coração, meu
espaço e é o meu bebê. Agradeço por tantas coisas que, às vezes, acho que
confundo meus santinhos, mas, no fundo, sei que eles me entendem e atendem
sempre que recorro a eles. Quando vou à procissão, meu único objetivo é orar e
agradecer por tudo e, nesse ano, não foi diferente; mas, pedi uma bênção especial
para minha sobrinha que está grávida de um menino. Pedi muito para que a gestação
continue tranqüila, que o parto seja simples e, que esse baby, nasça saudável,
que seja muito bem recebido, que seja o elo de muito mais união na família.
Mas, também pedi perdão por ter reagido tão mal à notícia dessa gravidez, pedi
perdão por ter me afastado, por não ter, ainda, aberto meu coração. Isso vai
ocorrer. Logo. Amo demais aquela menina-mulher, somos cúmplices, quase mãe e
filha, então, é só uma questão de tempo para que nos reaproximemos e as coisas
se iluminem de forma positiva. Minhas orações não se restringem a participar da
procissão; minhas orações fazem parte da minha vida, do meu dia e me tornam
forte, guerreira e com vontade de viver cada vez mais momentos como esse, de fé
e devoção. Agradeço, também, por ainda ter saúde e força para participar desse
momento único de amor coletivo. terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Dor em Todo o País
Faz mais de 01 mês que
escrevi algo nesse blog e, nesse mês, aconteceram muitas coisas; parece que
janeiro de 2013 quer ser um ano que já começou de maneira errada, de maneira
desenfreada na vidas pessoas. Me pergunto:
que feliz ano novo é esse onde, por fatalidade
do destino ou irresponsabilidade de muitos, levou quase 300 jovens à morte em
um momento que era para ser de celebração de conquistas? Que novo ano é esse onde,
janeiro, já se apresenta como o pior mês
do ano? São tantas perguntas, tantas questões que ficam remoendo nosso cérebro
e que, talvez, nunca sejam respondidas; são tantos interesses escusos que não
sabemos onde começa a culpa de um e termina a culpa de outro. Nosso mundo não
está fácil. Não está fácil conviver dia-a-dia com a impunidade de tantos bandidos,
com a roubalheira deslavada de tantos políticos, com a insegurança sendo
esfregada em nossas caras a cada minuto: na igreja, no supermercado, na escola,
no trabalho, no transporte e, agora, em um lugar onde a maioria vai para relaxar e, por algumas
horas, esquecer o estresse que essa vida louca nos traz todos os dias. Na
verdade, estamos nas mãos de muitos desconhecidos, de pessoas que não têm preparo para cuidar da
própria vida e, como disse uma amiga minha, o pensamento dela até fazia
sentido, antes de tudo isso ocorrer - se o local está aberto, significa que tem
toda estrutura para receber nossos filhos. Mas, não é essa nossa realidade e, com toda
essa catástrofe isso ficou provado: não há segurança em lugar nenhum, não há certeza
de que voltaremos para casa quando damos tchau pela manhã, não existe contratos
garantindo nosso período de vida nesse plano. Só o que nos resta é nossa fé, a
esperança de que isso não se repita, o desejo de que os culpados paguem e que
essas pessoas que foram tão afoitamente
retiradas do seio de suas famílias, encontrem paz e possam um dia perdoar quem
criou todo esse cenário de dor, saudade e muitas lágrimas. Só vejo uma mensagem
em toda essa tragédia: as pessoas pensarão muito mais antes de sair e se
arriscar em um lugar que não sabem como
funciona, em um lugar onde a diversão só é importante para quem está lá para se
divertir, porque, os donos, os proprietários, visam apenas o lucro, querem tudo
o que puder arrecadar durante a noitada. Que tudo seja revisado, que as leis sejam
aplicadas, que as exigências redobradas e as falhas punidas severamente. Quanto
as perdas, que Deus seja o alicerce nesse momento, que Ele consiga acalmar os
corações de quem chora seus filhos queridos que partiram e que receba esses
anjos de braços abertos, para que a dor repentina da partida seja abençoada e
afagada com todo seu amor e bondade divinos. Que todos fiquem em paz! segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Andando de Trem

Tenho ido de trem para o trabalho todos os dias – menos
quando chove, porque ninguém merece se molhar, desviar dos guarda-chuvas
alheios e tentar não ser “alagado” pelos motoristas insanos e insensíveis que
passam por nós, como se o dirigir fosse o último ato mais crucial de suas
toscas vidas. Mas, percebo que existe
uma cultura diferente no trem – apesar de existirem os mesmos mal-educados que
têm no ônibus, na lotação, no avião. Enfim, tirando as coisas normais, as
pessoas ainda têm um pouco de senso de ajuda e, quando a pessoa que conduz o
trem pede, pelo auto-falante, que ao sair do trem na última estação fechem as
janelas, acontece algo incrível: todos fecham as janelas. Na primeira vez que
presenciei a cena, achei estranho. Juro! Ninguém discute ou se estressa; parece
ser algo totalmente natural, mesmo sem o pedido do condutor. No ônibus, abre
uma janela e lá vem um pentelho reclamar do vento no cabelo, de um pingo mínimo
de chuva que caiu na testa ou que não gosta das impurezas que entram da rua
para dentro do ônibus – essa é por minha conta....rsrsrsrrs....Até porque, em
alguns casos, existem mais impurezas dentro do coletivo do que fora dele. Na
lotação, ninguém quer passar um friozinho, preferem ficar sufocados, aspirando
todos os germes que passam entre si, entupindo as vias nasais com aquele
arremedo de ar-condicionado medonho. No trem, apesar das caras cansadas, tanto
na ida quanto na volta, tem aquela sensação de que todos querem a mesma coisa,
independente de estarem sentados – nos bancos ou no chão, de pé, apertados,
largados nos “pole dances” cravados no meio dos vagões, todos querem chegar ao
seu destino sem pressão, sem estress, curtindo seu mp3, 4, 5, etc, lendo seu
livro, conversando com o vizinho do lado, observando o que se passa ao redor
ou, simplesmente, curtindo a paisagem lá fora. Tem uma aura diferente quem usa
o trem – isso ficou claro para mim. E, a rapidez que se chega ao destino
desejado é algo: da estação que entro até a estação final (centro) levo míseros 05 minutos. Sabem o que é isso:
05 minutos – tirando o tempo que levei para chegar até o trem, ok??? Se eu
fosse de lotação, seriam 25 min, de ônibus, seriam 25 ou 30min e de carro, dependendo
do trânsito naquele horário, mais ou menos o mesmo tempo. Então,
tenho que continuar indo de trem. Perco peso, ganho resistência, vejo pessoas
diferentes todos os dias, aprendo de vez o que “direita” e “esquerda” e, acima
de tudo isso, ainda dou uma boa poupada na grana, porque a passagem é bem mais
barata que lotação ou ônibus. É isso: tô apaixonada pelo trem. Recomendo a quem
nunca andou, experimentar...Vale a pena!
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